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terça-feira, 29 de setembro de 2015

“O Brasil vai continuar no caminho da democracia”, diz Dilma

28 setembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

 

Dilma deixou claro que governo e a sociedade não toleram a corrupção
e o Brasil vai continuar no caminho da democracia (Cia Pak/ ONU)

Em discurso de abertura da 70ª sessão da Assembleia Geral da ONU, nesta segunda-feira (28), a presidenta Dilma falou sobre a crise migratória e a questão dos refugiados; as metas para a Agenda 2030 e o atual processo político do Brasil. Neste ponto, deixou claro que o país “vai continuar trilhando o caminho democrático”.

Dilma destacou os avanços obtidos nos últimos anos no Brasil, como a saída do Mapa da Fome e a superação da extrema miséria. Pontuou que isso só foi possível em um ambiente de “consolidação e aprofundamento da democracia, graças à plena vigência da legalidade e do funcionamento do Estado”. Explicou que o Brasil não tem problemas estruturais graves, mas sim conjunturais, e afirmou que “temos condições de superar as dificuldades atuais e avançar no trilho do desenvolvimento, para um novo ciclo mais profundo, sólido e duradouro”. 

Sobre o atual processo de instabilidade política que o país passa, a presidenta destacou ainda a importância da investigação e da punição de todo e qualquer político envolvido em processos de corrupção. Não titubeou ao afirmar que “o governo e a sociedade não toleram a corrupção”. Afirmou ainda que em um ambiente soberano e democrático, como é o do Brasil, os juízes devem julgar com liberdade, sem pressões ou paixões políticas; e os governantes devem

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Brasil/Diálogos Israel-Palestina: Ocupação em pauta e o Brasil como mediador

31 de agosto de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A possibilidade de envolvimento do Brasil nas negociações entre Israel e Palestina tem sido considerada. Foi mencionada, por exemplo, por Mohamed Odeh, presidente do Comitê Ibero-Americano do partido à frente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), o Fatah, durante a importante Conferência “Encontros e Diálogos entre Palestinos e Israelenses - Dilemas e Perspectivas nos Caminhos para a Paz”, que terminou neste domingo (30).

Por  Moara Crivelente*, especial para o Vermelho

Pouco depois da primeira Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), em 2005, o então chanceler brasileiro Celso Amorim visitou Israel. Reunido com seu homólogo Silvan Shalom, Amorim, que narra o encontro em seu livro “Teerã, Ramalá e Doha - Memórias da Política Externa Ativa e Altiva”, entendeu que a iniciativa causou desconforto à liderança sionista. O mesmo valia para o posicionamento do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) contra a ocupação israelense dos territórios palestinos - que culminou com o reconhecimento do Estado da Palestina pelo Brasil em 2010. Entretanto, a “universalidade” da política externa brasileira buscaria um equilíbrio e poderia levar o país a desempenhar um papel na mediação entre palestinos e israelenses.

A conferência realizada pela Comissão da Anistia do Ministério da Justiça do Brasil, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e a Fundação Getúlio Vargas reuniu líderes religiosos, políticos e estudantes israelenses e palestinos em São Paulo e

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ONU: Venezuela defende direito da Palestina a Estado independente



26 novembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A Venezuela defendeu, nesta terça-feira (26), na Assembleia Geral da ONU, o direito dos palestinos de ter um Estado independente, livre da ocupação israelense e de seus crimes contra a população civil.


"O povo palestino tem o direito legítimo de continuar a buscar a dignidade, justiça e seu direito inalienável à autodeterminação como um Estado independente, com Jerusalém Oriental como sua capital e as fronteiras anteriores a 1967", disse o representante venezuelano na ONU, Samuel Moncada.

Na continuação do debate sobre a questão palestina, iniciado nesta segunda-feira (25) na Assembleia, o diplomata sul-americano advertiu que ainda há uma dívida para com o este povo árabe para a realização de suas aspirações.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Acordo com a Venezuela contribui para independência palestina



28 Agosto 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O exemplo internacionalista do ex-presidente e líder bolivariano Hugo Chávez está sendo implementado concretamente também para a Palestina. Diários latino-americanos citados pelo portal Middle East Monitor (MME), nesta terça-feira (27), informaram que a Venezuela e a Palestina assinaram um acordo energético que prevê a venda de petróleo será a “preço justo” para os palestinos, com vantagens mais abrangentes.

O convênio de cinco anos inclui o treinamento para o tratamento e distribuição do petróleo, assim como formas favoráveis de pagamento, semelhante ao que acontece no âmbito da aliança Petrocaribe, promovida pela Venezuela com os vizinhos caribenhos.

Os chanceleres Elias Jaua, da Venezuela, e Riad al-Maliki, da Palestina, assinaram o acordo em Caracas, capital venezuelana, no final de semana. Al-Maliki afirmou, na ocasião, que a proposta reflete o empenho da Venezuela na cooperação e solidariedade, e também ajudaria na redução da dependência da Autoridade Palestina com relação a Israel, na importação de combustível.

De acordo com o diário mexicano El Economista, citado pelo MME, o chanceler palestino disse que “a Venezuela está continuando o legado do falecido presidente Hugo Chávez, que sempre declarou o seu apoio ao povo palestino, e o mesmo comprometimento está sendo, agora, expressado pelo presidente Nicolás Maduro”.

Os países e governos progressistas da América Latina têm expressado regularmente o seu apoio aos palestinos, efetivado através do reconhecimento da Palestina como Estado observador não-membro na Assembleia Geral da ONU, em novembro de 2012. O único país independente da América do Sul que não votou favoravelmente pelo reconhecimento, na ocasião, foi a Colômbia

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Brasil/Sob a chuva da Amazônia, todos os povos reunidos

Representantes de todos os cantos do mundo celebram o “outro mundo possível”

Renato Godoy de Toledo, enviado a Belém (PA)

27 janeiro 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

A chuva torrencial, típica das tardes de Belém (PA), não impediu que cerca de 100 mil pessoas marchassem, no dia 27 de janeiro, da Estação das Docas até a Praça do Operário, no centro da capital paraense, durante a abertura do Fórum Social Mundial 2009, que vai até o dia 1º de fevereiro.
Como é usual, a principal característica da passeata foi a diversidade. Esta se manifesta tanto nas etnias dos participantes, quanto nas bandeiras e causas empunhadas.
Para se ter uma idéia, em nível nacional, marcharam na mesma avenida evangélicos, membros da Força Sindical, militantes do PSTU, sem-terra e até membros de um movimento cuja principal reivindicação é a adoção do calendário inca. Internacionalmente, a diversidade também é observada, ainda que, obviamente, cada organização traga um número menor de participantes.
Comparativamente às outras edições brasileiras do Fórum, em Porto Alegre (2001, 2002, 2003 e 2005), pôde ser observado claramente uma massiva participação de povos tradicionais. De acordo com a organização do evento, cerca de 3 mil indígenas estão em Belém.
Simbolicamente, no início da marcha, uma celebração afro-religiosa, realizada por participantes africanos, marcou a passagem do Fórum da África, ocorrido em 2007 no Quênia, para o Fórum amazônico, que foi recebido pelos indígenas. Logo após o rito, a chuva forte veio, e persistiu durante quase uma hora.
De todos os cantos
Antes da chuva, Mzonke Poni, membro de uma associação de sem-teto sul-africana, dizia-se entusiasmado com sua primeira visita ao Brasil. “Estamos aqui para buscar alternativas e partilhar experiências interessantes de processos que estão sendo construídos em países como Bolívia e Venezuela. Temos uma coisa muito boa para ver aqui no Brasil que é o programa de combate ao HIV, algo que o nosso país precisa”, revela Poni, que se diz entusiasmado com a receptividade da cidade de Belém.
O francês Mathieu Colloghan, da organização Les Alternatifs, já está em seu 8º Fórum. Do primeiro, o ativista lembra que ouviu o então governador gaúcho Olívio Dutra (PT) afirmar que o processo do Fórum iria surtir efeito em 20 anos ou mais. “Na época, pensei que aquilo era um exagero, mas hoje vejo que iremos mudar o mundo aos poucos”, opina.
Sua organização autodenomina-se altermundista, autogestionária, feminista e ecologista. Assim, nessa edição devem se envolver em debates sobre a Amazônia que, para Colloghan, é um tema “muito complicado”. “É muito fácil para o mundo dizer ao Brasil: ‘não toquem mais na Amazônia’. No entanto, essa é uma atitude imperialista. O problema do desmatamento diz respeito ao mundo. Deve haver um esforço dos países para resolvê-lo, mas não podemos deixar que essas decisões sejam tomadas em Washington ou Paris”, aponta.
Morador de uma região que em muitos aspectos está distante de Paris, mas com objetivos próximos aos de Colloghan, o indígena Wellington Gavião, do povo Gavião, que vive na região de Ji-Parará (RO), acredita que esse Fórum servirá mais como um espaço de denúncia, sobretudo para chamar a atenção do governo federal sobre as barragens que estão sendo construídas no rio Madeira. “Sabemos que as coisas não se resolvem rápido, mas aproveitaremos o espaço para denunciar”, promete.
Já o indiano Rahul Kumar, da organização Terra Viva, espera que o Fórum sirva para que se crie uma consciência local, mas ressalta que o processo não pode parar por aí. O encontro, para ele, funcionará como um espaço para discutir “mudanças profundas e, sobretudo, alternativas ao neoliberalismo”. Para chegar a Belém, Kumar embarcou em quatro vôos diferentes, que ao todo duraram 22 horas.
Solidariedade
Um tema muito lembrado na passeata foi a invasão israelense em Gaza. Alguns representantes do país atacado estiveram presentes na manifestação. Um deles, Madhat Al Jagmoup, membro do sindicato de fazendeiros da Palestina e Najah, destacou a necessidade de findarem-se os ataques ao seu país. Na avenida Presidente Vargas, Najah exibia um cartaz com os dizeres: “Break the siege in Gaza” (rompam o cerco a Gaza, em tradução livre).
Para o marroquino, Hamid Elkam, do Fórum Alternatives Sud, o evento “será mais uma oportunidade, em meio a um espaço dialético, para que os altermundistas elaborarem uma alternativa à globalização neoliberal”. Mas, para ele, os objetivos do FSM só irão se concretizar se houver, posteriormente ao encontro, uma prática militante.
Donos da casa
Os anfitriões belenenses, sem dúvida, foram os que mais engrossaram a marcha de abertura do Fórum, com faixas com pautas locais e blocos que exaltam a cultura local, sempre embalados pelo carimbó.
Para o marceneiro Charles de Souza, o Fórum mudou a rotina da cidade. “O grande ponto positivo de trazer luz à questão amazônica é o de envolver todo mundo na defesa da floresta. Sozinho, o povo do Pará não consegue barrar o desmatamento”, conclui. (Colaborou Eduardo Sales de Lima, enviado especial a Belém-PA)

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/agencia/nacional/sob-a-chuva-da-amazonia-todos-os-povos-reunidos

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