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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

GUINÉ-BISSAU ULTRAPASSA CRISE*

26 setembro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


A Guiné-Bissau vivia desde Agosto uma crise política e institucional, situação que está longe de ser inédita naquele país. Contrariando um historial de violência política e militar, nesta crise na Guiné-Bissau parece ter sido encontrada uma solução pacífica, sem intervenção das Forças Armadas e no respeito pelas decisões dos tribunais, neste caso o Supremo Tribunal de Justiça.

No momento em que passa o 42.º aniversário da proclamação do Estado da Guiné-Bissau, os dirigentes guineenses procuram ultrapassar mais uma crise no país.

Carlos Correia, 1.º vice-presidente do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), indigitado por este partido, foi escolhido para primeiro-ministro e encarregado de formar um novo governo. O experiente político – tem 81 anos, é engenheiro agrónomo, chefiou o governo em três outras ocasiões, é um veterano da luta de libertação nacional

segunda-feira, 23 de março de 2015

Moçambique/Veteranos da Luta de Libertação Nacional repudiam discursos separatistas de dirigente da Renamo*

22 março 2015, Jornal Domingo http://www.jornaldomingo.co.mz (Moçambique)



Os Veteranos e Combatentes da Defesa, Soberania e Democracia repudiaram, há dias, de forma veemente as declarações incendiárias do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que enfatizam a divisão do país através da criação das chamadas regiões autónomas o que para eles é algo descabido e sem nexo.

Este repúdio foi manifestado a quando da recente visita do titular do Pelouro dos Combatentes, Eusébio Lambo, a província de Manica durante a qual escalou sucessivamente as Cidades de Chimoio e a Vila sede do Distrito de Guru. Dados em nosso poder indicam que a província de Manica assiste um total de 17.447 Combatentes entre Veteranos e Desmobilizados.

Nestes locais os Combatentes mostraram-se bastante preocupados com aquele tipo de discurso belicista que amiúde tem sido propalado pelo líder da Renamo pois o mesmo periga a unidade nacional, um pilar que

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Moçambique/PR no adeus ao general José Moiane: Choramos a partida de um combatente corajoso

24 Fevereiro 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)


“Este é o momento em que choramos a partida sem regresso de um homem que foi um combatente inquestionável pela liberdade”, estas foram as primeiras palavras proferidas pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante velório do general na reserva, José Moiane, cujos restos mortais foram ontem a depositar na cripta da Praça dos Heróis Moçambicanos, na capital do país.

“Choramos a partida de um comandante corajoso, de um governante determinado, de um conselheiro”, enalteceu ainda o Chefe do Estado no

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Moçambique/ACADÉMICO BRITÂNICO DENUNCIA DHLAKAMA (1 e 2)

7 junho 2014, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Gustavo Mavie

O conceituado académico britânico Alex Vines publicou pouco antes das eleições autárquicas de 20 de Novembro último um estudo em que desvenda as verdadeiras intenções de Afonso Dhlakama.

No estudo, a que só agora tive acesso a ele aqui em Dublin e publicado contra a vontade da Renamo, Alex Vine, um dos peritos em assuntos político-militares africanos, deixa claro o que motivou o líder da Renamo a tentar recorrer de novo à guerra para ver se consegue, pela força, o que não tem conseguido por via das eleições ou das repetidas ameaças que fazia antes de enveredar pelos ataques esporádicos que leva a cabo desde Abril do ano passado.
Vines destaca que Dhlakama optou de novo pela violência por ter concluído que nunca mais chegará ao poder através de voto popular e mesmo aos gordos ganhos financeiros que amealhou entre 1992 e 2004.

Neste período ele chegou a receber de uma vez, como uma das formas de lhe comprar a paz que negava aos seus compatriotas, 17 milhões de dólares das Nações Unidas e cerca de 1,4 milhão de dólares anualmente de subsídios do Estado moçambicano. Ele recebia este montante do
Tesouro moçambicano por

domingo, 8 de junho de 2014

Moçambique/ACADÉMICO BRITÂNICO DENUNCIA DHLAKAMA (1)

7 junho 2014, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Gustavo Mavie

O conceituado académico britânico Alex Vines publicou pouco antes das eleições autárquicas de 20 de Novembro último um estudo em que desvenda as verdadeiras intenções de Afonso Dhlakama.

No estudo, a que só agora tive acesso a ele aqui em Dublin e publicado contra a vontade da Renamo, Alex Vine, um dos peritos em assuntos político-militares africanos, deixa claro o que motivou o líder da Renamo a tentar recorrer de novo à guerra para ver se consegue, pela força, o que não tem conseguido por via das eleições ou das repetidas ameaças que fazia antes de enveredar pelos ataques esporádicos que leva a cabo desde Abril do ano passado.
  
Vines destaca que Dhlakama optou de novo pela violência por ter concluído que nunca mais chegará ao poder através de voto popular e mesmo aos gordos ganhos financeiros que amealhou entre 1992 e 2004.

Neste período ele chegou a receber de uma vez, como uma das formas de lhe comprar a paz que negava aos seus compatriotas, 17 milhões de dólares das Nações Unidas e cerca de 1,4 milhão de dólares anualmente de subsídios do Estado moçambicano. Ele recebia este montante do

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Angola/Estreia amanhã filme sobre a Rainha Jinga

“Njinga-Rainha de Angola” é a mais recente produção cinematográfica angolana que estreia amanhã, às 20h00, em Luanda, no Centro de Convenções de Belas.

A protagonista é a actriz Lesliana Pereira, ex-Miss Angola e actual apresentadora da TVGlobo, que interpreta o papel de Njinga Mbande, que se notabilizou pela coragem e argúcia e por conseguir juntar vários povos na luta contra os invasores portugueses e nunca ter sido capturada.

A rainha, que nasceu em 1582, em Cabassa,

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Guiné-Bissau/UM ESTADO NASCIDO NA LUTA



5 setembro 2013, Avante http://www.avante.pt (Portugal)

Carlos Lopes Pereira

Os patriotas da Guiné-Bissau vão comemorar o 40.º aniversário do nascimento da sua República com orgulho e empenhados em libertar-se da ditadura militar e retomar os caminhos do progresso.

Há quatro décadas, o surgimento do novo estado ocorreu em plena luta armada de libertação nacional conduzida pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) contra o colonialismo português.

Para a ditadura salazarista-marcelista, em especial para o seu representante na Guiné, general António Spínola, tratou-se de uma colossal derrota política e militar que contribuiu decisivamente para o eclodir, meses depois, do 25 de Abril, a que se seguiu a revolução, o derrubamento do fascismo e a derrocada do sistema colonial português.

A 24 de Setembro de 1973, às 8 horas e 55 minutos (TMG), reunida nas áreas libertadas do Boé, no Leste, a primeira Assembleia Nacional Popular guineense proclamou o nascimento do Estado da Guiné-Bissau – com uma parte do território ainda ocupada por forças estrangeiras