Mostrando postagens com marcador sem-teto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sem-teto. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Brasil/NOVE TESES SOBRE A CONTRA-REVOLUÇÃO NEOLIBERAL



17 maio 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Juarez Guimarães

1) O que está em curso no Brasil não é apenas um golpe em um governo legitimamente eleito mas uma contra-revolução neoliberal, típica de uma terceira fase regressiva do neoliberalismo no plano internacional. Se os anos oitenta marcaram a dominância de uma nova corrente regressiva do liberalismo, crítica e corrosiva ao liberalismo social que havia predominado no pós-guerra, se os anos noventa expressaram já após a dissolução da URSS uma desorganização avançada da tradição e do programa social-democrata através das chamadas terceiras-vias, os anos iniciais deste século evidenciam exatamente o surgimento de uma radicalização regressiva do programa neoliberal que se organiza em frente com forças e lideranças proto-fascistas. É por um radical ataque aos princípios republicanos e democráticos fundamentais que o neoliberalismo, em sua terceira fase, pretende resolver a sua incapacidade de formar maiorias nas democracias e legitimar uma nova onda de ataques aos direitos humanos e sociais.

2) Esta caracterização de uma contra-revolução neoliberal internacional, em sua terceira fase regressiva, é fundamental para entender o seu programa, a sua dinâmica, a sua

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Brasil/MST reúne 2 mil crianças Sem Terrinhas em Recife

23 novembro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

O 11º Encontro Estadual dos Sem Terrinha começa nesta segunda-feira, às 16 horas, no Ginásio de Esportes do Geraldão, no Recife. A atividade, que vai até o próximo dia 24 de novembro, conta com a participação de cerca de 2 mil crianças Sem Terra, vindas de acampamentos e assentamentos do MST em todo o Estado de Pernambuco.

Participam também um grupo de crianças de assentamentos organizados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e um grupo de "Sem Tetinho", crianças oriundas de ocupações urbanas organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Durante o encontro, as crianças participam de oficinas pedagógicas conduzidas por estudantes e integrantes de diversas organizações, entidades e grupos culturais comprometidos com o desenvolvimento das crianças para que elas venham a se tornar sujeitos históricos e não
apenas consumidores, além das oficinas oferecidas pelos educadores do próprio Geraldão.

Serão mais de 50 oficinas que variam de oficinas de esportes como vólei e capoeira, oficinas de artes e cultura como dança, desenho, reciclagem, até oficinas pedagógicas, onde, de maneira lúdica, as crianças trabalharão temas como gênero, luta pela terra e educação ambiental.

Nas noites, acontecem apresentações culturais organizadas pelas próprias crianças Sem Terra, além apresentação de grupos como Mamulengo Jurubeba e Coco de Umbigadinha.
Ao promover o encontro das crianças Sem Terra de todo o estado entre elas e com outras crianças que também vivem em processos de luta por direitos e por uma sociedade mais justa, o encontro se transforma em uma grande festa para compartilhar experiências culturais das crianças.

Identidade de luta
Dessa forma, fortalece a identidade da criança Sem Terra na luta e valorizando a organização dessas crianças nos acampamentos e assentamentos em que vivem.

O encontro tem também um caráter político e reivindicatório, no sentido de integrar desde já as crianças como sujeitos ativos no seu processo educativo e no processo de transformação social.

Com o tema: "Como fazer a escola transformando a história", as crianças colocam as demandas das escolas, espaços de lazer e infra-estrutura nos assentamentos, levando a problemática da educação do campo para a sociedade e os poderes públicos.

Assim, o Encontro dos Sem Terrinha é um espaço em que as crianças levam seu jeito de lutar, brincando, aprendendo e reivindicando.

Serviço:

Programação

Dia 22/11 - Segunda-feira
16 horas - Abertura
Mamulengo Jurubeba
Cine Anima

Dia 23/11 - Terça-feira
Manhã e tarde: Oficinas Pedagógicas
20 horas - Noite Cultural
Apresentações Sem Terrinha
Coco de Umbigadinha
Baião da Infância da Terra

24/11 - Quarta-feira
Manhã: Ato Político
15 horas - Encerramento
Grupo de Percussão e Dança do Alto Santa Terezinha
Grupo de Maracatu do Ibura
Grupo de Hip Hop do Geraldão
Educação, Cultura e Comunicação

Fonte: MST

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Brasil/Sob a chuva da Amazônia, todos os povos reunidos

Representantes de todos os cantos do mundo celebram o “outro mundo possível”

Renato Godoy de Toledo, enviado a Belém (PA)

27 janeiro 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

A chuva torrencial, típica das tardes de Belém (PA), não impediu que cerca de 100 mil pessoas marchassem, no dia 27 de janeiro, da Estação das Docas até a Praça do Operário, no centro da capital paraense, durante a abertura do Fórum Social Mundial 2009, que vai até o dia 1º de fevereiro.
Como é usual, a principal característica da passeata foi a diversidade. Esta se manifesta tanto nas etnias dos participantes, quanto nas bandeiras e causas empunhadas.
Para se ter uma idéia, em nível nacional, marcharam na mesma avenida evangélicos, membros da Força Sindical, militantes do PSTU, sem-terra e até membros de um movimento cuja principal reivindicação é a adoção do calendário inca. Internacionalmente, a diversidade também é observada, ainda que, obviamente, cada organização traga um número menor de participantes.
Comparativamente às outras edições brasileiras do Fórum, em Porto Alegre (2001, 2002, 2003 e 2005), pôde ser observado claramente uma massiva participação de povos tradicionais. De acordo com a organização do evento, cerca de 3 mil indígenas estão em Belém.
Simbolicamente, no início da marcha, uma celebração afro-religiosa, realizada por participantes africanos, marcou a passagem do Fórum da África, ocorrido em 2007 no Quênia, para o Fórum amazônico, que foi recebido pelos indígenas. Logo após o rito, a chuva forte veio, e persistiu durante quase uma hora.
De todos os cantos
Antes da chuva, Mzonke Poni, membro de uma associação de sem-teto sul-africana, dizia-se entusiasmado com sua primeira visita ao Brasil. “Estamos aqui para buscar alternativas e partilhar experiências interessantes de processos que estão sendo construídos em países como Bolívia e Venezuela. Temos uma coisa muito boa para ver aqui no Brasil que é o programa de combate ao HIV, algo que o nosso país precisa”, revela Poni, que se diz entusiasmado com a receptividade da cidade de Belém.
O francês Mathieu Colloghan, da organização Les Alternatifs, já está em seu 8º Fórum. Do primeiro, o ativista lembra que ouviu o então governador gaúcho Olívio Dutra (PT) afirmar que o processo do Fórum iria surtir efeito em 20 anos ou mais. “Na época, pensei que aquilo era um exagero, mas hoje vejo que iremos mudar o mundo aos poucos”, opina.
Sua organização autodenomina-se altermundista, autogestionária, feminista e ecologista. Assim, nessa edição devem se envolver em debates sobre a Amazônia que, para Colloghan, é um tema “muito complicado”. “É muito fácil para o mundo dizer ao Brasil: ‘não toquem mais na Amazônia’. No entanto, essa é uma atitude imperialista. O problema do desmatamento diz respeito ao mundo. Deve haver um esforço dos países para resolvê-lo, mas não podemos deixar que essas decisões sejam tomadas em Washington ou Paris”, aponta.
Morador de uma região que em muitos aspectos está distante de Paris, mas com objetivos próximos aos de Colloghan, o indígena Wellington Gavião, do povo Gavião, que vive na região de Ji-Parará (RO), acredita que esse Fórum servirá mais como um espaço de denúncia, sobretudo para chamar a atenção do governo federal sobre as barragens que estão sendo construídas no rio Madeira. “Sabemos que as coisas não se resolvem rápido, mas aproveitaremos o espaço para denunciar”, promete.
Já o indiano Rahul Kumar, da organização Terra Viva, espera que o Fórum sirva para que se crie uma consciência local, mas ressalta que o processo não pode parar por aí. O encontro, para ele, funcionará como um espaço para discutir “mudanças profundas e, sobretudo, alternativas ao neoliberalismo”. Para chegar a Belém, Kumar embarcou em quatro vôos diferentes, que ao todo duraram 22 horas.
Solidariedade
Um tema muito lembrado na passeata foi a invasão israelense em Gaza. Alguns representantes do país atacado estiveram presentes na manifestação. Um deles, Madhat Al Jagmoup, membro do sindicato de fazendeiros da Palestina e Najah, destacou a necessidade de findarem-se os ataques ao seu país. Na avenida Presidente Vargas, Najah exibia um cartaz com os dizeres: “Break the siege in Gaza” (rompam o cerco a Gaza, em tradução livre).
Para o marroquino, Hamid Elkam, do Fórum Alternatives Sud, o evento “será mais uma oportunidade, em meio a um espaço dialético, para que os altermundistas elaborarem uma alternativa à globalização neoliberal”. Mas, para ele, os objetivos do FSM só irão se concretizar se houver, posteriormente ao encontro, uma prática militante.
Donos da casa
Os anfitriões belenenses, sem dúvida, foram os que mais engrossaram a marcha de abertura do Fórum, com faixas com pautas locais e blocos que exaltam a cultura local, sempre embalados pelo carimbó.
Para o marceneiro Charles de Souza, o Fórum mudou a rotina da cidade. “O grande ponto positivo de trazer luz à questão amazônica é o de envolver todo mundo na defesa da floresta. Sozinho, o povo do Pará não consegue barrar o desmatamento”, conclui. (Colaborou Eduardo Sales de Lima, enviado especial a Belém-PA)

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/agencia/nacional/sob-a-chuva-da-amazonia-todos-os-povos-reunidos

Ler tambem:
Mídia Livre, transformar o marginal em hegemônico
Não responsabilização por crimes da ditadura pode condenar Brasil na OEA
Com grande presença indígena, marcha inicia FSM em Belém
Não responsabilização por crimes da ditadura pode condenar Brasil na OEA
Fórum da Teologia da Libertação aprofunda discussões sobre meio ambiente