Mostrando postagens com marcador Zumbi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Zumbi. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Sobre a tentativa de destruir a credibilidade de Greta Thunberg


 

 Greta Thunberg. (Foto: Wikimedia)

Por Sandra Russo

Chegou cedo demais, para Greta Thunberg (de apenas 16 anos), o tempo de enfrentar o problema da estigmatização.

Desde a semana passada, em mais de mil cidades do mundo, uma quantidade incalculável de estudantes a apoiaram na luta para combater a crise climática. Ao mesmo tempo, os grandes meios de comunicação da Europa iniciaram uma campanha de ridicularização que pode ser entendida como o primeiro caso de bullying global. Sua vítima é essa adolescente sueca. Uma menina que foi diagnosticada, aos 10 anos, com síndrome de Asperger.

Ela mesma já relatou, em uma palestra TED, diante de um enorme auditório, que sempre foi muito calada, muito solitária, uma pessoa que só fala quando é realmente necessário. Com voz sempre pausada e meditando palavra por palavra, disse nessa conversa, olhando para o público: “por isso estou falando hoje aqui, porque é realente necessário”.

Aos 14 anos, ela considerou que também era realmente necessário falar para multidões sobre a crise climática, e em auditórios como o Parlamento Europeu ou

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Mercosul, Brasil/Confira, em português, a íntegra da entrevista de Lula ao Le Monde


12 de setembro de 2019, 17:29 h, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/midia/confira-em-portugues-a-integra-da-entrevista-de-lula-ao-le-monde?fbclid=IwAR1zrwqdSTqh742NaJtevRpYaRNr2FMilHIdiCGBRmRMMmupAulkQdX-npk

Traduzido por Sylvie Giraud


Ex-presidente falou na conversa com o repórter do jornal francês Bruno Meyerfeld sobre Bolsonaro ser "o resultado de uma rejeição da polícitica", "não fazer nada", só "destruir" e ainda a respeito da Amazônia, quando defendeu que o Brasil cuide da região, discordando do presidente da França, Emmanuel Macron; leia a íntegra

Lula: "Bolsonaro é sobretudo, o resultado de uma rejeição da política"
O ex-presidente brasileiro cumpre, desde abril de 2018, oito anos e dez meses de prisão por corrupção. "Tudo o que eu quero é que reconheçam minha inocência", explica ele em entrevista ao "Le Monde".

É com o passo firme que Luiz Inácio Lula da Silva aparece em uma sala anônima da sede da polícia federal de Curitiba (Paraná), transformada em sala de imprensa. É aqui, neste prédio sem alma, que o ex-presidente, condenado por corrupção, cumpre, desde abril de 2018, sua sentença de oito anos e dez meses de prisão. Aos 73 anos, o líder da esquerda brasileira não perdeu em nada sua verve. Ele se apresenta, com a barba bem cortada, terno escuro e gravata de cor púrpura ao pescoço. O estilo é presidencial e a simbologia muito clara: Lula ainda está atuante, em plena ação. Ele concedeu ao Le Monde sua primeira entrevista à mídia francesa desde sua prisão.

Após um ano e meio na prisão, o senhor começa a se sentir desencorajado ou cansado?
Não, me sinto bem, moral e fisicamente. Estou em paz porque sei da razão pela qual estou aqui. Sei que sou inocente e que aqueles que me prenderam são mentirosos. Sou uma pessoa otimista. Minha mãe me transmitiu isso. Então, sim, a prisão é uma prova de fogo. Mas tenho muita energia, estou

terça-feira, 17 de maio de 2016

Brasil/PAIS E FILHOS DO 13 DE MAIO



15 maio 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Joan Edesson de Oliveira*

Vermelho
Dandara, Helenira Rezende, Zumbi e Osvaldão

 
Há 128 anos, sob forte pressão popular, a princesa Isabel, regente do Brasil, assinou a lei 3353, que tinha apenas dois artigos: Art. 1º: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Art. 2º: Revogam-se as disposições em contrário.

Aquele ato, a despeito da situação posterior em que se lançaram os negros no Brasil, com consequências que perduram até os dias atuais, foi de uma radicalidade sem par e fruto de uma luta intensa que se deu, praticamente, desde que teve início em nosso país a escravidão negra.

O 13 de maio foi fruto da luta dos próprios negros, ao longo de séculos, contra a escravidão. O gigante dessa luta foi, sem dúvida, Zumbi, o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, morto

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Brasil/Graça Machel: NOSSO DEVER É HONRAR O LEGADO DE ZUMBI E DE MANDELA

25 novembro 2014, Vermelho htt p://www.vermelho.org.br (Brasil)
A 12ª edição do Troféu Raça Negra aconteceu nesta segunda-feira (24), na Sala São Paulo, região central da capital paulista. O evento que premia as personalidades que foram destaque em 2014 e homenageou o líder e símbolo da luta contra a segregação racial Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, felecido em 2013. Sua esposa e também ativista da luta por direitos das mulheres e crianças, Graça Machel, recebeu a homenagem.


Aplaudida de pé, Graça emocionou a plateia ao falar do líder sul-africano. “Quero trazer a voz dele esta noite”, afirmou ela, destacando a trajetória de luta de Mandela que dedicou a sua vida em defesa de uma sociedade democrática e igualitária. Ela citou uma frase de Mandela que sintetiza o compromisso do lídel suk-afircano: “Lutei contra a dominação branca e a dominação negra. Espero viver e ver realizado meu ideal. Se necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”.

Ela ressaltou que

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Brasil/Iniciada em 9 de abril, Ocupação Dandara reivindica reforma urbana e agrária

(ADITAL) Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
22 abril 2009/http.www.adital.com.br

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) suspendeu, na última terça-feira (20), a liminar de reintegração de posse que havia sido concedida no último dia 13 de abril, em primeira instância. Com a decisão, a posse do terreno permanece sob o domínio dos ocupantes até que o Tribunal julgue o mérito da ação, o que deve acontecer nos próximos três meses.
Classificada de "rururbana", a ocupação inaugura em Minas Gerais a aliança entre os movimentos que defendem a reforma rural e agrária, em uma iniciativa conjunta do Fórum de Moradia do Barreiro, das Brigadas Populares e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Batizada de "Dandara" (companheira de Zumbi dos Palmares), a ação faz parte do Abril Vermelho.
A liminar foi solicitada pela Construtora Modelo, que alega ser proprietária do terreno de 40 mil metros quadrados que fica no bairro Céu Azul, na periferia de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. "Estamos muito felizes com a suspensão da liminar. Isso mostra que é verdadeira a tese de que o terreno não cumpre a função social. [A decisão] dá legitimidade à ocupação", avalia Joviano Mayer, uma das lideranças.
A nova decisão veio com o deferimento do agravo interposto na segunda-feira (20) pela Comissão Jurídica da Ocupação. De acordo com Carina Santos, das Brigadas Populares, a principal argumentação do pedido foi o fato de a construtora ter pedido a reintegração sem conseguir comprovar a posse do terreno.
A ordem agora, segundo Joviano Mayer, é elaborar um projeto urbanístico para a área para garantir que a ocupação não se torne mais uma favela. Ele aponta que, passado o risco de desocupação, as entidades vão procurar abrir canais de diálogo com o poder público.
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa vai realizar na próxima terça-feira (28), uma audiência pública para debater os problemas enfrentados pelas famílias da ocupação.
Esse é um dos resultados da manifestação realizada na última sexta-feira (17), durante um seminário sobre a crise econômica realizado na capital mineira, com a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Embora o evento fosse aberto ao público, os manifestantes foram reprimidos pela Polícia Militar, que usou spray de pimenta, golpes de cassetete e balas de borracha, deixando dez feridos.
Após receber uma comissão de oito representantes da Ocupação Dandara e de outros movimentos sociais, ficou acertada a articulação de rodadas de negociação coordenadas pelo deputado federal Virgílio Guimarães (PT-MG).
No entanto, passados catorze dias da ocupação, a Prefeitura de Belo Horizonte, reclama Mayer, permanece "intransigente", sem sequer receber as lideranças para iniciar uma negociação. O Governo do Estado também não sinaliza nenhuma reunião com os movimentos que ocupam o terreno.
Estrutura
Iniciada com apenas 150 famílias, a chamada "comunidade Dandara" tem, hoje, 1.082 famílias cadastradas, em um total de aproximadamente 5 mil pessoas, entre adultos, jovens e crianças. Cerca de 400 famílias estão na fila de espera.
Segundo Joviano Mayer, as pessoas vêm de vilas e favelas de Venda Nova, região que fica no entorno do terreno ocupado, e de outros bairros de Belo Horizonte, principalmente depois da repercussão na imprensa.
Carina Santos diz que as pessoas foram divididas em grupos para organizar as demandas da ocupação. A infraestrutura e a alimentação têm sido mantidas a partir da doação de roupas e alimentos e do apoio financeiro de sindicatos e das igrejas que dialogam com a coordenação da ocupação. "A gente está precisando muito", reforça Carina.
Desde o dia 11 de abril, a ocupação recebe assinaturas em apoio ao "Manifesto em Solidariedade à Dandara". Já são quase 60 signatários, entre movimentos, entidades e pessoas.
O documento e notícias atualizadas sobre Dandara podem ser acessados no blog: http://ocupacaodandara.blogspot.com