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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Belluzzo: “A REGRA DA ECONOMIA DE HOJE É ‘O POVO QUE SE LIXE”

21 janeiro 2015, Revista fórum http://www.revistaforum.com.br (Brasil)

Para o professor titular da Unicamp, a crença na “auto-organização” do mercado, sustentada por defensores de “dogmas”como o tripé macroeconômico, não encontra correspondência na realidade. “Acho que os economistas em geral têm um déficit intelectual decorrente da ignorância histórica”

Por Anna Beatriz Anjos e Glauco Faria

Luiz Gonzaga Belluzzo não hesita em dizer o que pensa sobre os atuais rumos da economia brasileira, que estariam pautados hoje, sobretudo, pelo princípio que ele considera ser uma espécie de “Santíssima Trindade” da “teologia” de economistas: o tripé macroeconômico. “Qual é a lógica do ajuste fiscal? Se a gente prometer ajuste fiscal, certamente o setor privado vai ganhar mais confiança, vai investir, e aí a economia se reequilibra – é o que eles pensam. Só que essa suposição é falsa”, afirma.
O economista e professor titular do Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ressalta ainda o papel da mídia tradicional na defesa do receituário neoliberal e não poupa críticas à parte dos macroeconomistas brasileiros. “Acho que os economistas em geral têm um déficit intelectual decorrente da ignorância histórica, ficam falando abstrações”, coloca.

Confira na íntegra a entrevista que Belluzzo concedeu à Fórum:

Para Luiz Gonzaga Belluzzo, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, “representa um conjunto de interesses, que acabou se impondo durante as eleições e logo depois delas” (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Fórum – O que podemos esperar do ministro Joaquim Levy e da equipe econômica brasileira para os próximos quatro anos?

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

BCE PASSA A CONCEDER EMPRÉSTIMOS AOS BANQUEIROS PRIVADOS COM JUROS REAIS NEGATIVOS

6 setembro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

– Taxa de 0,05% entrou em vigor em 4/Setembro
– Banqueiros privados desfrutam o monopólio da concessão de empréstimos ao sector público
– Estados estão proibidos de recorrer ao BCE ou aos seus respectivos bancos centrais
– Como se faz a espoliação dos Estados e dos seu contribuintes

por Eric Toussaint*

Os bancos da eurozona têm o monopólio da concessão de empréstimos para o sector público. É proibido para o BCE e os bancos centrais da eurozona conceder empréstimos a autoridades públicas (ver caixa sobre o BCE). Os governos na eurozona têm a possibilidade de tomar emprestado de bancos de propriedade pública quando existem, mas eles não o fazem .

Os bancos privados obtêm a maior parte do seu financiamento, desde 2008, de fontes pública (o BCE e os bancos centrais na eurozona) a taxas de juro muito favoráveis. A partir de Junho de 2014 tomavam emprestado do BCE a 0,15% e a 0,05% a partir de 4 de Setembro de 2014 (quando a taxa de inflação em 2013 foi de 0,8% na eurozona, o que significa que a taxa de juro real é de facto negativa). A seguir os bancos privados emprestam para países periféricos europeus como Chipre, Grécia, Irlanda, Itália, Espanha, Portugal e os membros da eurozona no Leste Europeu) a taxas de juro altas, mesmo exorbitantes (entre 4% e 10%).