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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Brasil/Protestos murcham, ódio cresce

16 de agosto de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O plano da oposição golpista de realizar protestos cada vez mais massivos que forçassem a derrubada do governo fracassou. Números confiáveis ainda não estão disponíveis, mas em todas as capitais do país, visivelmente, as manifestações desse domingo (16) foram muito menores do que as ocorridas em abril.

Antonio Cruz/Agência Brasil
Manifestação deste domingo em Brasília (DF).

Em alguns lugares, como na manifestação de Belo Horizonte, que contou com a presença do tucano Aécio Neves, os números foram vexatórios: 6 mil manifestantes, segundo a Polícia Militar.

O fracasso é mais significativo se considerarmos que dessa vez o PSDB usou suas inserções de rádio e televisão para convocar a manifestação. O chamado dos tucanos não surtiu o efeito desejado, o que mostra que a crise não resulta necessariamente em um fortalecimento significativo do prestígio da

sábado, 20 de setembro de 2014

Moçambique/Aos integrantes do crime organizado: confiscar património como medida punitiva

19 setembro 2014, Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

A confiscação do património dos integrantes do crime organizado deve passar a configurar como pena, segundo defendeu ontem, em Maputo, Achirafo Aboobacar, Juiz – Desembargador do Tribunal Superior de Recurso de Maputo.

Falando numa palestra denominada “apreensão e confisco de bens resultantes da actividade criminosa”, inserida nas II Jornadas Científicas da Procuradoria – Geral da República, Achirafo Aboobacar explicou que o confisco do património dos integrantes do crime organizado deve ser associado a aplicação de penas de prisão e a apreensão de bens resultantes da prática do crime, como já preveem as leis contra à corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de droga, entre outras.

Segundo o Juiz – Desembargador, a confisco do património não substitui a aplicação de penas ou apreensão de bens, mas sim, trata-se do agravar das medidas punitivas contra os criminosos, devendo abranger todo património adquirido de forma lícita. No seu entender, património não é o que os criminosos conseguiram com a prática do crime, mas sim, o que já tinham antes

domingo, 8 de junho de 2014

TRÁFICO DE DROGA NA GUINÉ-BISSAU: Ramos-Horta discorda com a Interpol

7 junho 2014, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

O reprsentante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, rejeitou terça-feira em comunicado, a ideia de que o tráfico de droga seja a principal preocupação na Guiné-Bissau, tal como referido na segunda-feira pela Interpol e por outro representante da ONU.

“Em mais de um ano de presença activa no país, José Ramos-Horta nunca observou que este seja o principal problema”, escreve-se num comunicado do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS).

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Guiné-Bissau/Ministra da Justiça ameaçada de morte devido à investigação ao narcotráfico

31 julho 2008

A ministra da Justiça da Guiné-Bissau, Carmelita Pires, afirmou hoje que tem sido ameaçada de morte, através de chamadas anónimas de telemóvel, que lhe "recomendam" a afastar-se das investigações ao tráfico de droga no país.

A ministra da Justiça da Guiné-Bissau, Carmelita Pires, afirmou hoje que tem sido ameaçada de morte, através de chamadas anónimas de telemóvel, que lhe "recomendam" a afastar-se das investigações ao tráfico de droga no país.

"Esta madrugada, já passava da uma da manhã, quando recebi uma chamada no meu telemóvel. A pessoa, uma voz masculina, que não se identificou, proferiu as seguintes palavras: «Tira a boca. Estás a falar demais. Já chega. Toma atenção». A pessoa desligou de imediato", afirmou Carmelita Pires, em conferência de imprensa.

Carmelita Pires disse que, passada cerca de uma hora após a primeira chamada anónima, uma outra voz masculina ameaçou-a nestes termos: «Pensas que estamos a brincar? Mete a mão no fogo e depois verás! Estás a cavar a tua cova (sepultura)! Para que não venham a dizer que não te avisamos".

A ministra da Justiça guineense convocou a imprensa para denunciar uma série de ameaças à sua integridade física, na sequência das investigações e revelações que tem feito nos últimos dias relacionadas com a apreensão de duas aeronaves suspeitas de tráfico de droga na Guiné-Bissau, tal como tem acontecido com o Procurador-Geral da República, Luís Manuel Cabral.

Perante elementos das Nações Unidas, nomeadamente o representante do secretário-geral na Guiné-Bissau, Shola Omoregie, a ministra da Justiça guineense afirmou que a ameaça de que foi alvo faz parte de um conjunto de situações que têm ocorrido desde que foram iniciadas as investigações sobre a presença das duas aeronaves suspeitas de transporte de droga para o país.

"Tenho receios. Quem não os teria nestas circunstancias? Não podia ficar calada devido à vulnerabilidade das pessoas que estão a combater o narcotráfico. Entregamos as nossas cabeças nas mãos de todos os guineenses que sabem que a droga é um crime contra o nosso Estado", disse Carmelita Pires, com voz visivelmente embargada.

"A comunidade internacional deve posicionar-se, porque foi esse o apelo que o governo (de Bissau) levou à conferência realizada em Lisboa ("Tolerância Zero ao Narcotráfico", que decorreu em Dezembro de 2007)", acrescentou a ministra guineense.

Carmelita Pires reafirmou que a Guiné-Bissau "corre sérios riscos" de se transformar num narco-Estado, pelo que, sublinhou, as Nações Unidas deviam ter um posicionamento "firme" no assunto.

Em resposta aos apelos da ministra da Justiça, o representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, o nigeriano Shola Omoregie, avisou que a comunidade internacional "não deixará impunes os que estão envolvidos no tráfico de droga".

Por outro lado, Omoregie afirmou que a comunidade internacional "está preocupada com a segurança dos agentes que estão a combater o narcotráfico".

Por seu turno, o Procurador-Geral da República (PGR), Luís Manuel Cabral, que também assistiu à conferência de imprensa da ministra, disse sentir-se também "ameaçado" na sua acção contra suspeitos do narcotráfico.

"Sinto-me ameaçado, mas não tenciono arredar o pé nessa luta", sublinhou Luís Manuel Cabral, lembrando o episódio de que foi alvo segunda-feira, quando a polícia tentou retirar-lhe uma arma de fogo que tem na sua posse, por inerência de funções, para sua defesa pessoal. (Notícias Lusófonas)