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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

BRICS, China/The 5G race is over, and US lost... 6G is next frontier


Published: 2019/9/18 21:43:46, Global Times (China) http://www.globaltimes.cn/content/1164854.shtml

By Hu Weijia

China's telecom giant Huawei has taken the lead over US companies in the race for 5G technology supremacy. The US, as a global superpower in the technology of the future, has lost the 5G battle.

Huawei founder Ren Zhengfei was quoted by New York Times as saying earlier this month that the company is open to sharing its 5G technologies and techniques with US companies, and those companies can even change the software.

In that case, the US can modify Huawei's 5G technologies and build up its own 5G industry.

Technologies are the lifeblood of such companies, so the decision was beyond market expectation, and it came as a last resort to conciliate US officials and get Washington's trust. Why is Huawei confident about sharing its 5G technologies with US companies? Even if US companies get Huawei's 5G technologies, the Chinese giant can keep

terça-feira, 19 de julho de 2016

По следам варшавских гастролей Порошенко



16.07.2016, Фонд стратегической культуры http://www.fondsk.ru (Россия)

                                
Каждый зарубежный визит Порошенко - это своего рода детектив, предмет для журналистского расследования, когда требуется понять, а что же там было на самом деле. Не исключение и недавняя поездка украинского президента на саммит НАТО в Варшаве. Официальные сводки администрации президента Украины, как всегда, полны небылицами. Это просто какой-то украинский Расёмон (в рассказе Акутагава Рюноскэ «Ворота Расёмон» герои последовательно излагают взаимоисключающие версии одного и того же события). Говорить с Петром Алексеевичем о чём-либо становится просто опасным для репутации. Не случайно Обама с некоторых пор бегает от Порошенко, как от чумы. И громогласно

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O G8 E O NOVO LUGAR DO BRASIL NO MUNDO

14 julho 2009/EDITORIAL/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Foi preciso o diário econômico alemão Handelsblatt chamar a atenção: atrás da mesa de trabalho do chanceler Celso Amorim, no Itamaraty, há uma intrigante tapeçaria, um mapa-múndi de 1503, onde o hemisfério Sul, e portanto o Brasil, fica na parte de cima.
Enquanto os visitantes de Amorim ''olham, perplexos, o mapa, ele mesmo já transmitiu sua mensagem. O Brasil deixou de ser periferia'', escreveu o jornal.
A cúpula do G8+G5, realizada em L'Aquila, Itália, voltou a emitir sinais de que o mapa do ministro é mais que uma excentricidade. O Brasil está mudando seu lugar no mundo.
Esta é uma análise onde qualquer chauvinismo emproado só pode atrapalhar. O fenômeno faz parte de uma redefinição de conjunto do tabuleiro global, num planeta em transição. Os Estados Unidos perdem posições, empurrados pela crise e pelos fracassos de sua política unilateral. O G8 agoniza, mesmo que diplomatas ligados à direita, no Brasil, recusem-se a reconhecer este fato. Outros atores mundiais se adiantam, a começar pela China, com suas três décadas de crescimento de dois dígitos, desacelerado em 2009 para 8%.
Mas é notável a desenvoltura com que o Brasil se movimenta nesse cenário, e ganha terreno. A mídia estrangeira registra que nunca ele teve um peso tão elevado na cena internacional.
Em L'Aquila discutiu-se a mudança climática. O Brasil defendeu que os países têm que se comprometer a reduzir a emissão de gases, mas com responsabilidades diferenciadas, entre os ricos, que se industrializaram há 100 ou 200 anos, e os pobres, que mal começam a se industrializar - uma tese já tradicional da diplomacia brasileira, e que agora começa a ser acatada até pelos mais ricos.
L'Aquila não foi um raio em céu azul. Este mesmo protagonismo se reflete nas negociações sobre o livre comércio e crise global, reforma da ONU, os direitos humanos, o recente golpe em Honduras e o espinhoso conflito do Oriente Médio.
A mídia local torce o nariz, menospreza, mofa. Mas a despeito dela, o lugar do Brasil já não é o de antes, em um canto do mundo, no Extremo Ocidente, à sombra dos EUA. A cena mundial em transição propiciou a base para esse deslocamento. Mas há aqui também engenho e arte.
O Itamaraty, dentro de uma tradição que vem desde o barão do Rio Branco, diplomata e capoeirista, há muito se preparava para tal papel. Tanto que a política externa brasileira em geral situou-se alguns passos à frente de outras esferas da política de Estado.
Porém com Lula a disposição avançada da diplomacia encontrou um presidente que a endossa, impulsiona e encarna. Primeiro, por atacar calcanhar de Aquiles do país e de sua imagem, que são as iniquidades sociais. Segundo, por redefinir prioridades, pondo à frente a relaçãocom os vizinhos sul-americanos, seguida pelas parcerias Sul-Sul, com a África, a China, a Índia, o mundo árabe.
Há ainda um terceiro elemento, mais impalpável e subjetivo: Lula, formado na exigente escola negociadora sindical, revela-se um excepcional diplomata, que não só assimilou as manhas do ofício mas dá a ele seu aporte pessoal. Ao tourear George W. Bush, ou constatar que Ahmadinejad venceu a eleição iraniana, ou presentear camisas da seleção canarinha a chefes de Estado, ''o cara'' tem conferido à diplomacia brasileira um rosto que a ajuda a avançar.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Brasil/LULA FALA DURO PARA O G8

11 julho 2008/Editorial do Vermelho http://vermelho.org.br

Ao contrário do que pensa parcela importante da elite brasileira, entre ela grande parte do mandarinato tucano, com Fernando Henrique Cardoso à frente, o bom mocismo e a submissão temerosa ante as pressões do imperialismo liderado pelos EUA não fazem aumentar o respeito por uma nação nas relações internacionais.

Esta conclusão resulta do desempenho da diplomacia brasileira sob o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva, que se fortalece como um dos principais líderes dos chamados países emergente, como ficou visível na reunião que o G5 - África do Sul, Brasil, China, Índia e México - realizou paralelamente ao encontro do G8 - Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia - encerrado dia 9, na ilha japonesa de Hokkaido. Alio estavam presentes os dirigentes das treze nações mais influentes no mundo de hoje.

Perante os governantes do G8, Lula insistiu na pauta que interessa aos países emergentes. Criticou duramente a criminalização, pelos EUA e pela Europa, da entrada de estrangeiros. Condenou os subsídios agrícolas dos países ricos. Acusou os países industrializados pela alta nos preços do petróleo e dos alimentos. Insistiu na necessidade dos países industrializados tomarem medidas concretas contra a emissão de gases do efeito estufa. Em sua intervenção naquele encontro, articulou todos estes temas em torno de um único argumento: a defesa do desenvolvimento.

O tratamento que o Brasil aos imigrantes alemães em 1850, aos italianos em 1875, e depois espanhóis, depois japoneses e, mais recentemente, muita gente da América do Sul é o tratamento que queremos para migrantes brasileiros e latino-americanos, disse o presidente do Brasil. ''Temos consciência de que é sempre um problema, mas nunca pode ser tratado como um problema de polícia'', mas como ''um problema social, um problema de desenvolvimento econômico'', enfatizou.

Contra aqueles que acusam os biocombustíveis pela escassez de alimentos, garantiu que ''o Brasil continua produzindo onde produzia, como produzia, aperfeiçoando''. Ele apontou a responsabilidade da especulação financeira pelos altos preços: quem teve perdas com o subprime americano agora usa ''o dinheiro dos fundos para especular com petróleo e com alimentos'', disse.

Em relação à imigração ilegal, Lula argumentou que ela resulta do subdesenvolvimento. Contra ela, defendeu perante os dirigentes dos países do G8 a abertura dos seus mercados e a redução dos subsídios agrícolas para apoiar o desenvolvimento dos países mais pobres e, em consequência, reduzir as imigrações. ''Se não houver o fim dos subsídios, a chance desses países pobres se desenvolverem é muito mais difícil, e a chance deles serem migrantes é muito mais fácil. A lógica é trabalhar para que esses países se desenvolvam'', disse.

É um verdadeiro braço de ferro travado entre os países ricos e emergentes, que já não aceitam pagar a conta pelos ajustes econômicos impostos pelos dominantes nas últimas décadas, jogando sobre os povos conta dos desequilíbrios e da crise das economias centrais. Esta relação está mudando e, em nossos dias, Europa e EUA deixaram de ser as locomotivas do mundo, substituídos pelos emergentes, particularmente pela China. É um quadro em que a diplomacia brasileira, posta a serviço do Brasil e também dos povos, ganha pontos e firma-se como importante interlocutor nos fóruns internacionais.

Uma nação só é respeitada no exterior quando defende, de peito aberto e com decisão, seus interesses, enfrenta os poderosos e faz todos os esforços para reunir outros governos que partilham de agenda semelhente e, buscando a união, reforçam-se mutuamente na defesa de sua soberania, sua independência e seu desenvolvimento. Esta é a lição que as relações internacionais vão deixando em nosso tempo.

http://vermelho.org.br/base.asp?texto=40239