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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

FALEMOS A SÉRIO SOBRE A DESIGUALDADE

21 fevereiro 2014,Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)
http://www.resistir.info/eua/zoltan_11fev14_p.html

por Zoltan Zigedy*

"A tenacidade dos yankees… é resultado do seu atraso teórico e do seu desprezo anglo-saxão por qualquer teoria. E à conta disso são penalizados por uma fé supersticiosa em todos os absurdos filosóficos e económicos, por um sectarismo religioso, e por experiências económicas idiotas, com as quais, apesar de tudo, certas cliques burguesas lucram". Frederich Engels, carta a Sorge , Londres, 6 de Janeiro, 1892. Tradução para inglês de Leonard E. Mins (1938)

Cento e vinte e dois anos depois, os yankees mantêm-se à margem das teorias ao mesmo tempo que se agarram a todos os esquemas peregrinos que prometem restringir o apetite de um sistema capitalista insaciável. Funcionando sem interrupção, o capitalismo gera cada vez maior riqueza para os seus amos enquanto devora todos os outros à sua volta. Da reforma reguladora a estilos de vida alternativos, de políticas fiscais a esforços cooperativos, os auto-proclamados opositores deste monstro económico voraz têm anunciado êxitos recém-cozinhados no seu caminho destruidor. Enquanto… "as pessoas [nos EUA] têm que tomar consciência dos seus interesses sociais, fazendo asneiras atrás de asneiras…", conforme Engels exprimiu numa outra carta para o seu amigo americano Frederich Sorge, os capitalistas satisfeitos continuam a lucrar alegremente.

A brutal acusação de Engel da alergia norte-americana à teoria e a afinidade por um activismo sem norte foi aligeirada por um optimismo baseado mais na esperança do que na realidade: "O movimento vai passar por muitas e desagradáveis fases, desagradáveis especialmente para os que vivem no país e têm que passar por elas. Mas estou firmemente convencido de que as coisas agora vão avançar aí… apesar do facto de que os americanos por enquanto irão aprender quase exclusivamente com a prática e não tanto com a teoria".

Essa convicção pode parecer desajustada hoje visto que muitos do que afirmam a sua oposição ao capitalismo continuam a desprezar a teoria e a investir em esquemas utópicos e a isolar questões escaldantes de uma crítica geral do capitalismo e das suas políticas sociais.

Nada ilustra melhor o diagnóstico de Engels do que a actual discussão pública sobre a desigualdade e a pobreza. É uma tentação

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Brasil/Theotonio dos Santos, Premio Economista Marxista 2013: “El camino es la integración”



11 junio 2013, ALAI América Latina en Movimiento http://alainet.org (Brasil)

Osvaldo León

ALAI AMLATINA -- En el acto de apertura del VIII Foro de la Asociación Mundial de Economía Política (Florianópolis, 23-26 de mayo de 2013), el científico social brasileño Theotonio dos Santos fue galardonado con el Premio Economista Marxista 2013, que otorga esta entidad desde el año 2011, como reconocimiento a su dilatada producción intelectual que tiene como uno de los ejes la “Teoría de la Dependencia”, habida cuenta de que participó en la sustentación inicial de ella.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Moçambique/Centro de Estudos Africanos: Situação mundial impõe novos desafios de pesquisa

A globalização e o surgimento de novos poderes económicos impõem outros desafios de pesquisa ao Centro de Estudos Africanos (CEA) da Universidade Eduardo Mondlane, com vista ao maior conhecimento e redefinição do papel de Moçambique no contexto da África Austral e, em particular, no que concerne à busca de uma total independência.

24 setembro 2009/Notícias

Isabel Maria Casimiro, do CEA, falando à nossa Reportagem à margem do colóquio que decorre desde ontem em Maputo, em homenagem a Aquino de Bragança, disse que Moçambique precisa de redefinir o seu papel no contexto regional, sobretudo em relação à África do Sul, que se constitui actualmente na maior potência da África Austral.

Explicou que Qor A quando da criação do CEA em 1976, o objectivo era compreender Moçambique num contexto regional em que se impunha a libertação da África do Sul e da Rodésia (actual Zimbabwe). Porém, alcançadas as independências desses países vizinhos, um novo desafio se coloca hoje, nomeadamente, a situação de Moçambique em relação à África do Sul face ao seu poderio económico.

“Como vai ficar a situação de Moçambique que é praticamente dependente da África do Sul do ponto de vista económico? O que é que se nos coloca em termos de desafios para que de facto sejamos um país independente do ponto de vista económico, político e de soberania? São desafios permanentes que nós temos como pesquisadores e como Centro de Estudos Africanos”, observou Isabel Casimiro, salientando entretanto, a necessidade do relançamento dos debates científicos que caracterizaram o CEA desde a sua criação.

Disse ser necessário que o CEA aposte uma vez mais numa pesquisa comprometida com o conhecimento de Moçambique, sobretudo numa pesquisa despartidarizada que contribua para o conhecimento da nova realidade.

Apontou que o CEA foi o primeiro centro de pesquisa criado depois da independência no contexto de uma universidade em transformação do ponto de vista de pesquisa e de fazer a investigação, comprometida com o conhecimento de Moçambique, pois em 1976 havia tudo para conhecer, uma vez que os estudos que havia eram profundamente marcados pelo colonialismo.

Segundo Isabel Casimiro é na perspectiva do conhecimento da nova realidade que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), através do Centro de Estudos Africanos (CEA), promove o colóquio em homenagem a Aquino de Bragança, director do centro entre 1976 e 1986. O colóquio que hoje termina e que junta proeminentes académicos, incluindo estudantes representando diversas instituições de Ensino Superior nacionais e estrangeiras, subordina-se ao tema “Como fazer Ciências Sociais e Humanas em África: Questões Epistemológicas, Metodológicas, Teóricas e Políticas”.