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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Moçambique/País apela à adopção de texto sobre futuro regime climático
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Moçambique/XIX Conferência Mundial Sobre Mudanças Climáticas: Todos países devem reduzir suas emissões
domingo, 14 de dezembro de 2008
Iniciativas brasileiras são elogiadas na Conferência do Clima na Polônia
12 dezembro 2008/Envolverde http://envolverde.ig.com.br
No penúltimo dia de negociação sobre as mudanças climáticas, que ocorre durante conferência da ONU em Poznan, na Polônia, o Brasil foi elogiado por governos, pesquisadores e organizações não-governamentais por ter assumido, finalmente, metas concretas e ambiciosas de combate ao desmatamento na Amazônia. O anúncio das metas, que já havia sido feito em Brasília, foi acompanhado também pelo lançamento do Fundo Amazônia e do Plano Nacional de Mudanças Climáticas para a comunidade internacional.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que apresentou as iniciativas brasileiras ressaltou que pela primeira vez o Brasil tem metas de redução de desmatamento e isso dá ao país mais força para cobrar dos países desenvolvidos "uma atuação mais imediata" no cumprimento de suas metas de redução das emissões dos gases do efeito estufa. "Nosso plano de mudanças do clima prevê redução de 72% do desmatamento na Amazônia em 10 anos. Isso equivale a deixar de emitir 4,8 bilhões de toneladas de CO2 e corresponde a mais do que todo o esforço prometido pelos países ricos no Protocolo de Quioto. Esforço esse que não vai ser cumprido", ressaltou Minc.
Para Paulo Adário, responsável pela campanha da Amazônia do Greenpeace, a iniciativa brasileira deve ser comemorada. "Enfim, o Brasil apresenta metas concretas de redução do desmatamento. A criação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas brasileiro também deve servir como um exemplo a ser seguido por outros países", disse Adário. Para representantes da sociedade civil, a divulgação dessas metas de redução e sua respectiva apresentação na Conferência do Clima faz com que o Brasil assuma compromissos concretos e possa ser cobrado pela sociedade pelos seus resultados.
Nicholas Stern, economista Inglês autor do famoso relatório Stern de Mudanças Climáticas, também elogiou a iniciativa brasileira e acredita que o Brasil possa influenciar outros países a criarem seus planos nacionais de combate às mudanças climáticas. "Vejo o crescimento econômico baseado em baixas emissões de carbono é a única forma de crescimento que temos como opção. Por isso, vejo com o otimismo a criação dos planos nacionais de mudanças climáticas de países como o Brasil, China e Índia", sublinhou Stern.
Segundo Minc, para cumprir a meta de redução de emissões, o Brasil já dobrou as operações de fiscalização e criou barreiras nas fronteiras rodoviárias. Porém, colocou o ministro, apenas ações policiais e de fiscalização são insuficientes. "Fechamos uma serraria ilegal em uma hora, mas não criamos 50 empregos sustentáveis em uma hora. Por isso, precisamos de recursos contínuos para mudar o modelo econômico na Amazônia".
Fundo Amazônia
O BNDES irá gerir o primeiro fundo brasileiro voltado especialmente para investir em projetos que colaborem com o combate ao desmatamento na Amazônia. Chamado de "Fundo Amazônia", a iniciativa atende ao conceito de redução de emissões através de desmatamento evitado, que é chamado de REDD (Reduction Emissions from Deforastation and Forest Degradation) na Convenção do Clima. Estima-se que 75% das emissões de gases do efeito estufa brasileiras sejam oriundas de queimadas nas florestas. O primeiro compromisso de aporte de recursos já foi recebido durante a conferência e foi feito pelo governo da Noruega, que destinará 1 bilhão de dólares até 2015, o equivalente a cerca de US$ 150 milhões anualmente.
O ministro do Meio Ambiente da Noruega, Erik Solheim, ressaltou que a iniciativa brasileira de lançar o Fundo Amazônia deve ser apoiada por outros países e que o governo da Noruega está motivado a apoiar iniciativas que protejam as florestas tropicais e combatam o desmatamento. Eduardo Bandeira de Mello, chefe do departamento de Meio Ambiente e Responsabilidade Social do BNDES, disse que a Noruega já havia demonstrado interesse em investir em projetos como esse desde a Conferência do Clima de 2007, ocorrida em Bali. Mello afirmou que novos aportes de recursos poderão ser feitos ainda durante a conferência. "Governos de outros países e empresas nacionais e multinacionais demonstraram interesse em destinar recursos", informou Mello.
Em janeiro de 2009, o fundo estará em operação e apto a receber propostas de projetos que tenham como meta contribuir com o desmatamento na Amazônia, sejam projetos de empresas, órgãos públicos e organizações não governamentais. "O acompanhamento da execução dos projetos e a prestação de contas será feita de forma transparente e aberta a todos, seguindo o modelo adotado pelo BNDES em sua operação", concluiu Mello.
Para Steve Schwartzman, diretor de políticas para florestas tropicais da EDF (Environmental Defense Fund), a iniciativa brasileira de criar o fundo é extremamente positiva, assim como a criação da política nacional e do compromisso de metas de redução. No caso do Fundo Amazônia, Steve ressaltou que os recursos destinados ao fundo não serão convertidos em créditos de carbono para que os países ricos e industrializados possam usar para evitar cortes em suas próprias emissões, o que seria negativo para o combate às mudanças climáticas. Os recursos irão gerar créditos extras, que serão contabilizados como esforços adicionais. Neste sentido, o ministro Minc também sublinhou que o fundo não quer "transformar as florestas em um supermercado". "A iniciativa não é para garantir créditos e, sim, para garantir a manutenção da biodiversidade e o respeito aos direitos dos povos indígenas".
* Juliana Radler é jornalista e documentarista da Sumaúma Documentários Socioculturais e Ambientais (http://www.sumauma.org">http://www.sumauma.org) e está em Poznan, Polônia, acompanhando a Conferência do Clima.
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domingo, 25 de novembro de 2007
Brasil tem 66 projetos de redução de gás carbônico certificados pela ONU
Ao serem certificados, os projetos transformam-se em Reduções Certificadas de Emissões (RCEs), créditos virtuais de carbono que são vendidos para países desenvolvidos. Os países ricos têm interesse na compra porque precisam cumprir as metas de redução de gases impostas pelo Protocolo de Quioto.
O Brasil ocupa atualmente o terceiro lugar em número de projetos em todo o mundo. São 255 projetos do país no MDL (dos quais 66 têm a certificação). Em primeiro lugar, está a China com 874 projetos e, em segundo, a Índia com 776.
Segundo o assessor técnico do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Gustavo Mozzer, que integra o Comitê Interministerial de Mudança do Clima (CIMGC), o número coloca o Brasil em destaque no cenário internacional.
"É um posicionamento muito bom porque estamos logo depois da China e da Índia. Os dois países têm matriz energética bastante dependente de combustível fóssil [poluente] e é mais fácil fazer um projeto de MDL lá do que aqui. Isso acontece porque o Brasil já tem solução mais limpa de produção de energia cuja matriz é hidrelétrica", explicou o assessor.
Para receber a certificação das Nações Unidas, o projeto de desenvolvimento limpo precisa vencer sete etapas: elaboração de concepção de projeto, validação, aprovação pelo CIMGC, submissão ao Conselho Executivo para registro, monitoramento, verificação/certificação e concessão das RCEs.
Em setembro, a prefeitura de São Paulo vendeu por R$ 34,5 milhões os RCEs da usina que produz eletricidade a partir da queima de gases produzidos no Aterro Sanitário Bandeirantes. Os créditos foram adquiridos pelo banco holandês Fortis Bank NV/AS em um leilão na Bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F). Foi o primeiro leilão do tipo no mundo.
O MCT não tem o balanço das vendas feitas por empresas brasileiras que têm RCEs. Mas existe um dado que pode demonstrar o tamanho desse mercado: o Brasil emite por ano 12,2 milhões de RCEs.
"Se foi cobrado o mesmo preço com que foram vendidos os créditos de carbono na BM&F, pode-se considerar que as empresas faturaram R$ 300 milhões com a venda dos RCEs no Brasil", calcula Gustavo Mozzer.
Qualquer empresa pode apresentar um projeto de MDL.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Brasil tem 235 projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
Luana Lourenço / Repórter da Agência Brasil
Brasília, 19 setembro 2007 - O estabelecimento de metas de redução de gases do efeito estufa, regulado pelo Protocolo de Quioto, criou um mercado entre as nações ricas – que têm obrigações de redução – e os países em desenvolvimento que atuam como vendedores de créditos de carbono, criados em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O Brasil tem atualmente 235 desses projetos.
“Até 2012, eles têm potencial para gerar 150 milhões de certificados, considerando uma média de US$ 10 por cada, e isso pode representar um potencial de US$ 1,5 bilhão [por volta de de R$ 3 bilhões]”, calcula o pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz (Esalq), Marcelo Rocha.
Os projetos de MDL são validados por regras da Organização das Nações Unidas (ONU) e dos governos; no caso brasileiro, por meio da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima.
De acordo com o pesquisador, o mercado de carbono movimenta 10 bilhões de euros (cerca de R$ 26,5 bilhões) por ano no mundo e, com a aproximação do período de comprovação do cumprimento das metas de Quioto, entre 2008 e 2012, esse mercado deve se aquecer. O Brasil ocupa a terceira posição entre os vendedores de créditos, atrás de China e Índia.
Dos 781 projetos de créditos de carbono já registrados na ONU, 109 são brasileiros. Segundo Rocha, as iniciativas brasileiras são responsáveis por 16% das 79 milhões de unidades de Redução Certificada de Emissão (RCE) emitidas pelas Nações Unidas.
Os projetos mais comuns são iniciativas de produção de energia renovável, que não emitem gases do efeito estufa. No Brasil, segundo o representante da Ecoinvest, empresa desenvolvedora de projetos de MDL, Marco Mazaferro, “já existem pequenas centrais elétricas que produzem a partir de bagaço de cana, além de projetos em aterros sanitários e instalação de biodigestores em granjas de suínos”.
No mercado há sete anos, Mazaferro avalia positivamente a participação brasileira. “Considerando nossa matriz energética limpa é compreensível que estejamos atrás de China e Índia, que têm matrizes energéticas menos limpas, como carvão, com maior potencial de geração de créditos”, diz.
Na próxima quarta-feira (26), a prefeitura de São Paulo e a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) realizarão o primeiro leilão brasileiro de créditos de carbono, que pode arrecadar cerca de R$ 30 milhões.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/14/materia.2007-09-14.2859668908/view
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Angola: Políticos e técnicos discutem aplicação do Protocolo de Quioto
O governo de Luanda ratificou no passado mês de Abril a Convenção do Clima/Protocolo de Quioto e pretende agora discutir a melhor forma de gradualmente ir introduzindo as exigências deste instrumento das Nações Unidas, que visa controlar a produção de gases causadores de alterações climáticas, através de medidas políticas.
Na terça-feira, numa sessão presidida pelo ministro Adjunto do primeiro-ministro, Aguinaldo Jaime, vão reunir-se no Palácio dos Congressos (Assembleia Nacional) membros do governo, deputados, altas hierarquias das Forças Armadas e da Polícia Nacional, bem como administradores de empresas públicas e privadas de empresas estratégicas.
Ambas as sessões serão moderadas pelo professor Jacques Marcovitch, antigo reitor da Universidade de São Paulo, Brasil, que desde 2002 se tem dedicado a elaborar estudos sobre a aplicação do Protocolo de Quioto e as iniciativas para redução dos gases com efeito de estufa. (Fonte: Notícias Lusófonas / 21 de Maio de 2007)