21 fevereiro 2014,Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)
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por Zoltan Zigedy*
"A tenacidade dos yankees… é resultado do seu atraso teórico e
do seu desprezo anglo-saxão por qualquer teoria. E à conta disso são
penalizados por uma fé supersticiosa em todos os absurdos filosóficos e
económicos, por um sectarismo religioso, e por experiências económicas idiotas,
com as quais, apesar de tudo, certas cliques burguesas lucram". Frederich Engels, carta a Sorge , Londres, 6 de Janeiro, 1892.
Tradução para inglês de Leonard E. Mins (1938)
Cento e vinte e dois anos depois, os yankees mantêm-se à margem das
teorias ao mesmo tempo que se agarram a todos os esquemas peregrinos que
prometem restringir o apetite de um sistema capitalista insaciável. Funcionando
sem interrupção, o capitalismo gera cada vez maior riqueza para os seus amos
enquanto devora todos os outros à sua volta. Da reforma reguladora a estilos de
vida alternativos, de políticas fiscais a esforços cooperativos, os
auto-proclamados opositores deste monstro económico voraz têm anunciado êxitos
recém-cozinhados no seu caminho destruidor. Enquanto… "as pessoas [nos EUA]
têm que tomar consciência dos seus interesses sociais, fazendo asneiras atrás
de asneiras…", conforme Engels exprimiu numa outra carta para o seu amigo
americano Frederich Sorge, os capitalistas satisfeitos continuam a lucrar
alegremente.
A brutal acusação de Engel da alergia norte-americana à teoria e a afinidade por um activismo sem norte foi aligeirada por um optimismo baseado mais na esperança do que na realidade: "O movimento vai passar por muitas e desagradáveis fases, desagradáveis especialmente para os que vivem no país e têm que passar por elas. Mas estou firmemente convencido de que as coisas agora vão avançar aí… apesar do facto de que os americanos por enquanto irão aprender quase exclusivamente com a prática e não tanto com a teoria".
Essa convicção pode parecer desajustada hoje visto que muitos do que afirmam a sua oposição ao capitalismo continuam a desprezar a teoria e a investir em esquemas utópicos e a isolar questões escaldantes de uma crítica geral do capitalismo e das suas políticas sociais.
Nada ilustra melhor o diagnóstico de Engels do que a actual discussão pública sobre a desigualdade e a pobreza. É uma tentação
A brutal acusação de Engel da alergia norte-americana à teoria e a afinidade por um activismo sem norte foi aligeirada por um optimismo baseado mais na esperança do que na realidade: "O movimento vai passar por muitas e desagradáveis fases, desagradáveis especialmente para os que vivem no país e têm que passar por elas. Mas estou firmemente convencido de que as coisas agora vão avançar aí… apesar do facto de que os americanos por enquanto irão aprender quase exclusivamente com a prática e não tanto com a teoria".
Essa convicção pode parecer desajustada hoje visto que muitos do que afirmam a sua oposição ao capitalismo continuam a desprezar a teoria e a investir em esquemas utópicos e a isolar questões escaldantes de uma crítica geral do capitalismo e das suas políticas sociais.
Nada ilustra melhor o diagnóstico de Engels do que a actual discussão pública sobre a desigualdade e a pobreza. É uma tentação