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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Mercosul, Brasil/O Acordo de Alcântara e a violação da soberania nacional


16 de setembro de 2019, 11:27 h, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/blog/o-acordo-de-alcantara-e-a-violacao-da-soberania-nacional

Por Larissa Ramina, Carol Proner e Gisele Ricobom

*Doutoras em direito internacional, membros da Secretaria de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia - ABJD

É imperativo que o parlamento brasileiro possa reagir a este agressivo assédio e que impeça a celebração de acordos pautados pelas circunstâncias do período mais subalterno de nossa história. Não há dúvidas a respeito da importância de fortalecer o Programa Espacial Brasileiro

Recentemente Jair Bolsonaro reagiu a declarações do Presidente francês Emmanuel Macron condenando as queimadas na Amazônia, alegando violação da soberania brasileira. É importante pontuar que soberania nacional não é incompatível com o interesse internacional na preservação da maior floresta tropical do mundo, o que nos obriga a uma reflexão ressalvada do que significa efetivamente defender a soberania nacional. 

Paradoxalmente, o ufanismo indecoroso do governo brasileiro não parece tão engajado em outras situações. Acumulam-se exemplos de desnacionalização de nossos interesses para beneficiar os Estados Unidos. Desde o fim da exigência de visto para cidadãos norte-americanos sem qualquer contrapartida, fazendo com que o governo federal deixe de arrecadar cerca de R$ 60,5 milhões por ano, são ostensivas as medidas em proveito do Big Brother. Notem-se as negociações relativas à perda do controle acionário da Embraer, terceira maior empresa de fabricação de aeronaves do mundo, para a norte-americana Boeing, já que se trata de empresa estratégica na geopolítica militar (o negócio envolve a criação de uma nova empresa com o setor de aviação comercial da Embraer, o mais lucrativo da empresa e competitivo internacionalmente); ou a entrega do Pré-sal, jazida com estimativa de 143,1 bilhões de barris – recursos que já

sábado, 14 de fevereiro de 2015

BRICS, БРИКС/ÍNDIA: MODI, VLAD, XI E OS BOLSOS VAZIOS DE OBAMA

11 fevereiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

6/2/2015, F. William Engdahl* – New Eastern Outlook, NEO
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Depois de anos de descaso, a Washington de Obama resolveu tentar a agressividade, para seduzir a segunda nação mais populosa da Terra, a Índia. Por que agora? Para responder, nem é preciso olhar além de Moscou e Pequim e da dinâmica recente que cerca a cooperação para o desenvolvimento dos países BRICS, que já têm um Banco dos BRICS para a Infraestrutura, que pode rivalizar com o Banco Mundial-FMI controlado pelos EUA. A Índia é a principal peça no Grande Tabuleiro de Xadrez Eurasiano. E o Primeiro-Ministro Modi já fez saber ao mundo, que ele está no jogo.

O presidente Barack Obama dos EUA fez uma visita de estado à Índia dia 27 /1/2015 acompanhado de comitiva de empresários norte-americanos, para seduzir o novo Primeiro-Ministro Narendra Modi, homem que, quando não passava de reles governador de estado, foi impedido de entrar nos EUA. Agora, com Modi Primeiro-Ministro, parece que Obama mudou de opinião. Mais provavelmente, não sobre Modi, mas sobre o perigo de que Rússia e China consigam integrar a Índia de Modi àquela esfera eurasiana de prosperidade econômica e à respectiva Organização de Cooperação de Xangai. Desde 2006 e os dias Bush-Cheney, Washington sempre esforçou-se vigorosamente para seduzir a Índia e prendê-la numa aliança militar com os EUA contra a China, mas com sucesso muito limitado.