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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Mercosul, Brasil/Paulo Guedes: Um “liberal” à moda Pinochet


Publicado 03/07/2019 às 13:25 - Atualizado 03/07/2019 às 13:27, OutrasPalavras https://outraspalavras.net/direita-assanhada/um-liberal-a-moda-pinochet/

Outras Palavras, Direita Assanhada


Paulo Guedes é o ministro do ataque à Previdência, da destruição da indústria e da submissão aos EUA. Mas é também o ex-assessor da ditadura chilena que aprendeu a esconder este projeto por trás de gritos em defesa da família e da moral

1-Jair Bolsonaro, Presidente da República, tem declarado que “nada entende de economia”.

2-Segundo Bolsonaro, o economista Paulo Guedes seria o seu “Posto Ipiranga” para a Economia.

3-É uma “terceirização” inédita na História do Brasil, esta de transferir toda a responsabilidade para Paulo Guedes, ministro da Economia, para formular e executar a política econômica.

4-Guedes é um economista ultraneoliberal, cuja visão do Brasil e da economia brasileira é a visão do Mercado, simples para desafios tão complexos quanto os que apresentam as instituições sociais, econômicas e políticas brasileiras.

5-Guedes adotou, integralmente, o Projeto do Mercado para o Brasil.

6-O Projeto do Mercado para o Brasil é o projeto dos muito ricos, dos megainvestidores, das empresas estrangeiras, dos rentistas, dos grandes ruralistas, dos proprietários dos meios de comunicação de massa, dos grandes empresários, dos grandes banqueiros, e

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Brasil/O GOLPE NO BRASIL PREOCUPA TODO O CONTINENTE -- Celso Amorim



18 maio 2016, Naval http://navalbrasil.com (Brasil)
Agência Brasil


O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, concedeu uma entrevista ao periódico chileno La Tercera sobre a crise política gerada pelo golpe no Brasil.

Para o ex-chanceler brasileiro, até mesmo setores conservadores estão preocupados com o golpe porque se trata de uma fraude gravíssima contra a democracia.

Celso Amorim foi ministro das Relações Exteriores em três ocasiões: de 1993 a 1995, durante o governo de Itamar Franco; de 2003 a 2011, na gestão Lula e de 2011 a 2015, durante a administração de Dilma.

Leia a entrevista na íntegra:

Qual é sua análise sobre a votação em favor do início do impeachment contra Dilma Rousseff?
O que aconteceu era esperado, não há surpresa, mas todo o processo é lamentável porque o que é imputável à presidenta

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Belluzzo: “A REGRA DA ECONOMIA DE HOJE É ‘O POVO QUE SE LIXE”

21 janeiro 2015, Revista fórum http://www.revistaforum.com.br (Brasil)

Para o professor titular da Unicamp, a crença na “auto-organização” do mercado, sustentada por defensores de “dogmas”como o tripé macroeconômico, não encontra correspondência na realidade. “Acho que os economistas em geral têm um déficit intelectual decorrente da ignorância histórica”

Por Anna Beatriz Anjos e Glauco Faria

Luiz Gonzaga Belluzzo não hesita em dizer o que pensa sobre os atuais rumos da economia brasileira, que estariam pautados hoje, sobretudo, pelo princípio que ele considera ser uma espécie de “Santíssima Trindade” da “teologia” de economistas: o tripé macroeconômico. “Qual é a lógica do ajuste fiscal? Se a gente prometer ajuste fiscal, certamente o setor privado vai ganhar mais confiança, vai investir, e aí a economia se reequilibra – é o que eles pensam. Só que essa suposição é falsa”, afirma.
O economista e professor titular do Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ressalta ainda o papel da mídia tradicional na defesa do receituário neoliberal e não poupa críticas à parte dos macroeconomistas brasileiros. “Acho que os economistas em geral têm um déficit intelectual decorrente da ignorância histórica, ficam falando abstrações”, coloca.

Confira na íntegra a entrevista que Belluzzo concedeu à Fórum:

Para Luiz Gonzaga Belluzzo, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, “representa um conjunto de interesses, que acabou se impondo durante as eleições e logo depois delas” (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Fórum – O que podemos esperar do ministro Joaquim Levy e da equipe econômica brasileira para os próximos quatro anos?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Brasil/O 2008 para os Movimentos Sociais e os desafios desse ano

Qual será a capacidade dos movimentos sociais de apresentar saídas para essa crise?

2009 8 janeiro 2008/Editorial do Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Certamente, para os movimentos sociais, não há muito o que comemorar em 2008. Os seis anos do governo Lula, são merecedores de uma boa reflexão. A continuidade da política econômica de FHC, como mencionou seguidas vezes o então ministro da Fazenda Antônio Palocci, e suas políticas estruturantes em favor do capital – como a liberação dos plantios transgênicos –, motivam as críticas de uma parte da esquerda dos movimentos sociais e partido políticos. Do outro lado, as políticas assistencialistas, responsáveis pela melhoria das condições vida de uma fração da população mais pobre e o melhoramento dos índices de emprego, servem de combustível para uma outra parte da esquerda, defensora da estratégia política adotada pelo atual governo. É um governo que atendeu todas as exigências do grande capital, e mesmo assim é criticado e ridicularizado pela mídia burguesa. Esse mesmo governo, que destina migalhas com suas políticas assistencialistas aos pobres, obtêm sucessivos recordes nos índices de aprovação junto à população brasileira. A complexidade dessa situação ainda não é compreendida pelo conjunto dos movimentos sociais. Ou, pelo menos, passado já a metade do segundo mandato, os movimentos sociais ainda não lograram construir uma análise unitária desse governo.
Houve, no decorrer de 2008, várias iniciativas para fortalecer alguns instrumentos que pudessem sinalizar para uma unidade maior dos movimentos sociais e da forças progressistas da sociedade brasileira. A Assembléia Popular, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e a Conlutas são, talvez, as mais significativas dessas iniciativas. Bem intencionadas, todas com a disposição de fortalecer a classe trabalhadora, mas nenhuma delas proporcionou uma unidade maior do movimento social e sindical. A sensação, chegado o término do ano, é que estamos ainda mais fragmentados.
Houve decisão política, disposição e trabalho para construirmos jornadas nacionais de lutas. As mobilizações em 8 de Março e a jornada de lutas em junho exemplificam as tentativas de mobilizar a sociedade. Jornadas importantes para manter acessa a chama da necessidade de lutar. Mas, restringiram-se à mobilizações de militantes sociais. Não conseguimos sensibilizar a sociedade e motivá-la para que se somasse às lutas. Não fomos além de nós mesmos.
Ainda, em 2008, houve poucos avanços, quase inexistentes. no debate sobre a necessidade de termos um projeto popular de desenvolvimento para o país. Aqui, novamente, parece haver barreiras instransponíveis para se buscar uma unidade maior. Para parte da esquerda, basta reafirmar o projeto socialista. Para outra parte, o projeto popular é imprescindível para acumular forças e sinalizar para sociedade uma alternativa de desenvolvimento oposta à apresentada pela burguesia. E, infelizmente, há também a parte que sucumbiu aos ditames do grande capital. As eleições municipais, de 2008, atestaram essa ausência de debates sobre a necessidade de um projeto popular.
Por último, passado mais um ano, os movimentos sociais precisam renovar seus métodos de trabalho de base. Aumentou a distância entre as organizações populares e a sociedade em geral. Isso é válido para os movimentos estudantis, sindicais, urbanos e rurais e pastorais sociais. É preciso chegar até as pessoas, fazê-las conhecer a mensagem política e motivá-las a participarem de alguma forma de organização social e política. Infelizmente, os movimentos sociais perderam essa capacidade nas duas últimas décadas. Aperfeiçoaram-se os discursos de grandes análises, refinada elaboração teórica e radical combatividade, ao mesmo tempo que se perdeu a capacidade de procurar e falar individualmente com as pessoas ou pequenos grupos.
Todos esses percalços de 2008, servem para constar que há muito o que fazer em 2009. A classe trabalhadora deve sim resgatar suas capacidade de pensar um projeto popular de desenvolvimento, de buscar a unidade, de recuperar a força do trabalho de base e de formação política dos seus militantes e de promover jornadas nacionais de lutas. São objetivos permanentes das forças populares que se dispõem ir além da retórica e realmente querem fazer a transformação da nossa realidade.
Essa crise financeira, gerada pelo próprio desenvolvimento do capitalismo, joga um papel instigante para os movimentos sociais. Qual será a capacidade dos movimentos sociais de apresentar saídas para essa crise? A burguesia brasileira, sem um projeto de desenvolvimento nacional para o país e totalmente subordinada aos interesses do capital internacional, é incapaz de apresentar saídas para crise. Se restringirá à medidas paliativas, que visam apenas amenizar seus efeitos e repassar os custos para a classe trabalhadora.
No entanto, os movimentos sociais apenas se farão ouvir se lograrem uma maior unidade das forças populares e progressistas e, realmente, conseguirem colocar o povo nas ruas com jornadas nacionais de lutas. Os desafios são grandes. Por isso mesmo, há sim perspectivas de grandes vitórias em 2009. Que os movimentos sociais tenham a capacidade de dar respostas à alturas desses desafios.

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/o-2008-para-os-movimentos-sociais-e-os-desafios-desse-ano