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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Em Portugal, maior usina solar do mundo vai produzir 93GWh
Amareleja, Moura, 20 abril 2009 (Lusa) - Da alvorada ao poente, 2.520 placas solares, com 104 painéis fotovoltaicos cada um, se alimentam do sol que irradia a vila alentejana de Amareleja, sul de Portugal, para produzir energia limpa através da maior usina solar do mundo.
Com uma capacidade total instalada de 46,41 MW, a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, propriedade da empresa espanhola Acciona, líder mundial de energias renováveis, "salpica" de azul 250 hectares perto da "terra mais quente de Portugal", devido aos recordes de temperatura máxima durante o verão.
A qualidade e a quantidade da radiação solar na região, aliadas à "disponibilidade de terreno", levaram a Acciona a "apostar" e a investir 261 milhões de euros num projeto idealizado a seis anos pelo "sonho renovável" do prefeito de Moura, José Maria Pós-de-mina.
Em funcionamento pleno há quase quatro meses, a central vai produzir, durante os próximos 25 anos, 93 GWh de energia por ano, afirmou Francisco Aleixo, diretor-geral da Amper Central Solar, empresa que instalou e gere a usina.
A produção é suficiente para abastecer 35 mil habitações e poupar cerca de 90 mil toneladas de emissões de gases com efeito de estufa.
A central, que durante a fase de instalação empregou temporariamente 220 trabalhadores, vai criar cerca de 15 postos de trabalho permanentes, a maioria nos serviços de manutenção, disse Aleixo.
Fábrica
O projeto, acrescentou, engloba ainda uma fábrica de produção de painéis fotovoltaicos, também propriedade da Acciona e a funcionar em Moura e que deverá criar entre 100 e 110 empregos diretos.
Por outro lado, lembrou Aleixo, a Acciona, quando adquiriu a Amper, criada pela prefeitura de Moura para construir e gerir a central, disponibilizou dois fundos para o município.
Um deles, no valor de três milhões de euros, será para iniciar do Tecnopólo de Moura, que será focado na pesquisa e criação de empresas do setor das energias renováveis, e o outro, de 500 mil euros, destina-se à construção de infra-estruturas sociais na cidade.
Didatismo
A usina tem também um caráter "didático" e é uma mostra do potencial da tecnologia fotovoltaica, que, apesar de ainda não estar "completamente madura", "já está muito evoluída", disse Aleixo.
Uma tecnologia que, salientou, pode ser usada para produzir energia através de grandes e de mini usinas e de microgeração, um novo regime que permite aos consumidores produzirem eletricidade a partir das suas casas ou edifícios por meio de sistemas tecnológicos de energias renováveis.
Além da central de Amareleja, no distrito de Beja, que tem a maior potência fotovoltaica licenciada em Portugal, existem outras sete usinas, três no concelho de Ferreira do Alentejo, duas no de Mértola, uma no de Serpa e outra no de Almodôvar.
domingo, 18 de novembro de 2007
Brasil/Preservação da Amazônia depende da redução das emissões de gases dos países ricos, diz secretária
Lourenço Canuto/Repórter da Agência Brasil
“O trabalho extraordinário do Brasil na área ambiental de nada adianta se os países ricos, que já estabilizaram o desenvolvimento industrial, não derem sua contribuição”, afirmou Thelma ao comentar o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) sobre o aquecimento global, divulgado hoje (17) na Espanha. Ao comentar o estudo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que a Amazônia está cada vez mais "sufocada" pelas mudanças climáticas.
De acordo com Thelma Krug, os próprios órgãos internacionais que discutem a preservação ambiental reconhecem o esforço dos países em desenvolvimento para o equilíbrio climático no planeta. “As nações menos desenvolvidas conseguem implementar medidas ambientais enquanto ainda lutam para erradicar a pobreza e melhorar a qualidade de vida da população", comentou.
Para a secretária, a expectativa do Brasil se concentra nos resultados da reunião em Bali, na Indonésia, que discutirá, no próximo mês, a prorrogação dos compromissos firmados no Protocolo de Quioto, que estabelece metas de redução da emissão de gás carbônico pelos países desenvolvidos até 2012.
“O mundo espera que os compromissos sejam não apenas prorrogados, mas que haja um comprometimento maior dos países desenvolvidos na reunião, para a melhoria do clima, já que eles são os maiores poluidores”, avaliou.
Apesar das afirmações de Ban Ki-moon de que o relatório apresentado hoje (17) deve servir de base para uma possível revisão do protocolo, Thelma acredita que o documento não terá impacto sobre as discussões em Bali.
Segundo ela, as recomendações estão contidas em outros relatórios já conhecidos. “Já existe um desequilíbrio provocado por um aquecimento irreversível. Por isso, os países têm que se esforçar para reduzir substancialmente suas emissões”, declarou.
Mesmo com avanços no setor ambiental, a secretária afirmou que o país precisa intensificar os trabalhos no combate ao desmatamento e às queimadas: “No caso do Brasil, é preciso um esforço substantivo de todos, para reduzir as queimadas, pois os impactos esperados sobre a Amazônia, que é um dos ecossistemas mais importantes do mundo, são grandes". Segundo ela, com essas medidas, os brasileiros estão dando sua contribuição para conter o aquecimento global.
sábado, 17 de novembro de 2007
Brasil/Amazônia está sendo sufocada, diz secretário-geral da ONU
Juliana Cézar Nunes/Repórter da Agência Brasil
Em entrevista coletiva divulgada pela assessoria de imprensa da ONU, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que parte dos principais “tesouros” do planeta estão ameaçados pela ação humana. Entre eles, a Antártida, as geleiras de Torres del Paine (geleiras no Chile) e a Amazônia.
“Na Amazônia, eu vi como a floresta tropical – o pulmão da terra – está sendo sufocada”, alertou Ban Ki-moon, para quem o Brasil tem feito um esforço sério para reduzir o desmatamento e promover o desenvolvimento sustentável.
“Mas o governo [brasileiro] teme que o aquecimento global já esteja minando esses esforços. Se as piores projeções desse painel se tornarem verdade, boa parte da Amazônia vai se transformar em savana.”
O secretário-geral da ONU disse que em regiões mais afetadas pelas mudanças climáticas, como Punta Arenas, no Chile, as crianças já estão usando roupas protetores contra a radiação ultravioleta.
“Em algumas épocas, os pais não deixam as crianças brincarem na rua ou mesmo ir à escola. Essas cenas são tão aterrorizadoras como filmes de ficção científica. Mas elas são ainda mais arrepiantes porque são reais.”
Relatório da ONU estimula reaproveitamento da água e uso de energia renovável
ONU pede ações concretas de governos contra mudanças climáticas
Desmatamento na Amazônia segue como preocupação de cientistas com Brasil
Novo relatório da ONU sobre mudanças climáticas orienta governos e políticos
Pesquisador diz que Brasil precisa de esforço econômico para frear desmatamento
Entrevista 2 – Munasinghe sugere uso de dinheiro do Nobel em fundo contra mudança no clima
Entrevista 1 – Lutas contra o aquecimento e a pobreza caminham juntas, diz vice do IPCC
Resultados de debate do IPCC serão levados a conferência na Indonésia sobre o clima
Pesquisadores pedem urgência para políticas que atenuem efeito estufa
Marina Silva diz que crescimento não pode ser usado para causar dano ao meio ambiente
Cientista premiado defende reforço nas ações para adaptação às mudanças climáticas
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Angola: Políticos e técnicos discutem aplicação do Protocolo de Quioto
O governo de Luanda ratificou no passado mês de Abril a Convenção do Clima/Protocolo de Quioto e pretende agora discutir a melhor forma de gradualmente ir introduzindo as exigências deste instrumento das Nações Unidas, que visa controlar a produção de gases causadores de alterações climáticas, através de medidas políticas.
Na terça-feira, numa sessão presidida pelo ministro Adjunto do primeiro-ministro, Aguinaldo Jaime, vão reunir-se no Palácio dos Congressos (Assembleia Nacional) membros do governo, deputados, altas hierarquias das Forças Armadas e da Polícia Nacional, bem como administradores de empresas públicas e privadas de empresas estratégicas.
Ambas as sessões serão moderadas pelo professor Jacques Marcovitch, antigo reitor da Universidade de São Paulo, Brasil, que desde 2002 se tem dedicado a elaborar estudos sobre a aplicação do Protocolo de Quioto e as iniciativas para redução dos gases com efeito de estufa. (Fonte: Notícias Lusófonas / 21 de Maio de 2007)