Mostrando postagens com marcador Simon Bolivar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Simon Bolivar. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasil/TIRADENTES E A ATUALIDADE DA QUESTÃO NACIONAL

20 Abril 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Aldo Rebelo*

Liberdade – essa palavra,
que o sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!

Cecília Meireles, em O Romanceiro da Inconfidência


A atualidade de Joaquim José da Silva Xavier deve ser celebrada no 218º aniversário de sua imolação como símbolo de um movimento de autonomia nacional que ainda hoje está por se completar na formação social brasileira. A Conjuração Mineira foi um daqueles sonhos a que os homens se entregam por intuírem o caminho da História antes de a História lhes oferecer as condições determinantes para a materialização do sonho. Assim ocorreu com a Comuna de Paris, em 1791, definida por Karl Marx como uma tentativa de tomar o céu de assalto. Como já tive oportunidade de observar, também aos revolucionários de Vila Rica a História não recusou a razão, mas lhes negou a oportunidade.

O projeto político de conquistar a Independência e proclamar a República do Brasil foi muito além da troça que certos centros de pensamento querem lhe atribuir, apontando os conjurados como mais interessados em não pagar impostos à Coroa portuguesa do que em fundar uma nação. Joaquim José da Silva Xavier foi líder visionário, não um fantoche manipulado pela elite de Vila Rica, que, afinal, se era elite interessada na Independência do Brasil, constituía o povo da época. Como na memorável luta contra os holandeses no Nordeste, no século anterior, em Minas também se reuniam pela causa nacional os reinóis, os mazombos, os mestiços. Todos foram punidos, uns com a morte na cadeia, outros com o degredo e Tiradentes com a forca. Os banidos para a África e que lá morreram só voltariam à pátria por ordem do presidente Getúlio Vargas, que em 1942 mandou buscar um a um os heróis falecidos no desterro.

Inspirados por versos de Virgílio [Libertas quae sera tamen], reivindicavam liberdade ainda que tarde, e tinham como fonte os filósofos do Século das Luzes que refletiam a crise do Absolutismo e do Colonialismo no século XVIII e forjavam novas idéias e poliam os homens que iriam lutar e morrer por elas. Os conjurados de Minas Gerais miravam as nuvens que a Ilustração espalhara no céu da democracia, do que foram exemplos mais eloqüentes a Independência dos Estados Unidos da América, que nasciam como república, e a gloriosa Revolução Francesa. Nações em formação no Novo Mundo, como a americana e a brasileira, e as Colômbias de Simon Bolívar, já eram grandes demais para caber no apertado gibão da Europa feudal em transição para o capitalismo.

O sonho dos conjurados era implantar fábricas de tecidos e siderurgias na colônia que queriam tornar país. Tiradentes desenvolveu sua consciência política patrulhando o Caminho Novo, que ligava Minas ao Rio, por onde via passar as riquezas das jazidas auríferas do Brasil desviadas para Portugal, na quota de 100 arrobas de ouro por ano, aumentada em 1762 para oito mil quilos a título de dívida fiscal atrasada. O esbulho levava o nome de derrama.

Preterido nas promoções da Cavalaria, nunca tendo passado do posto de alferes, estabeleceu-se no Rio, levando a vida como qualquer do povo, trabalhando de mascate, tropeiro, boticário e dentista. Não era um homem sem luzes: órfão, sem nunca ter feito estudos regulares, projetou a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para melhorar o abastecimento de água da sede do vice-reino. Há notícias de que admirava o progresso industrial da Inglaterra, guardava um exemplar da Constituição dos Estados Unidos e citava a figura do presidente da República em oposição a um rei distante.

Depois de enforcado, em 21 de abril de 1792, no Largo de Lampadosa, atual Praça de Tiradentes, no Rio de Janeiro, teve os restos mortais espalhados na estrada que patrulhara e onde tecera seu sonho de Independência política, econômica e cultural do Brasil. Seus algozes o queriam maldito e esquecido, mas cada parte de seu corpo esquartejado parece ter servido de semente para a árvore da liberdade que germinou no Brasil e ornamentou os versos de Cecília Meireles. O povo do Rio de Janeiro logo mandou celebrar missas na intenção da alma do herói, e, pelo repúdio público, fez com que o traidor Joaquim Silvério dos Reis mudasse o nome para Montenegro e o domicílio para o Maranhão.

A atualidade de Tiradentes é a mesma da Questão Nacional que ele antecipou antes da expressão. Seu vulto histórico nos repõe a importância e urgência de um projeto de autonomia nacional com vistas à consolidação de um País forte, soberano, próspero, que produza e distribua riquezas suficientes para assegurar o bem-estar material e espiritual desta civilização única que erguemos nos tópicos.

Desde a infância da Nação esta tem sido uma empreitada difícil. A mesma rainha louca Maria I que mandou esquartejar Tiradentes, promulgou um alvará proibindo fábricas no Brasil e mandou destruir até os teares em que as mulheres fiavam a roupa dos filhos. Quase um século depois, os próceres da República, empenhados em industrializar o Brasil, eram dissuadidos pela casa bancária inglesa dos Rotschild, que nos recomendava exportar café e deles comprar linha, agulhas e botões. Foi na construção da identidade nacional que a República resgatou o heroísmo de Tiradentes.

As lutas do passado continuam, por outros meios e caminhos, no presente. Os embates que o Brasil trava contra o protecionismo das grandes potências, as pressões para a liberalização comercial que nos engoliria como país produtor de riquezas, e tantas outras ofensivas, fortalecem a convicção de que a Questão Nacional está viva, e aponta para a necessidade de mantermos a soberania nacional como atributo essencial do Estado.

Nos dias de hoje, sofremos um tipo novo de intervenção que nos limita a autonomia de dispormos de nosso território e recursos naturais em benefício do desenvolvimento e do bem-estar do povo. A abertura de estradas, construção de hidrelétricas, vivificação das zonas de fronteira, modernização de leis para ampliação da agricultura e democratização da propriedade da terra são boicotadas por governos estrangeiros e suas cabeças de ponte chamadas ONGs do meio ambiente. O exemplo histórico de Tiradentes é um alento para continuarmos a luta pela autonomia de um projeto nacional e soberania do Brasil.

*Aldo Rebelo é jornalista, escritor e deputado federal (PCdoB-SP). Recebeu em 10 de novembro de 2003 a Medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Venezuela/19 DE ABRIL DE 1810: 200 AÑOS DESPUÉS LA LUCHA CONTINÚA

19 abril 2010/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Los objetivos de El Libertador, Simón Bolívar, todavía no han sido alcanzados en su plenitud. La restitución al pueblo soberano del poder pulular, que se empezó a construir un día como hoy, 19 de de abril, pero del año 1810, fue opacada por las élites burguesas y poco a poco olvidadas por los Gobiernos capitalistas que durante casi dos siglos se apoderaron del continente.

El proceso de independencia en Venezuela estuvo ligado a la formación de un Estado nacional independiente que inició el 19 de abril de 1810, donde parte del pueblo y de importantes sectores de las fuerzas armadas, tanto de los batallones de veteranos como de milicias, así como de destacados personajes del clero, de la sociedad y de los intelectuales, depuso al gobernador y capitán general Vicente Empara y a los demás altos funcionarios españoles, enviándolos al exilio.

Este fue el primer paso de proceso político que desemboca un año después, el 5 de julio de 1811, en la declaratoria formal de la independencia de Venezuela , pero que al mismo tiempo dio paso para que se crearan nuevas dependencias de otros imperios, generando la llamada ''independencia inconclusa''.

Aunque la guerra terminó con el monopolio español, las naciones latinoamericanas quedaron a merced de la influencia económica de Estados Unidos e Inglaterra, que dominaban el mercado atlántico.

Las potencias extranjeras -como Estados Unidos- veían con gran recelo la unidad latinoamericana, pues podía poner en peligro sus intereses sobre la región. Para evitar que el sueño de Bolívar de lograr una Confederación de naciones latinoamericanas se hiciera realidad, los estadounidenses llevaron a cabo una labor diplomática que evitó que los objetivos del Congreso de Panamá de 1826 se lograran, lo que significó que aquel sueño de Bolívar de una plena libertad, igualdad y unión no se pudieran concretar.

Muchos años después, con la aparición del petróleo a principios del siglo XX, Venezuela fue objeto de la integración al dominio del capitalismo estadounidense que necesitaba de ese recurso que guardaba en sus entrañas como un tesoro el suelo venezolano, para el desarrollo de las nuevas expectativas imperialistas.

El objetivo fue logrado, empresas de Estados Unidos se apoderaron de la explotación del petróleo, dándole muy poca participación a un pueblo venezolano cada día más pobre.

Una de las razones por las que hubo esta intervención estadounidense fue la carencia de una burguesía que tuviera una ideología de desarrollo endógeno, que finalmente permitió que Venezuela se convirtiera en un apéndice económico de los Estados Unidos.

Se perdió en ese momento la posibilidad de concretar el Estado nacional proyectado por Bolívar como la base de la creación de una nación que respondiera a las expectativas del pueblo venezolano y que se centrara en las consignas de la libertad, la igualdad y los derechos humanos y con apego de la soberanía nacional, que además pudiera crear un desarrollo económico interno que respondiera a altos niveles de progreso.

El historiador e internacionalista, Omar Galindez, afirma que las dos ideas principales planteadas por Bolívar eran libertad e Igualdad, principios que van más allá del tradicional liberalismo burgués, lo que demostró que Bolívar supera ideológicamente por siglos a la burguesía nacional de aquel entonces.

"En el Congreso de Angostura Bolívar decía que la construcción de un nuevo orden debía ser sobre la base de estos principio: libertad e igualdad y sobre la base de leyes inexorables habría que construir una nueva sociedad", explicó Galindez.

Ese planteamiento no era pronunciado por ninguno de los liberales de la época, "por ejemplo George Washington nunca se atrevió a hablar de igualdad, ni mucho menos los enciclopedista de la época, de manera que Bolívar tiene un paso adelante en términos de la creación de un nuevo orden social muy cercano a los que es el socialismo actual, lo que se podría decir que Bolívar es un pre-socialista, al hablar de igualdad como base del nuevo sistema político-social".

No es sino hasta finales del siglo XX, que la Revolución Bolivariana, liderada por presidente de Venezuela, Hugo Chávez, retomó esos principios con los que tanto soñaba El Libertador para que todos tuvieran las mismas oportunidades de desarrollarse.

El orden social propuesto por El Libertador también planteaba algo que para la época era totalmente novedoso, un tópico que hoy en día es plasmado en la Constitución Bolivariana, como es el poder moral, es decir, hombres con ética que construyen una nueva República.

Bolívar en su discurso del Congreso de Angostura solicitaba la construcción de una nueva República donde sus bases estuvieran cimentadas "en la soberanía del pueblo, la división de los poderes, la libertad civil, la proscripción de la esclavitud, la abolición de la monarquía y de los privilegios".

Ese poder moral es uno de los motores que impulsan la Revolución Bolivariana, donde se destaca la búsqueda permanente del conocimiento a través de la educación popular, la cultura, la ciencia, la tecnología, la conciencia, la ideología, los nuevos valores en todos los momentos y en todos los espacios.

Bolívar luchaba por la construcción de la educación popular pues debía ser "el cuidado primogénito del amor paternal del Congreso. Moral y luces son los polos de una república; moral y luces son nuestras primeras necesidades", expresó en el Congreso de Angostura.

Esa premisa fue la punta de lanza para que el Gobierno Bolivariano tomara la iniciativa de crear sistemas de educación, que basándose en los modelos desarrollados por el líder de la Revolución cubana, Fidel Castro, se le pudiera dar educación a millones de venezolanos a través de la misiones educativas con ''Robinson'' , ''Ribas'' y ''Sucre'', llegando a puntos del país totalmente olvidados en otros gobiernos.

Luego de 200 años, la lucha contra los imperios es la misma; Bolívar tuvo que batallar contra un imperio español que, sin importar el bienestar de los latinoamericanos, buscaba saciar su sed de poder y sangre para construir una supuesta potencia y dominar el resto del mundo.

En la actualidad el proceso revolucionario ha tenido que enfrentar a la que ha sido considerada la primera potencia mundial, Estados Unidos, y a sus aliados que buscan, al igual que la burguesía de hace 200 años, entregarle sin vacilación el continente americano.

No fue sino hasta el año 1998, con la victoria del actual mandatario venezolano que se pudo echar al traste ese Estado burgués ligado a los grandes capitales transnacionales que había convertido al país en una "neocolonia", como la catalogó Galindez, dirigida desde los grandes intereses que mueve la economía estadounidense en el mundo.

El también historiador, Mario Sanoja, señaló que la Venezuela de 1810 tenía un 95 por ciento de población que vivía en la miseria. Este hecho fue lo que impulsó a estas clases sociales, olvidadas y reprimidas por el imperio español, a defender la libertad que divulgaba con espada en mano Bolívar.

Un levantamiento similar ocurrió, en 1992 cuando Venezuela vivió una explosión social como consecuencia de una serie de medidas aplicadas por el Gobierno de Carlos Andrés Pérez que afectaban directamente la ya maltratada economía del pueblo venezolano conformado por un elevado número de pobres que habían soportado durante mucho tiempo las consecuencias de políticas desfavorables a su oportunidad de abandonar la miseria: la persistencia de salarios insuficientes, las notables dificultades de acceso a servicios sanitarios y educativos de buena calidad, el alto costo de la cesta alimentaria, la progresiva pérdida de atención gubernamental, entre otras.

Integración de los países latinoamericanos
Bolívar soñaba con una América unida donde sus raíces fueran cimentadas en la llamada Gran Colombia, integrada principalmente por Venezuela, Colombia y Ecuador, que fuera capaz de coordinar las acciones necesarias para resguardar las fronteras y aglutinar a los distintos pueblos de la América Hispana como garantía de su independencia.

Este proyecto de integración latinoamericana ha sido rescatado el actual Gobierno de Venezuela para que el desarrollo de todos los pueblos del continente pueda ser independiente del imperio estadounidense.

Un ejemplo de esa búsqueda de la independencia son proyectos como la Alianza Bolivariana para los pueblos de nuestra América (Alba), que es una expresión de la construcción del mundo multipolar frente a las pretensiones imperiales.

El Alba es el espacio de encuentro de los pueblos y gobiernos que entienden que la América Latina Caribeña conforma una Gran Nación, que nuestros países deben unirse para enfrentar conjuntamente los desafíos del presente y del futuro.

Esto se traduce como el proyecto histórico de Bolívar de unidad de la Patria Grande, para garantizar al pueblo "la mayor suma de felicidad posible, la mayor suma de seguridad social y la mayor suma de estabilidad política".

Otro proyecto de los proyectos es Petrocaribe, fundamentado en el uso racional de los recursos energéticos, no renovables y agotables, para impulsar la integración y el desarrollo sostenido de los pueblos de la región, sobre la base de la complementariedad, la solidaridad y la corresponsabilidad social. Esto, en el marco del pleno respeto a la soberanía, la diversidad y necesidades de cada país.

La reciente apertura del Banco del Sur, la cumbre de la Unidad de Latinoamérica y el Caribe, realizada en México el pasado mes de febrero, donde quedó demostrado que los países del bloque pueden resolver sus problemas económicos, políticos, socioculturales, sin la necesidad de contar con la ingerencia del imperio estadounidense.

Venezuela, luego de casi un siglo de dominio, logró la recuperación de la industria petrolera, continuando con la ideología bolivariana de retornarle al pueblo lo que le pertenece.

Este nuevo regreso de la Revolución, se convierte entonces en una lucha por la verdadera emancipación de los pueblos de Latinoamérica y del Caribe, es la concreción de los ideales del Bicentenario: la justicia, la soberanía plena, la verdadera independencia y la libertad.

Por: Diego Galarza / FC

domingo, 11 de maio de 2008

INJERENCIA ESTADOUNIDENSE - BOLIVIA: BAJO EL ACECHO DEL ÁGUILA

Las agresiones de Estados Unidos contra el gobierno progresista de Evo Morales Ayma han sido denunciadas desde 2006. Llegada de municiones de alto calibre, explosiones en hoteles, espionaje e infiltración de la policía, son algunas de las acciones que La Paz afirma son obra de la embajada estadounidense, dirigida por Phillip Goldberg.

22 de enero de 2006. Juan Evo Morales Ayma, de la étnia aymara, político, dirigente sindical y activista del movimiento cocalero se convierte, a sus 47 años de edad, en el primer presidente indígena de Bolivia. Antes de él, 83 hombres, incluyendo a El Libertador Simón Bolívar, habían dirigido el rumbo de esta nación, cuya población indígena se sitúa en 51 por ciento.
Su llegada fue sinónimo de revuelo. Traía consigo un proyecto de cambios profundos en la estructura burguesa del Estado boliviano para dar más beneficios a los pobres con propuestas como la redacción de una nueva Constitución Política por una Asamblea Constituyente, la redistribución de las tierras y la nacionalización de las reservas de gas y petróleo, dominadas casi por completo por grandes transnacionales como la gigante española Repsol – YPF, la estatal brasileña Petrobras o Total LTD, una subsidiaria de la estadounidense Exxon Mobil, la petrolera más grande y poderosa del mundo.

La nacionalización de los hidrocarburos se hizo efectiva el 1º de mayo de ese mismo año. El decreto supremo 28.201, firmado por Morales, devolvió al Estado el derecho a "la propiedad, la posesión y el control total y absoluto" de los tesoros de su subsuelo.

"Se acabó el saqueo de nuestros recursos naturales por empresas extranjeras", dijo Evo Morales aquel día.

Ahora las otrora dominantes empresas privadas debían unirse a la estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) en empresas mixtas con la balanza accionaria favorable al Estado. De decidir lo contrario, tenían que abandonar el país y sus bienes pasarían a manos públicas.

No sólo su identidad se veía afectada, también sus ingresos. Al nacionalizar a su industria petrolera, el Ejecutivo boliviano se queda con 82 por ciento de los ingresos y las petroleras con el restante 18.
Para Eva Golinger, abogada estadounidense especialista en leyes internacionales e investigadora de la política exterior de la Casa Blanca, el gobierno reformista de Evo Morales, la posición estratégica de Bolivia como "corazón de Suramérica" y sus abundantes reservas naturales, en especial las gasíferas, gracias a las cuales ostenta el primer lugar en el hemisferio, alarmaron a Estados Unidos.

Con sólo cuatro meses en el poder, exactamente el 22 de mayo de 2006, Morales tendría su primer roce formal con la primera potencia mundial, cuando el presidente conservador de Estados Unidos, George W. Bush, declaró a la prensa sentirse "preocupado" por la democracia en Bolivia, que según él estaba siendo "erosionada" por el gobierno de Evo Morales.

En su discurso, Bush advirtió que unas buenas relaciones con su país "serán beneficiosas para los pueblos", al responder a una pregunta de un periodista sobre los gobiernos de Venezuela y Bolivia.

Pocos días después, el líder aymara respondió a Bush: "Si él, (Bush) quiere fortalecer la democracia, no tiene otra alternativa que expulsar a delincuentes, ni siquiera extraditar, expulsar", dijo Morales al referirse al ex presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada, acusado de crímenes de lesa humanidad y quien se encuentra residenciado en Estados Unidos, sin que este país dé respuesta al pedido de extradición adelantado por La Paz.

Desde allí se sobrevendrían una serie de denuncias del presidente Morales acerca de planes desestabilizadores promovidos por Estados Unidos.

En 2006, La Paz hizo público el caso de dos jóvenes estadounidenses que fueron sorprendidos fotografiando el automóvil de Evo Morales, el del presidente de Venezuela, Hugo Chávez, y de otros gobernantes durante la Cumbre Suramericana que se celebró en Cochabamba, al centro del país.

En mayo de ese mismo año, Morales aseguró públicamente tener "abundante información" sobre una conspiración en su contra por parte del régimen republicano de Bush y mencionó como principales fuentes a oficiales que han estado becados en el país norteamericano.

Cinco meses más tarde, Estados Unidos designó a Phillip Goldberg como nuevo embajador en La Paz. Experto en asuntos de Latinoamérica, Goldberg es reconocido por su estadía en 2004 en la provincia serbia de Kosovo, que cuatro años más tarde declararía su independencia unilateral con el apoyo moral y financiero del gran país del norte.

El equipo Goldberg - Usaid

Al llegar a Bolivia, Goldberg quiso mostrar inmediatamente la "superioridad" de Estados Unidos sobre la nación andina. En su acto de entrega de credenciales, el estadounidense le expresó a Evo Morales que era bienvenido en su país ya que no estaba incluido en ninguna lista de potenciales terroristas.

Este tipo de actuación, para muchos estudiosos como Golinger, representa una actitud racista "como de un amo a su esclavo".

"Bolivia siempre ha sido un peón de Estados Unidos", asegura la jurista. Y precisamente la búsqueda de independencia del gobierno progresista de Morales, lo que, según ella, impulsó a la administración Bush a enviar a Goldberg "un señor con una educación y una experiencia en inteligencia".

"Siempre escogen personajes por razones específicas cuando se trata de un país importante para EEUU en el sentido político o comercial. En este caso, Goldberg llegó después que Evo Morales. Ese es un señor que tiene experiencia número uno en América Latina", explicó Golinger, autora de libros como "El Código Chávez" o "Bush vs Chávez: La Guerra de Washington Contra Venezuela".

El 6 de septiembre de 2007, Evo Morales acusó a Goldberg de organizar seminarios en los que surgían propuestas contra su gobierno.

"Algunos embajadores vienen a hacer política. Tienen plata para dividir organizaciones, manejan plata para hacer seminarios para que de esos seminarios salgan algunas propuestas contra el gobierno. Eso no se llama cooperación, se llama conspiración a un gobierno", fustigó el mandatario.

"No sé hasta cuándo aguantará la paciencia. Pero también tenemos dignidad, y en cualquier momento vamos a tomar decisiones radicales contra esos embajadores que provocan permanentemente. No tengo ningún miedo", sostuvo.

La preocupación de Evo no es para menos, ya que Goldberg, un personaje identificado con movimientos separatistas en Europa del este, llegó al país suramericano en momentos en que la oposición local está promoviendo la "autonomía" de los departamentos bolivianos más ricos en recursos naturales e hidrocarburos.

Para legalizar las autonomías, los prefectos (gobernadores) de Santa Cruz (este), Tarija, Beni (noreste), Pando (noreste), Chuquisaca (sur) y Cochabamba (centro), trabajan para llevar a cabo los referendos que ya han sido considerados como "ilegales" e "inconstitucionales" por la Corte Nacional Electoral (CNE) de Bolivia.

Pero las denuncias de injerencia norteamericana no terminan con Goldberg, ya que las autoridades bolivianas han señalado, por lo menos una decena de veces, la participación activa de la Agencia de Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (Usaid, por sus siglas en inglés).

La Usaid nació el 3 de noviembre de 1961 por decreto del asesinado presidente demócrata, John F. Kennedy. Su objetivo era claro: prestar ayuda a los países con graves crisis humanitarias causadas por hambrunas, pobreza extrema o desastres naturales.

Actualmente tiene presencia directa o indirecta en casi todo el planeta. Sólo en Latinoamérica la Usaid está en: Bolivia, Brasil, Colombia, Ecuador, El Salvador, Honduras, Nicaragua, Paraguay, Perú, República Dominicana y Venezuela.

En el resto del mundo tiene oficinas en África sub sahariana, Asia, Cercano Oriente, Europa y Euroasia.

Sin embargo, el fin de este organismo que forma parte del Departamento de Estado (cancillería), fue pervertido en las últimas dos décadas, con la apertura de oficinas de tinte político "que se dedican a lo que se llama democracia y gobernabilidad, transición y reconstrucción", relata Golinger.

"Primero fue como un fondo más humanitario (pero) se ha convertido en toda una entidad, un organismo enorme, la Usaid es inmensa. Hoy en día dedica aún recursos a la ayuda humanitaria, pero su misión original ha sido pervertida para realizar acciones de subversión en las sociedades civiles, financiando a organizaciones que promueven la agenda de Estados Unidos", aclara.

La división a la que se refiere Golinger es la Oficina de Iniciativas de Transición (OIT) "esta oficina es totalmente política y se dedica solamente a tareas políticas en estos casos que hemos visto, por ejemplo en Venezuela y en Bolivia, financian a grupos de la oposición de gobiernos que no le gustan a Estados Unidos, que han sido los de Evo Morales y Hugo Chávez", analiza la abogada.

En el propio sitio en Internet de la Usaid Bolivia (bolivia.usaid.gov), se explica el apoyo irrestricto a "organizaciones de la sociedad civil".

"Usaid también trabaja con organizaciones de la sociedad civil para fortalecer sus habilidades para ejercer su rol en democracia", reseña un apartado del portal.

"La Oficina de Iniciativas de Transición es como un equipo de respuesta rápida pero con un presupuesto enorme de 45 millones de dólares o más y se establece en varios países donde Estados Unidos ve que hay un problema político, una crisis política que ellos necesitan atender", expuso Golinger.

La Usaid la define así "La OIT interviene rápidamente y asume intervenciones de impacto rápido a través de la provisión de fondos a corto plazo que impulsen cambios más amplios".

En la última década, sólo se han establecido tres OIT en América Latina, todas operativas desde las embajadas locales.

Una en Haití, cerrada en 2004 luego del golpe de Estado que derrocó al presidente Jean Beltran Aristide, cuyo gobierno se había dado a la tarea de reestablecer relaciones con Cuba y Venezuela, en el marco de la integración regional.

Otra OIT fue establecida en Caracas, Venezuela, pocos meses después del fallido golpe de Estado de abril de 2002 contra Hugo Chávez y con la finalidad de "proporcionar ayuda rápida, flexible y a corto plazo dirigida a necesidades claves de transición".

La tercera está en Bolivia y recibe anualmente 140 millones de dólares. Ochenta por ciento de estos fondos van a la OIT que financia a grupos opositores, pese a las inmensas necesidades de ayuda humanitaria que tiene el país a raíz de las graves inundaciones de 2007 y 2008.

Eva Golinger opina que el caso de Bolivia es muy particupar, no sólo porque es el país que alberga la mayor representación de la Usaid en la región, sino que ha firmado acuerdos de cooperación con la agencia.

Según los acuerdos, la Usaid debía entregar por lo menos 100 millones de dólares para labores humanitarias, asevera la experta.

"Ellos han violado ese acuerdo en lugar de estar apoyando y ayudando al desarrollo del país, están alimentando y promoviendo un oposición política al gobierno de Evo Morales", indicó.

Las únicas que siguen activas son las de Caracas y La Paz, algo que para Golinger es "atípico" pues está diseñada para dar respuesta rápida "resolver y ya".

Al ser un órgano del Departamento de Estado, las sedes de la Usaid y la ejecución de sus programas son responsabilidad del embajador por ser el máximo representante del ministerio de exteriores de Estados Unidos, según la escritora.

Espionaje, armas y paramilitarismo

Entre 2006 y 2008, en Bolivia han sido desmantelados planes de espionaje, ingreso ilegal de municiones de alto calibre, reuniones entre Goldberg y un reconocido paramilitar colombiano. También artefactos explosivos mataron a dos personas en hoteles de La Paz.

En una entrevista concedida en diciembre de 2007 a una cadena estadounidense de noticias, Morales recordó algunos de estos incidentes en los que casualmente han estado implicados ciudadanos de Estados Unidos.

En marzo de 2006, cargas de dinamita explotaron en dos hoteles de La Paz, mataron a dos personas, dejaron heridas a otras seis y causaron graves destrozos en edificios y casas vecinas. Los artefactos fueron colocados en los segundos pisos de cada albergue. Tras el hecho fueron arrestados un estadounidense y una uruguaya.

En julio de 2007, la estadounidense Donna Tin trató de ingresar a Bolivia con 500 municiones de armas de fuego de alto calibre, pero días después, y gracias a la mediación de Goldberg fue dejada en libertad.

En noviembre de ese mismo año, el ministro de Gobierno, Alfredo Rada, hizo pública una fotografía en la que aparecía Goldberg posando junto a Jairo Vanegas Reyes, un paramilitar colombiano líder de una banda dedicada al atraco de comercios y bancos y al secuestro en el oriental departamento de Santa Cruz. El grupo de delincuentes había sido desmantelado meses antes de que se publicara la foto.

Inmediatamente, la embajada estadounidense, a través de su directora de asuntos públicos, Dense Urs, negó que Golberg conociera al delincuente y desestimó la imagen tras decir que no tenía "mayor significado", pues el alto funcionario posa con muchas personas en sus apariciones públicas y no necesariamente las conoce a todas.

Llama la atención que junto a Goldberg y Venegas apareciera el presidente de la Cámara de Industria y Comercio de Santa Cruz (Cainco), Gabriel Dabdoub, quien también negó conocer al personaje colombiano.

Más recientemente, en febrero de 2008, un nuevo escándalo de espionaje abarcó los titulares de los principales periódicos. Un becado estadounidense del programa de intercambio estudiantil Fullbright Alex Shaick, reveló a periodistas locales que el agregado diplomático Vincent Cooper le pidió a él y a otros miembros del Cuerpo de Paz que espiara a los venezolanos y cubanos que trabajan en labores humanitarias.

Según Shaick, sostuvo una reunión con Cooper sobre las medidas de seguridad para su estadía en Bolivia, en la que el funcionario le dijo: "Sabemos que (los cubanos y venezolanos) están allí, sólo queremos datos de ellos".

"Él me dijo que si yo encontraba venezolanos o cubanos, que reportara a la embajada sus nombres y dónde se encontraban, su dirección", agregó.

Como consecuencia de esto, Cooper fue declarado "persona no grata" y el Departamento de Estado lo llamó a consultas. Nunca más regresó a Bolivia.

Algunos días más tarde, Shaick siguió denunciando. Esta vez aseguró que una parte de la policía boliviana servía a la embajada estadounidense y que había sido entrenada y dotada de armas más sofisticadas que las de sus homólogos.

Maya Monasterios

http://www.telesurtv.net/noticias/entrev-reportajes/index.php?ckl=2

sábado, 15 de março de 2008

Reflexión del Presidente Fidel Castro



RAFAEL CORREA

TelesurTV / http://www.telesurtv.net/

Recuerdo cuando nos visitó, meses antes de la campaña electoral donde pensaba presentarse como candidato a la Presidencia de Ecuador. Había sido Ministro de Economía del gobierno de Alfredo Palacio, médico cirujano con prestigio profesional, que también nos había visitado en su condición de Vicepresidente, antes de acceder a la presidencia, por situaciones imprevistas que se dieron en Ecuador. Este había sido receptivo a un programa de operaciones oftalmológicas que le ofrecimos como forma de cooperación. Existían buenas relaciones entre ambos gobiernos.
Correa, no hacía mucho, había renunciado al Ministerio de Economía. Estaba inconforme con lo que calificó de corrupción administrativa promovida por Oxy, empresa extranjera que exploró e invirtió importantes sumas, pero que se quedaba con cuatro de cada cinco barriles de petróleo extraído. No habló de nacionalizar, sino de cobrarle elevados impuestos que asignaba de antemano a inversiones sociales pormenorizadas. Ya había aprobado las medidas y un juez las declaró válidas.
Como no mencionaba la palabra nacionalizar, pensé que experimentaba temor al concepto. No me extrañaba, porque era economista graduado con grandes reconocimientos por una conocida universidad de Estados Unidos. No me ocupé mucho en profundizar, lo acosaba con preguntas del arsenal acumulado en la lucha contra la deuda externa de América Latina en 1985 y de la propia experiencia cubana.
Existen inversiones de riesgo sumamente altas y de sofisticada tecnología, que ningún país pequeño como Cuba y Ecuador podría asumir.
Como estábamos ya en el año 2006 decididos a impulsar la revolución energética, que fuimos el primer país del planeta en proclamar como cuestión vital para la humanidad, le había abordado el tema con especial énfasis. Me detuve, había comprendido una de sus razones.
Le conté la conversación que hacía poco había sostenido con el presidente de la empresa española REPSOL. La misma, asociada a otras empresas internacionales, acometería una operación costosa para perforar en el fondo del mar, a más de 2 000 metros de profundidad, con empleo de sofisticadas tecnologías, dentro de las aguas jurisdiccionales de Cuba. Dije al jefe de la empresa española: ¿Cuánto vale un pozo exploratorio? Le hago la pregunta porque queremos participar aunque sea en el uno por ciento del costo, deseamos saber lo que ustedes quieren hacer con nuestro petróleo.
Correa, por su parte, me había contado que de cada cien dólares que extraían las compañías, solamente veinte iban para el país; ni siquiera entraban en el presupuesto, expresó, se dejaban en un fondo aparte para cualquier cosa menos para mejorar las condiciones de vida del pueblo.
Yo derogué el fondo, me dijo, y asigné 40 por ciento para educación y salud, desarrollo tecnológico y vial, el resto para recomprar la deuda si el precio de la misma nos favorecía, o de lo contrario invertirlo en otra cosa más útil. Antes teníamos que comprar cada año una parte de esa deuda que se encarecía.
En el caso del Ecuador —me añadió— la política petrolera rayaba en traición a la patria. ¿Por qué lo hacen?, le pregunto. ¿Por miedo a los yanquis o presión insoportable? Me responde: Si tienen un Ministro de Economía que les dice que privatizando mejora la eficiencia, usted puede imaginarse. Yo no hice eso.
Lo estimulo a seguir y me explica con calma. La compañía extranjera Oxy es una empresa que ha roto su contrato y de acuerdo con la ley ecuatoriana se requiere la caducidad. Significa que el campo operado por esa empresa tiene que pasar al Estado, pero por presiones de los yanquis el gobierno no se atreve a ocuparlo, se crea una situación no contemplada por la legislación. La ley dice caducidad y nada más. El juez de primera instancia, que era presidente de PETROECUADOR, lo hizo así. Yo era miembro de PETROECUADOR y nos llamaron de urgencia a una reunión para expulsarlo del cargo. Yo no asistí y no pudieron despedirlo. El juez declaró la caducidad.
¿Qué querían los yanquis?, pregunto. Querían una multa, explica él rápido. Escuchándolo comprendí que lo había subestimado.
Yo estaba apurado por multitud de compromisos. Lo invité a presenciar el encuentro con un numeroso grupo de profesionales cubanos altamente calificados que partirían para Bolivia, a fin de integrarse a la Brigada Médica; ésta cuenta con personal para más de 30 hospitales, entre otras actividades 19 posiciones quirúrgicas que pueden realizar más de 130 mil operaciones oftalmológicas por año; todo bajo forma de cooperación gratuita. Ecuador dispone de tres centros similares con seis posiciones oftalmológicas.
La cena con el economista ecuatoriano fue ya entrada la madrugada del 9 de febrero de 2006. Apenas hubo puntos de vista que yo no abordara. Le hablé hasta del mercurio tan dañino que las industrias modernas esparcen por los mares del planeta. El consumismo fue por supuesto un tema enfatizado por mí; el alto costo del kiloWatt/hora en las termoeléctricas; las diferencias entre las formas de distribución socialista y comunista, el papel del dinero, el millón de millones que se gasta en publicidad sufragado forzosamente por los pueblos en los precios de las mercancías, y los estudios realizados por brigadas sociales universitarias que descubrieron, entre los 500 mil núcleos de la capital, el número de personas ancianas que vivían solas. Expliqué la etapa de universalización de los estudios universitarios en que estábamos envueltos.
Quedamos muy amigos, aunque tal vez se llevara la imagen de que yo era autosuficiente. Si eso ocurrió, fue realmente involuntario por mi parte.
Desde entonces observé cada uno de sus pasos: proceso electoral, enfoque de los problemas concretos de los ecuatorianos, y victoria popular sobre la oligarquía.
En la historia de ambos pueblos hay muchas cosas que nos unen. Sucre fue siempre una figura extraordinariamente admirada junto a la de El Libertador Bolívar, quien para Martí, lo que no hizo en América está por hacer todavía, y como exclamó Neruda, despierta cada cien años.
El imperialismo acaba de cometer un monstruoso crimen en Ecuador. Bombas mortíferas fueron lanzadas en la madrugada contra un grupo de hombres y mujeres que, casi sin excepción, dormían. Eso se deduce de todos los partes oficiales emitidos desde el primer instante. Las acusaciones concretas contra ese grupo de seres humanos no justifican la acción. Fueron bombas yanquis, guiadas por satélites yanquis.
A sangre fría nadie absolutamente tiene derecho a matar. Si aceptamos ese método imperial de guerra y barbarie, bombas yanquis dirigidas por satélites pueden caer sobre cualquier grupo de hombres y mujeres latinoamericanos, en el territorio de cualquier país, haya o no guerra. El hecho de que se produjera en tierra probadamente ecuatoriana es un agravante.
No somos enemigos de Colombia. Las anteriores reflexiones e intercambios demuestran cuánto nos hemos esforzado, tanto el actual Presidente del Consejo de Estado de Cuba como yo, de atenernos a una política declarada de principios y de paz, proclamada desde hace años en nuestras relaciones con los demás Estados de América Latina.
Hoy que todo está en riesgo, no nos convierte en beligerantes. Somos decididos partidarios de la unidad entre los pueblos de lo que Martí llamó Nuestra América.
Guardar silencio nos haría cómplices. Hoy a nuestro amigo, el economista y presidente del Ecuador Rafael Correa, quieren sentarlo en el banquillo de los acusados, algo que no podíamos siquiera concebir aquella madrugada del 9 de febrero de 2006. Parecía entonces que mi imaginación era capaz de abarcar sueños y riesgos de todo tipo, menos algo parecido a lo que ocurrió la madrugada del sábado 1º de marzo de 2008.
Correa tiene en sus manos los pocos sobrevivientes y el resto de los cadáveres. Los dos que faltan demuestran que el territorio de Ecuador fue ocupado por tropas que cruzaron la frontera. Puede exclamar ahora como Emilio Zola: ¡Yo acuso!

Fidel Castro Ruz

Marzo 3 de 2008

http://www.telesurtv.net/especiales/fidelcastro/cartas.php?ckl=91

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Reforma venezolana abre puertas a Nación de Repúblicas


Caracas, 25 octubre 2007 (PL) - La Constitución venezolana incluirá la integración latinoamericana entre los objetivos de su política exterior, de ser adoptado en referendo un proyecto de reforma hoy en proceso de aprobación parlamentaria.

Esa orientación fue incluida en la propuesta de cambios al artículo 153 de la Carta Magna, adoptado la víspera al filo de la medianoche, para llegar a 69 artículos que se proyecta modificar, de 33 propuestos originalmente por el presidente Hugo Chávez.

Según la modificación: "La República promoverá la integración y la unión de América Latina y del Caribe, a objeto de configurar un gran bloque regional de poder político, económico y social”.

El Estado –agrega- privilegiará modelos de integración y unión para crear un espacio geopolítico, en el cual pueblos y gobiernos de la región vayan construyendo un proyecto grannacional al que Simón Bolívar llamó Nación de Repúblicas.

La propuesta indica que "La República podrá suscribir tratados y convenios internacionales basados en la más amplia cooperación política, social, económica, la complementariedad productiva grannacional, la solidaridad y el comercio justo".

Junto a esto, se aprobó la modificación del artículo 152 debido a su relación con el 153 para establecer que la relación internacional se sustenta en la soberanía, independencia política, igualdad de los estados, libre determinación y no intervención.

Asimismo incluye la solución pacifica de conflictos, defensa y respeto de derechos humanos, solidaridad y agrega que propiciará la democratización de organismos e instituciones internacionales para la construcción de un orden justo y equilibrado.

La política exterior venezolana, establece, debe orientarse a "un mundo pluripolar, libre de la hegemonía de cualquier centro de poder imperialista, colonialista o neocolonialista".

El proyecto, presentado el pasado agosto por el presidente Chávez, para sustentar las bases de desarrollo socialista, deberá ser aprobado en su totalidad en el parlamento y luego sometido a un refrendo previsto para diciembre próximo.

http://www.prensalatina.com.mx/article.asp?ID={5C62DA1E-0B12-4246-8985-A282AE2FD04A})#uage=ES

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Ecuador: se impuso el cambio


Leovani García


Quito, 1 octubre 2007 (PL) - Los ecuatorianos cristalizaron su sueño de transitar hacia un futuro mejor al apostar por la propuesta de cambio, reforma y transformación del país, en los comicios por la Asamblea Constituyente.

El movimiento oficialista Alianza País -según datos extraoficiales- ganó las elecciones de la víspera con un amplio margen, lo cual le permitirá contar una abrumadora mayoría en la Constituyente para redactar la vigésima Carta Magna de la historia republicana.

Este triunfo, considerado por el presidente del país, Rafael Correa, como la victoria de "la madre de todas las batallas" constituyó además un rechazó al viejo modelo neoliberal impuesto en la última década por anteriores gobiernos.


Añejos partidos políticos, como la Unión Demócrata Cristiana, Socialcristiano y otros más jóvenes como Renovador Institucional y Sociedad Patriótica no superaron el 10 por ciento de respaldo, de acuerdo con los resultados difundidos.

El pueblo dio la victoria a la revolución ciudadana y con la Constituyente, que elaborará una nueva Legislación, haremos que definitivamente, la larga y triste noche neoliberal sea un mal del pasado, resaltó el mandatario.

Según el gobernante, este triunfo en las urnas se incluye en un proceso de lucha por la dignidad, la soberanía y autodeterminación de los pueblos latinoamericano, que está comandado por gobiernos nacionalistas y dignos de la región.

Correa mencionó a los mandatarios de Argentina, Brasil, Venezuela, Bolivia y Uruguay que acompañados de héroes como Simón Bolívar, Antonio José de Sucre y los nacionales Manuelita Sáenz y Eloy Alfaro están haciendo historia.

Auguró con la instalación el 31 de octubre próximo de la Constituyente "cambios profundos en la Patria para el bien de todas y todos".

La Asamblea deberá consagrar las conquistas sociales para los grupos más vulnerables y que sean instrumento del acuerdo y del consenso entre los actores políticos y sociales del país, enfatizó.

El gobernante se pronuncio por impulsar una reingeniería institucional, de una mirada profunda y renovadora con aspectos sociales, laborales, fiscales y ambientales.

Abogó asimismo por avanzar hacia un nuevo modelo de estado que garantice el derecho de todos los territorios a acceder en igualdad de condiciones a los beneficios del progreso.

Ahora, tras este contundente éxito, podemos dialogar con todos los grupos que busquen sacar adelante al país, señaló al pedir a cierta prensa, los poderes económicos y la partidocracia dejar de "satanizar" la nación.

Al referirse al Congreso nacional, ratificó la necesidad que la Asamblea Constituyente lo disuelva y se forme una comisión legislativa para fiscalizar y legislar.

El Parlamento sería disuelto y se aprobarían medidas destinadas a garantizar el control del Estado sobre los recursos naturales.

Descartó asimismo la promoción de proyectos totalitarios o extranjeros, la existencia de "agendas ocultas", así como acciones en contra de la voluntad del pueblo.

Correa señaló que este domingo será recordado como el día en que se concretaron, de manera formal, las esperanzas del cambio urgente que la patria necesita.

De acuerdo con los resultados extraoficiales Alianza País contaría con entre 65 y 79 escaños en la Constituye del total de 130 puestos, lo cual le permitiría imponer sus propuestas de reformas institucionales.

La Asamblea funcionará en Montecristi, la ciudad manabita de luchador independentista Eloy Alfaro, desde donde los candidatos elegidos deberán responder con responsabilidad a los reclamos de cambio de la ciudadanía.

http://www.prensalatina.com.mx/article.asp?ID={DE99C60B-D924-4A11-88B6-0281B84D971F})#uage=ES

terça-feira, 24 de julho de 2007

Venezuela/Celebramos el nacimiento del hombre más grande que ha tenido el mundo -- Vicepresidente Rodríguez

Caracas, 24 Julio (ABN) - «Hoy celebramos el nacimiento del hombre más grande que ha tenido el mundo. Tenemos doble motivo para celebrar porque el pensamiento de Bolívar está vivo», dijo el vicepresidente Ejecutivo de la República, Jorge Rodríguez.

Desde el Panteón Nacional, donde se llevó a cabo el acto de conmemoración del 224 aniversario del natalicio del Libertador Simón Bolívar, el vicepresidente destacó que Latinoamérica entera celebra con júbilo esta fecha y se dirige al Panteón con la conciencia de que el Padre de la Patria está más vivo que nunca.

Rodríguez asistió a este acto en compañía del ministro del Poder Popular para Relaciones Interiores y Justicia, Pedro Carreño; de la presidenta del Consejo Nacional Electoral (CNE), Tibisay Lucena, y de la presidenta de la Asamblea Nacional (AN), Cilia Flores, entre otras personalidades del Ejecutivo Nacional.

El Panteón Nacional también recibió a los representantes diplomáticos de Colombia, Bolivia, Ecuador, Panamá y Perú.

Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios y Blanco (1783-1830), militar y político venezolano, fue una de las figuras más destacadas de la Emancipación Americana frente al Imperio español, que contribuyó de manera decisiva a las independencias de Bolivia, Colombia, Ecuador, Panamá, Perú y Venezuela.

Nació en Caracas, el 24 de julio de 1783, en el seno de una familia de ricos criollos, los Bolívar y Ponte-Palacios y Blanco.

Estudió de manera no convencional con maestros como el escritor y político venezolano Andrés Bello y el filósofo y educador venezolano Simón Rodríguez, si bien fue este último quien en su etapa caraqueña contribuyó en más alto grado a forjar la personalidad de Bolívar.

Lea también:
+ Vicepresidente encabeza conmemoración del natalicio del Libertador
+ Jorge Valero: Bolívar fue un incansable promotor de los derechos humanos
+ Nicia Maldonado: Los indígenas somos bolivarianos desde siempre

224 años del natalicio de Simón Bolívar


El socialismo bolivariano sigue vivo

Por María Victoria Romero Desde la Redacción de APM 23072007

Varios países le rinden homenaje al hombre que buscó una alternativa de integración regional. Luego de dos siglos, su memoria continúa latiendo en América Latina.

“Yo moriré bien pronto, pero la República de Bolivia quedará viva hasta el fin de los siglos. Rómulo fundó una ciudad, y esta ciudad dio su nombre al imperio. Yo no he fundado ciudad alguna, y, sin embargo, mi nombre lo lleva un estado que tiene en su seno hombres amantes de la libertad, y entrañas de oro y plata”, proclamaba Simón Bolívar.

A más de doscientos años, su proclama se mantiene y sobrevive en la lucha de los pueblos latinoamericanos. Ese pueblo que definió como no europeo, ni americano del Norte; sino como un compuesto de África y de América, “una emancipación de la Europa”.

El 24 de julio se cumplen 224 años del nacimiento de Simón Bolívar. Nacido en el seno de una familia de la aristocracia criolla, Bolívar liberó a Bolivia, Colombia, Ecuador, Panamá, Perú y Venezuela del imperio español. En conmemoración Perú le rindió homenaje, en la “Fiesta de la Integración Andina: Bolívar y San Martín”. Y, en Venezuela se celebró la Semana de la Unidad Andina.

Luego de concretar su proyecto integracionista: la república de Colombia, parte a la campaña del sur y es recibido como héroe en Quito. Tras la derrota del ejército español en Ayacucho, en todas las localidades a las que llegan las noticias de su triunfo son decretadas grandes fiestas. El Congreso de Perú le otorga el título de Padre y Salvador de la patria. En 1825 está en el punto más alto de su gloria y lidera un proyecto tan vasto como la libertad de la América española.

Pero, muere solo y desterrado, sufriendo la ingratitud de quienes condujo a la libertad, y viendo la desintegración de su proyecto de una Patria Grande. Era el 17 de diciembre de 1830, en Santa Marta, Colombia.

A pesar de ese abandono, en la actualidad sus ideas viven en la causa de los movimientos sociales, en las luchas de indígenas y campesinos que persiguen el reconocimiento de sus derechos y buscan el fin de la emancipación. Y en quienes persiguen el fin de los resabios racistas de las oligarquías actuales, que continúan con su labor histórica de desconocer esas luchas y a quienes las llevan adelante.

Esa política de silenciar al otro e interiorizarlo, es visible hasta en los retratos oficiales de Bolívar, que lo representan como la antitesis de lo que fue: alto, blanco, corpulento y con un mítico caballo blanco. Un héroe europeizado, como una burla a sus ideales. De acuerdo a los que revisaron la historia, Simón Bolívar era moreno, delgado y bajo. Un hombre que había puesto su esfuerzo, su conciencia y su vida al servicio de la independencia de los pueblos y la libertad de los hombres.

Las ideas socialistas de Bolívar son tomadas por los gobiernos sudamericanos que bogan por la integración regional y batallan por construir una vía alternativa al capitalismo en el marco de una integración regional.

Una alternativa que anteponga siempre la comunidad a los individuos. El Socialismo Bolivariano es lo contrario al capitalismo individualista, busca la racionalización de las riquezas de la nación para convertirlas en bienestar social a cargo del Estado. En ese Socialismo las voluntades de las mayorías se imponen sobre las individualidades.

El caso más emblemático de estos tiempos es Venezuela, y la proclama de construir el socialismo del siglo XXI. Proyecto basado en la igualdad y libertad, y la visión geopolítica de integración de América Latina; las ideas de Ezequiel Zamora, el general del pueblo soberano y de la unidad cívico-militar, y la raíz robinsoniana de Simón Rodríguez, el maestro de Bolívar, el Robinson y sabio de la educación popular.

El pensamiento revolucionario, antiesclavista y antiimperialista de Bolívar debe continuar en las mentes de las naciones latinoamericanas, si se quiere construir pueblos libres e integrados, lejos de cualquier manto imperialista.

terça-feira, 10 de julho de 2007

HISTÓRIA/Venezuela/Negra Hipólita: Madre y padre del Libertador Simón Bolívar

Nahilce Martínez Z. / ABN 09/07/2007

Caracas, 9 Julio 2007 (ABN) - (Nahilce Yadira Martínez).- «Te mando una carta de mi madre Hipólita para que le des todo lo que ella quiere; para que hagas por ella como si fuera tu madre: su leche ha alimentado mi vida, y no he conocido otro padre que ella», escribió el Libertador Simón Bolívar a su hermana María Antonia el 10 de julio de 1825 desde Cuzco, Lima, en recuerdo y gratitud a su nodriza.

Bolívar, quien cuenta para ese momento con 42 años, resume en la mencionada epístola el cariño que siente por quien durante su infancia se ocupó de prodigarle el más tierno de los afectos.

Cuando el pequeño Simón nace, el 24 de julio de 1783, su madre María de la Concepción Palacios de Bolívar, por quebrantos de salud, se vio en la necesidad de buscarle una nodriza. En principio, recurrió a su amiga Inés Mancebo de Miyares y luego hizo llamar a Hipólita, abnegada integrante de la servidumbre de la familia Bolívar en la hacienda El Ingenio, en San Mateo.

Fue su nodriza de leche doña Inés Mancebo, esposa de Fernando de Miyares, más tarde gobernador de Maracaibo y gobernador general de Venezuela, una dama cubana, vecina e íntima amiga de doña Concepción.

En 1813, Bolívar recomendó al gobernador de Barinas: 'Cuanto Ud. haga en favor de esta señora corresponde a la gratitud que un corazón como el mío sabe guardar a la que me alimentó como madre. Fue ella la que en mis primeros meses me arrulló en su seno ¿Qué más recomendación que esa para el que sabe amar y agradecer como yo?'.
Sin embargo, su ama de cría fue Hipólita, quien se casó con Mateo Bolívar, también miembro de la servidumbre de la familia Bolívar pero de la hacienda Santo Domingo de Macaire, en Caucagua. El Libertador concedió la libertad a los siervos que le quedaban, entre ellos a Hipólita, en 1821, después de la batalla de Carabobo.

En un discurso pronunciado en Lima el 1 de septiembre de 1998, con motivo de la inauguración del Monumento a Simón Bolívar en la sede de la Comunidad Andina, la congresista Martha Hildebrandt dijo, al referirse a la influencia que como madre y padre tuvo Hipólita sobre el niño Simón, lo siguiente:

«Según una anécdota de la época, cuando el Libertador entró en Caracas en triunfo en enero de 1827, divisó a Hipólita entre la multitud. Apenas la vio abandonó su lugar de honor en la comitiva y corrió a echarse en sus brazos. La ya vieja Hipólita lloraba de alegría».

Hipólita también acompañó al Libertador en las batallas de San Mateo.

Posteriormente, cuando Bolívar hace su último viaje a Venezuela, en 1827, no desatiende a su antigua nodriza. Le escribe de nuevo a su hermana María Antonia, el 2 de junio de ese año, a quien le dice «... Del dinero que queda en tu poder procedente de la letra, tendrás la bondad de dar a Hipólita cuarenta pesos. Yo te la recomiendo (...)».

La Negra Hipólita nació en San Mateo, población ubicada en el estado Aragua, en el año 1763.

Murió el 25 de Julio de 1835 y sus restos reposan en la cripta de la familia Bolívar en la catedral de Caracas desde el 31 de julio de 1975. (Agencia Bolivariana de Noticias)