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sexta-feira, 17 de julho de 2015

O ATAQUE FINANCEIRO À GRÉCIA – Para onde vamos a partir daqui?

13 julho 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Michael Hudson

O maior problema financeiro que dilacerou economias ao longo do século passado estava mais do lado da dívida oficial inter-governamental do que do da dívida do sector privado. Eis porque a economia global de hoje enfrenta uma ruptura semelhante à de 1929-31, quando ficou evidente que o volume de dívidas oficiais inter-governamentais não podia ser reembolsado. O Tratado de Versalhes impôs reparações impossíveis à Alemanha e os Estados Unidos impuseram exigências igualmente destrutivas aos Aliados quanto ao pagamento de dívidas [pelo fornecimento] de armas utilizadas na I Guerra Mundial. [1] 

Há procedimentos legais bem estabelecidos para enfrentar bancarrotas corporativas e pessoais. Tribunais cancelam parcialmente (write down) dívidas de pessoas e de negócios tanto sob o procedimento "devedor no controle" como pelo arresto e os credores assumem uma perda sobre empréstimos que correram mal. A bancarrota pessoal permite a indivíduos retomarem a vida.

É muito mais difícil cancelar parcialmente dívidas possuídas ou garantidas por governos. A dívida de empréstimos a estudantes dos EUA não pode ser anulada, mas permanece de modo a impedir os diplomados de ganharem o suficiente para terem um salário líquido (depois de o serviço da dívida e a retenção na fonte da contribuição para a Segurança Social ser deduzida dos seus cheques de pagamento) de modo a casarem, constituírem família e comprarem casas para

sábado, 11 de julho de 2015

A OPERAÇÃO EM CURSO – NOME DE CÓDIGO: GRÉCIA

9 julho 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Daniel Vaz de Carvalho

"Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores",
Mateus 6.12, da mais importante oração cristã, de que a Europa se reivindica.
 O Pai Nosso na Igreja Primitiva.

1 – No passado domingo a agressão sofreu uma derrota 
O domínio da alta finança através da hegemonia alemã, depara com crescente resistência dos povos que não se conformam com a subserviência de governos colaboracionistas e falsos tratados que põem em causa a soberania e a democracia. A expressiva vitória do NÃO no referendo grego, só pode servir para prosseguir e reforçar a luta, contudo não vai fazer parar a agressão. Passada a primeira a surpresa e ao contrário do que a propaganda e a chantagem fariam prever, a ditadura financeira mascarada de "europeísmo" recompõe-se e prossegue a ofensiva.

A direita perdeu por momentos a sua farronca, insistindo na "intransigência" grega", nas culpas dos "gregos", quando afinal a situação do país se deve precisamente ao fracasso das políticas que a direita defende e quer que continuem. Seria fastidioso desmontar a sua argumentação de tal forma se se refugia na mentira, no obscurantismo, no intelectualmente indigente perante as evidências. Os partidos "socialistas" que antes se remetiam a uma ambiguidade cúmplice, colocando no mesmo nível agressores e agredidos, apelam agora à benevolência das "instituições". Como se o capitalista – nesta condição - não colocasse o capital no lugar do coração (Marx).

A comparação do que se passa na UE com o fascismo, o neofascismo, não é despicienda. Já foi referido que a troika estava a fazer na Grécia o que a ditadura dos coronéis não tinha conseguido. Em Portugal e em Espanha o totalitarismo da UE

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Portugal/VASCO GONÇALVES, SEMPRE CONNOSCO

23 junho 2015, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)



Os grandes patrões da comunicação social silenciam a figura de Vasco Gonçalves, falecido há 10 anos. Continuam a ter medo dele porque sabem que ele está presente, no meio dos trabalhadores, em todas as lutas que estes travam contra a ditadura do grande capital financeiro e contra as suas políticas atentatórias da dignidade dos povos.

Queridos Amigos e Companheiros

É uma honra, para mim, usar aqui da palavra como Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Conquistas da Revolução, nesta cerimónia evocativa do 10º aniversário da morte do General Vasco Gonçalves.

1. - Esta não é uma romagem de saudade. É uma jornada de luta.

Viemos hoje aqui porque este nosso companheiro general nunca abandonou os seus homens, nunca desertou das lutas necessárias em cada momento, e esteve sempre na linha da frente, ao lado do povo, no combate à injustiça, na luta por uma sociedade mais justa e mais fraterna, na defesa da dignidade da nossa Pátria.

Viemos hoje aqui porque temos a certeza de que Vasco Gonçalves tem estado sempre connosco, a dar força à nossa luta, fazendo greve quando nós fazemos greve, saindo à rua quando o povo sai à rua, como o fez no passado dia 6.

Esta foi uma manifestação como há muito não se via, a mostrar bem a força do povo! Os grandes jornais e as televisões fizeram tudo para a ignorar, mostrando bem o que é, para os grandes patrões da comunicação social, a liberdade de imprensa.

Pelas mesmas razões, não falam de Vasco Gonçalves, talvez convencidos de que conseguem ‘matá-lo’ pelo silêncio. Pura ilusão. Por mais que esforcem, não conseguem retirá-lo