Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
sábado, 23 de maio de 2015
BRICS, БРИКС/The Attack on South Africa. Round Three
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Angola/Delegação multissectorial seguiu para reunião de ministros da SADC
terça-feira, 2 de julho de 2013
Angola contribui com 10 milhões de dólares para fundo fiduciário
quarta-feira, 27 de março de 2013
Angola/NEPAD vai apresentar projectos ao BRICS, afirma Georges Chikoti
terça-feira, 24 de maio de 2011
Dia de África/Diplomata angolano destaca importância da NEPAD
Luanda, 24 maio 2011 - O director para África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores, Joaquim do Espírito Santo, destacou hoje (terça-feira), em Luanda, a importância da criação da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD).
O diplomata fez esse pronunciamento quando dissertava sobre as "perspectivas para consolidação das independências e soberanias Africanas", no âmbito das celebrações do 25 de Maio, Dia de África.
Segundo o diplomata, o NEPAD, cujo objectivo fundamental é colocar o continente numa trajectória acelerada de desenvolvimento, mereceu alterações para melhor adaptar-se as exigências do renascimento económico de África.
"Ela está baseada nas imensas capacidades, no potencial de recursos humanos e naturais do continente e apoia-se sobre um diagnóstico objectivo da situação actual dos países africanos", referiu.
Lembrou que esta organização tem ainda como objectivos a erradicação da pobreza em África e o posicionamento dos países africanos, tanto individual como colectiva, na senda do crescimento e desenvolvimento sustentável.
Assistiram a palestra oficiais generais, almirantes superiores, coronéis e capitães-de-mar guerra, entre outros convidados.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Moçambique/Relatório de avaliação do MARP entregue ao PR
Moçambique está preparado para ser avaliado no Mecanismo Africano da Revisão de Pares, considerado como sistema de policiamento do desempenho de governação democrática dos líderes africanos.
O Presidente da República, Armando Guebuza, considera o mecanismo adoptado no âmbito da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África, NEPAD, como um exercício que reforça o sentido de inclusão e de participação dos moçambicanos na construção da pátria.
O Chefe do Estado moçambicano recebeu,segunda-feira, o relatório de auto-avaliação e Plano de Acção, elaborados sob direcção do Embaixador Bethuel Kiplagat, personalidade eminente do MARP que se encontra em Mocambique. Os documentos vão ser entregues ao grupo dos Chefes de Estado e Governo da União Africana, que aderiram voluntariamente ao Mecanismo de Revisão de Pares.
O mecanismo africano de revisao de pares, MARP, é um exercicio que consiste na avaliacao da dinâmica de governação do país no seu todo e não se limita apenas à avaliação do desempenho do Governo.
Moçambique é um dos 28 países africanos que, de forma voluntária, decidiu integrar o MARP já há alguns anos.
O relatório entregue segunda-feira ao Chefe de Estado fecha a primeira fase da avaliação.
Durante os proximos 23 dias uma equipa de 18 personalidades, dirigida por Bethuel Kiplagat, do Quénia, vai promover seminários pelo país, de maneira independente. Concluído o trabalho, a equipa vai elaborar um outro relatório, que, por sua vez, será apresentado e debatido na União Africana.
Para todos os efeitos, os documento de auto-avaliação entregue ao Chefe do Estado aponta fraquezas que dificultam o crescimento, aprofundamento e consolidação do que é apontado como positivo. O relatório assinala que, no País, há percepção de que aumentou o fosso das diferenças sociais e que a distância entre pobres e ricos não só cresceu como também afunilou de tal maneira que pode colocar o país no clube das nações consideradas injustas.
O relatorio indica a ideia, segundo a qual a corrupção procura sobreviver a todas as tentativas de combate , o que dificulta a adopção de medidas que permitam o seu controlo e eventual eliminação.
Na soma das inquietacoes que abalam o País existe o problema da seguranca dos cidadaos, o HIV, conflitos laborais, desemprego, terra e imigração ilegal não controlada.
O Embaixador Bethuel Kiplagat sublinhou que a avaliação que é feita aos países não visa submetê-los a sanções ou a corte em financiamentos.
Vinte quatro países ainda não aderiram ao Mecanismo Africano de Revisão de Pares. A Mauritânia foi excluída pelo facto de ter registado um golpe de estado.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Moçambique/África deve sobreviver com os seus próprios recursos -- afirma presidente Armando Guebuza, no término do Fórum África
Maputo, 5 novembro 2007 - O presidente da República, Armando Guebuza, que hoje termina uma visita oficial à Alemanha, desmistificou o pensamento europeu tendente a encarar o Continente africano como se fosse um país, afirmando que cada Estado possui suas especificidades.
Falando ontem em Wiesbaden numa conferência conjunta de chefes de Estado que marcou o fim do Fórum África, Armando Guebuza afirmou que no quadro da globalização, a Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD), como instrumento económico africano, deve levar os povos do chamado continente negro a sobreviver com os seus próprios recursos.
O Chefe do Estado moçambicano disse que a União Africana definiu a Nova Parceria para o Desenvolvimento de África e o Mecanismo de Revisão de Pares (MARP) como sendo os instrumentos para a sua participação inequívoca no processo da globalização, os quais exaltam, entre outros, a auto-estima dos povos africanos.
É que nos chamados países do norte, o desconhecimento da realidade africana faz com que o continente seja encarado numa perspectiva negativista.
Para alguns cidadãos da Europa, por exemplo, a Africa é um continente de miséria interminável, de sofrimento, desentendimento, doenças, um mundo de problemas sem solução.
Armando Guebuza explicou que o Continente Africanos é composto de vários países, cada um com a sua realidade específica.
O Chefe do Estado explicou o processo que culminou com a criação do que é hoje chamada União Africana, afirmando que tudo começou em 1963 com a fundação da Organizacao de Unidade Africana.
O Presidente da República defendeu que a busca de apoios e solidariedade externa só faz sentido quando os africanos tiverem, eles mesmos, a capacidade de produzir e aumentar a produtividade para a sua própria sobrevivência.
O Fórum África foi uma iniciativa do Presidente alemao, Horst Kohler, que juntou num mosteiro em Wiesbaden chefes de Estado de cinco países, nomeadamente Moçambique, Botswana, Madagascar, Benin e Nigéria. O Gana esteve representado no encontro pelo rei Asanti Kotoko.
O tema central do fórum foi a globalização e os seus efeitos no relacionamento com a Alemanha, dentro do qual foram discutidos temas como o comércio, a migração, entre outros. O presidente alemão defendeu a necessidade de os países do norte canalizarem à África uma ajuda eficiente e eficaz.
Horst Kohler afirmou que os povos afrficanos conhecem os seus próprios problemas e possuem a necessária competencia para a solução dosmesmos.
O problema é como o continente deve ser apoiado para ultrapassá-los, num quadro de uma parceria justa.
Horst Kohler levantou mesmo algumas questões, como o que os países do norte devem fazer para que a globalização seja um processo que contribua em primeiro lugar para a redução da pobreza. O estadista alemão disse que o diálogo entre Africa e a Europa, em particular a Alemanha, deve ser prosseguido.
Hoje, o presidente da República termina a sua visita oficial à Alemanha e inicia uma de trabalho à Itália, onde deverá manter conversações com as autoridades governamentais.
A visita é encarada com bastante interesse no relacionamento entre Moçambique e a Itália, porquanto acontece numa altura em que o Governo italiano, dirigido pelo Primeiro-Ministro Romani Prodi, tem manifestado grande abertura e interesse de reforçar as relações históricas e de amizade e cooperação existentes entre ambos os países.
O Chefe do Estado deverá visitar ainda o Vaticano, onde vai ser recebido pelo Papa Bento Ratzinger.
Na noite de ontem, Armando Guebuza reuniu-se com representantes da comunidade moçambicana na Alemanha. (Notícias/Felisberto Arnaça, em Berlim)
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Novo cabo submarino africano passará pelo Brasil
O cabo submarino é considerado pelas autoridades uma ferramenta fundamental para aumentar a capacidade de troca de comunicações, principalmente internet de banda larga, entre a África do Sul e o resto do mundo.
Outra prioridade do projeto é a redução das tarifas em vigor, consideradas um fator limitante na competitividade das empresas e um obstáculo ao acesso à internet pelo cidadão comum.
O único cabo submarino que liga atualmente o sul do continente africano à Europa (o SAT 3) pertence à empresa estatal de telecomunicações Telkom, sistematicamente acusada de prestar serviços de má qualidade a preços elevados, que seria conseqüência da falta de concorrência no setor.
Na ocasião em que fez o anúncio do lançamento do novo cabo (que vai correr ao longo da costa oriental africana), a diretora-geral do Departamento de Comunicações do país, Lyndal Shope-Mafole, disse que o projeto faz parte da chamada Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (Nepad, da sigla em inglês), devendo servir ao continente como um todo.
A diretora-geral alertou, no entanto, para as dificuldades de concretização do projeto devido aos persistentes desacordos entre governos e entidades privadas de vários países sobre os termos de utilização e partilha de custos e benefícios.
"Como africanos sentimos a necessidade de dispor de um novo cabo submarino para reduzir custos das telecomunicações", disse Shope-Mafole, que anunciou que a ligação ao Brasil deverá estar concluída em 2009.
O financiamento do projeto está atualmente em discussão. É possível que o setor privado seja o principal acionista da nova infra-estrutura, na qual a estatal Telkom poderá deter algum tipo de participação.
Nepad