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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС /A volta da diplomacia: TERCEIRA SEMANA DA INTERVENÇÃO RUSSA NA SÍRIA

28.10.2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)


O fim da lei internacional e da diplomacia

O fim da Guerra Fria foi festejado como uma nova era de paz e segurança, quando as espadas seriam convertidas em arados, ex-inimigos em amigos, e o mundo assistiria a uma nova aurora de amor, paz e felicidade universais. Claro, nada disso aconteceu. O que aconteceu foi que o Império Anglo-sionista autoconvenceu-se de que havia "vencido a Guerra Fria" e a partir de então estava no comando. De todo o planeta, nada menos que isso. E por que não? Havia construído por todos os cantos de 700 a 1.000 bases militares (dependendo de sua definição de "base") por todo o mundo, e dividira o globo em várias áreas de exclusiva responsabilidade sua chamadas "comandos". A última potência que havia acumulado em si toda a megalomania necessária para distribuir pedaços do planeta entre dois diferentes 'comandos' foi o Papado, em 1494, com o (mal)afamado "Tratado de Tordesilhas".

Para deixar esse ponto muitíssimo claro, o Império decidiu usá-lo como exemplo, e disparou todo seu furioso poder contra a pequena Iugoslávia. Iugoslávia, membro fundador do Movimento dos Não Alinhados foi perversamente atacada e desmembrada, criando uma imensa onda de refugiados, a maioria dos quais sérvios, que o mundo democrático e civilizado resolveu ignorar. Mais que isso, o Império inventou outra guerra, daquela vez na Rússia, que pôs o regime semicomatoso de Eltsin contra o que adiante seria parte chave de al-Qaeda, ISIS e Daesh: os wahhabistas na Chechênia. Mais uma vez, muitas centenas de milhares de "refugiados invisíveis" resultaram também daquela guerra, mas também foram praticamente ignorados pelo mundo democrático e civilizado, especialmente os russos étnicos.

A Rússia precisou de toda uma década para afinal esmagar aquela insurgência Wahhabista-Takfiri , mas, afinal, a Rússia prevaleceu. E àquela altura os anglo-sionistas já haviam mudado a atenção para outro ponto: os "estados profundos" de EUA e Israel planejaram e executaram em conjunto a operação de 'falsa bandeira' conhecida como "o 11/9", que lhes deu a desculpa perfeita para declarar uma "guerra global ao terror" , a qual, basicamente, deu aos anglo-sionistas uma "licença para matar" universal à la 007, exceto que, nesse caso, o alvo não era uma pessoa, mas países inteiros.

Todos nós sabemos o que veio depois: Iraque, Afeganistão, Filipinas, Somália, Etiópia, Sudão, Iêmen, Mali, Paquistão, Síria, Líbia, Ucrânia -- em todos os cantos do mundo os EUA estavam em guerra, fosse oficialmente ou clandestinamente. O espectro ia de uma (tentada) completa invasão contra um país (Afeganistão), ao apoio a vários

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

48 BASES MILITARES DOS EUA NA ITÁLIA PARA GUERREAR NA ÁFRICA E NO ORIENTE MÉDIO



12 novembro 2013, Correio da Cidadania http://www.correiocidadania.com.br (Brasil)

Escrito por Achille Lollo*, de Roma para o Correio da Cidadania   

Durante a guerra fria os generais do Pentágono acreditavam que a Alemanha e a Itália eram as regiões geoestratégicas mais importantes da Europa e do Mar Mediterrâneo à causa de suas características geográficas, políticas e econômicas. Por isso, até 1990, os EUA aquartelaram na Alemanha 200.000 fuzileiros e 50.000 “especialistas”, isto é: pilotos, técnicos de radares, de telecomunicações e, sobretudo, as unidades operativas dos grupos especiais. Após a reunificação alemã, somente os “especialistas” permaneceram na Alemanha.

Aquartelamento da Itália pelos EUA
Na Itália, o contingente de militares estadunidenses permaneceu intacto até 1990, com seus 13.000 “especialistas”. Depois, houve um aumento gradual até 2001, quando 20.000 “especialistas” operavam nas 48 bases militares (da USArmy, USAF, USNavy e da OTAN), nas 40 estações radar e centros de telecomunicações (USAF e NSA) e nos 15 depósitos e polígonos que o Pentágono obteve do governo italiano graças aos acordos bilaterais ou no âmbito da OTAN. Uma maquina bélica que, em 1999, jogou um papel fundamental na “guerra humanitária nos Bálcãs” (Bósnia, Croácia, Macedônia, Sérvia e Kossovo) para a completa desestabilização da Federação Iugoslava. É suficiente lembrar que as duas esquadrilhas de F-16 do 31º Esquadrão de Caça da USAir Force (31st Fighter Wing) realizaram 9.000 missões de combates e bombardeios nos céus da Iugoslávia a partir da base italiana de Aviano em apenas 78 dias!!

Depois, em 2011, o sistema logístico e operacional criado pelo Pentágono na Itália teve uma importância decisiva na destruição do exército de Gheddafi, pois, sem o suporte do referido sistema -- em particular das bases de Aviano, de Pisa (Camp Darby), de Vicenza (Camp Ederle) e de Sigonella na Sicília ---, a aviação francesa e a britânica e os navios lança-foguetes da VIª frota estadunidenses nunca teriam conseguido bombardear sem interrupção, durante 29 dias, as cidades onde se havia entrincheirado o exército de Gheddafi .

De fato, a Casa Branca, antes de criar as conjeturas diplomáticas e políticas para derrubar o governo dos Talebani no Afeganistão, para destruir fisicamente o Iraque de Saddam, para manter em estado de assédio o Irã, a Síria e o Líbano e, depois, em 2011, acabar com o regime de Gheddafi, precisava exercer o controle total no Mar Mediterrâneo e, portanto,