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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Moçambique/País apela à adopção de texto sobre futuro regime climático
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Moçambique/XIX Conferência Mundial Sobre Mudanças Climáticas: Todos países devem reduzir suas emissões
quarta-feira, 3 de março de 2010
Moçambique/PNUD elogia liderança do Governo na luta contra alterações climáticas
O director do PNUD em Moçambique, Jocely Mason, elogiou os esforços de Moçambique na luta contra as alterações climáticas quando falava no lançamento do Programa Africano de Adaptação às Mudanças Climáticas (PAAMC).
"O Governo moçambicano foi líder no reconhecimento dos desafios que o país enfrenta na luta contra as consequências das mudanças climáticas", sublinhou Jocely Mason.
Esse reconhecimento, de acordo com o director do PNUD em Moçambique, traduziu-se na formulação em 2007 do Plano Nacional de Acção contra as Alterações Climáticas e na elaboração em 2009 de um "estudo convincente" sobre o seu impacto nas calamidades naturais, que têm assolado frequentemente o país.
Apesar de um diagnóstico "convincente" sobre os efeitos das mudanças climáticas em Moçambique, o país, tal como a maioria dos Estados africanos, não tem recursos para lidar com as consequências, alertou Jocelyn Mason.
"Para a grande maioria dos países, sobretudo os considerados em desenvolvimento, o custo da adaptação às mudanças climáticas é na maior parte dos casos insuportável, o que se reflecte nas comunidades mais vulneráveis. Em face disso, urge dotar os chamados países em desenvolvimento de conhecimento, tecnologia e capacidade", sublinhou o director do PNUD em Moçambique.
Respondendo ao apelo de ajuda financeira aos países africanos, o embaixador do Japão em Maputo, Susumo Segawa, afirmou no encontro que o seu país tem disponível um pacote financeiro de 92 milhões de dólares (67,5 milhões de euros) para apoiar 20 países, incluindo Moçambique, a aplicar o PAAMC.
Falando na reunião, a vice-ministra para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) moçambicana, Ana Chichava, considerou que "o problema do clima é uma prioridade do Governo pelo seu impacto negativo para o país".
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Brasil/Povos Indígenas da Amazônia realizam assembléia no Maranhão
Cerca de 800 lideranças indígenas de 100 povos de toda Amazônia Brasileira participarão da IX Assembléia Geral da COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), que acontece entre os dias 20 e 25 de julho, no Município de Montes Altos, na aldeia São José - Terra Indígena Krikati no Estado do Maranhão. O encontro tem como objetivo principal deliberar sobre a proposta de avaliação do movimento indígena amazônico, revisão e aprovação do estatuto, eleição dos novos coordenadores e, ainda, a discussão da conjuntura política indígena, direitos humanos, impacto de projetos nas terras indígenas e mudanças climáticas, dentre outros. Na Assembléia também serão comemorados 20 anos de atuação da COIAB na Amazônia, com apresentação de danças, cantos e tradições dos povos indígenas presentes.
Os participantes são representantes de organizações indígenas que compõem a base política da COIAB nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A atividade também terá a participação de lideranças indígenas de países como Peru, Bolívia, Ecuardor, Colômbia e Suriname, além de convidados de organizações governamentais e de Cooperação. Os coordenadores das organizações indígenas regionais que compõem a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) também confirmaram presença no encontro. Além da COIAB, fazem parte da APIB a Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ARPINSUL), Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal e região (ARPIPAN), Aty Guaçu (Grande Assembléia do Povo Guarani Kaiowa) e Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE).
A mobilização em grupos, redes e articulações que atualmente englobam uma parcela representativa da grande diversidade de povos indígenas de nosso país, também terá destaque na assembléia, como um marco que tem dado importante visibilidade a questão indígena. Na ocasião, várias lideranças serão homenageadas por sua atuação dentro do movimento indígena amazônico.
A escolha do Estado do Maranhão para sediar a Assembléia representa um gesto de fortalecimento e solidariedade às lutas dos povos indígenas da Amazônia Oriental. Para Marcos Apurinã, vice-coordenador da COIAB, a realização da assembléia na Terra Indígena Krikati, marca o início de uma nova fase na luta da organização em defesa dos direitos dos Povos Indígenas da Amazônia junto a suas bases.
“Os 20 anos de luta da COIAB em prol da Amazônia têm resultados positivos nas discussões de políticas públicas que envolvem as populações indígenas. Estes avanços, a partir de agora, vão se fortalecer ainda mais, readequando-se aos novos desafios e a um novo patamar de lutas e conquistas”, afirmou Marcos.
A assembléia é organizada pela COIAB com articulação da COAPIMA (Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão).
Maiores informações:
COAPIMA - João Batista (99) 8127-7365
COIAB - Délio Alves (92) 8166-5644 / (92) 3621-7501
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) – Gustavo Macedo (61) 81007361
domingo, 14 de dezembro de 2008
Iniciativas brasileiras são elogiadas na Conferência do Clima na Polônia
12 dezembro 2008/Envolverde http://envolverde.ig.com.br
No penúltimo dia de negociação sobre as mudanças climáticas, que ocorre durante conferência da ONU em Poznan, na Polônia, o Brasil foi elogiado por governos, pesquisadores e organizações não-governamentais por ter assumido, finalmente, metas concretas e ambiciosas de combate ao desmatamento na Amazônia. O anúncio das metas, que já havia sido feito em Brasília, foi acompanhado também pelo lançamento do Fundo Amazônia e do Plano Nacional de Mudanças Climáticas para a comunidade internacional.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que apresentou as iniciativas brasileiras ressaltou que pela primeira vez o Brasil tem metas de redução de desmatamento e isso dá ao país mais força para cobrar dos países desenvolvidos "uma atuação mais imediata" no cumprimento de suas metas de redução das emissões dos gases do efeito estufa. "Nosso plano de mudanças do clima prevê redução de 72% do desmatamento na Amazônia em 10 anos. Isso equivale a deixar de emitir 4,8 bilhões de toneladas de CO2 e corresponde a mais do que todo o esforço prometido pelos países ricos no Protocolo de Quioto. Esforço esse que não vai ser cumprido", ressaltou Minc.
Para Paulo Adário, responsável pela campanha da Amazônia do Greenpeace, a iniciativa brasileira deve ser comemorada. "Enfim, o Brasil apresenta metas concretas de redução do desmatamento. A criação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas brasileiro também deve servir como um exemplo a ser seguido por outros países", disse Adário. Para representantes da sociedade civil, a divulgação dessas metas de redução e sua respectiva apresentação na Conferência do Clima faz com que o Brasil assuma compromissos concretos e possa ser cobrado pela sociedade pelos seus resultados.
Nicholas Stern, economista Inglês autor do famoso relatório Stern de Mudanças Climáticas, também elogiou a iniciativa brasileira e acredita que o Brasil possa influenciar outros países a criarem seus planos nacionais de combate às mudanças climáticas. "Vejo o crescimento econômico baseado em baixas emissões de carbono é a única forma de crescimento que temos como opção. Por isso, vejo com o otimismo a criação dos planos nacionais de mudanças climáticas de países como o Brasil, China e Índia", sublinhou Stern.
Segundo Minc, para cumprir a meta de redução de emissões, o Brasil já dobrou as operações de fiscalização e criou barreiras nas fronteiras rodoviárias. Porém, colocou o ministro, apenas ações policiais e de fiscalização são insuficientes. "Fechamos uma serraria ilegal em uma hora, mas não criamos 50 empregos sustentáveis em uma hora. Por isso, precisamos de recursos contínuos para mudar o modelo econômico na Amazônia".
Fundo Amazônia
O BNDES irá gerir o primeiro fundo brasileiro voltado especialmente para investir em projetos que colaborem com o combate ao desmatamento na Amazônia. Chamado de "Fundo Amazônia", a iniciativa atende ao conceito de redução de emissões através de desmatamento evitado, que é chamado de REDD (Reduction Emissions from Deforastation and Forest Degradation) na Convenção do Clima. Estima-se que 75% das emissões de gases do efeito estufa brasileiras sejam oriundas de queimadas nas florestas. O primeiro compromisso de aporte de recursos já foi recebido durante a conferência e foi feito pelo governo da Noruega, que destinará 1 bilhão de dólares até 2015, o equivalente a cerca de US$ 150 milhões anualmente.
O ministro do Meio Ambiente da Noruega, Erik Solheim, ressaltou que a iniciativa brasileira de lançar o Fundo Amazônia deve ser apoiada por outros países e que o governo da Noruega está motivado a apoiar iniciativas que protejam as florestas tropicais e combatam o desmatamento. Eduardo Bandeira de Mello, chefe do departamento de Meio Ambiente e Responsabilidade Social do BNDES, disse que a Noruega já havia demonstrado interesse em investir em projetos como esse desde a Conferência do Clima de 2007, ocorrida em Bali. Mello afirmou que novos aportes de recursos poderão ser feitos ainda durante a conferência. "Governos de outros países e empresas nacionais e multinacionais demonstraram interesse em destinar recursos", informou Mello.
Em janeiro de 2009, o fundo estará em operação e apto a receber propostas de projetos que tenham como meta contribuir com o desmatamento na Amazônia, sejam projetos de empresas, órgãos públicos e organizações não governamentais. "O acompanhamento da execução dos projetos e a prestação de contas será feita de forma transparente e aberta a todos, seguindo o modelo adotado pelo BNDES em sua operação", concluiu Mello.
Para Steve Schwartzman, diretor de políticas para florestas tropicais da EDF (Environmental Defense Fund), a iniciativa brasileira de criar o fundo é extremamente positiva, assim como a criação da política nacional e do compromisso de metas de redução. No caso do Fundo Amazônia, Steve ressaltou que os recursos destinados ao fundo não serão convertidos em créditos de carbono para que os países ricos e industrializados possam usar para evitar cortes em suas próprias emissões, o que seria negativo para o combate às mudanças climáticas. Os recursos irão gerar créditos extras, que serão contabilizados como esforços adicionais. Neste sentido, o ministro Minc também sublinhou que o fundo não quer "transformar as florestas em um supermercado". "A iniciativa não é para garantir créditos e, sim, para garantir a manutenção da biodiversidade e o respeito aos direitos dos povos indígenas".
* Juliana Radler é jornalista e documentarista da Sumaúma Documentários Socioculturais e Ambientais (http://www.sumauma.org">http://www.sumauma.org) e está em Poznan, Polônia, acompanhando a Conferência do Clima.
(Envolverde/O autor) © Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Brasil/Amorim defende participação da América Latina e do Caribe em discussões sobre crise
Isabela Vieira, repórter da Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
Rio de Janeiro, 6 outubro 2008 - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu hoje (6) a participação dos países da América Latina e do Caribe nas discussões sobre a crise financeira mundial. Ao participar de uma reunião de chanceleres da região, no Rio de Janeiro, Amorim disse que os países não podem ficar de fora de decisões que os afetem.
“É preciso que América Latina e Caribe façam ouvir a sua voz nesse tema que é tão importante para todos. Não é mais possível que nós sejamos aqueles que passivamente sofrem os efeitos da crise nos grandes centros econômicos”, disse o ministro, ao citar uma frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Não podemos ser apenas periferia”, afirmou Amorim.
A reunião no Rio é preparatória para a Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento, que será realizada nos dias 16 e 17 de dezembro em Salvador.
Durante o encontro, estão sendo discutidas formas de promover parcerias entre os países da América Latina e do Caribe em áreas como comércio exterior, segurança alimentar, combate à fome e à pobreza, mudanças climáticas e biocombustíveis, assuntos que também devem ser discutidos na cúpula em Salvador.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/10/06/materia.2008-10-06.4551804053/vie
terça-feira, 3 de junho de 2008
AGIR RÁPIDO, AGIR JUNTOS
Leonardo Boff *
2 junho 2008/Adital - http://www.adital.com.br
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
Finalmente, também as Igrejas estão se mobilizando para enfrentar as mudanças climáticas da Terra. O secretário geral da ONU Ban Ki Moon visitou em março o Conselho Mundial das Igrejas em Genebra e disse: "um problema global exige uma reposta global: nós precisamos da ajuda das Igrejas". E elas responderam prontamente com uma conclamação aos milhões de cristãos dispersos pelo mundo afora com estas palavras: "agir rápido, agir juntos porque não temos tempo a perder". Citaram a Bíblia para enfatizar que Deus nos entregou a Terra como herança para administrar e não para dominar, pois esta palavra bíblica "dominar" significa cuidar e gerenciar. Acolheram os dois imperativos propostos pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC): a mitigação e a adaptação. A mitigação quer identificar as causas produtoras do aquecimento global que é o nosso estilo dilapidador de produção e consumo ilimitado e individualista. A adaptação considera os efeitos perversos, especialmente nos países mais vulneráveis do Sul do mundo que demandam solidariedade, pois se não conseguirem se adaptar, assistiremos estarrecidos, a grandes dizimações.
As Igrejas assumem uma função pedagógica: ao evangelizarem, devem propor o ideal de uma sobriedade voluntária e de uma austeridade jovial e ensinar o respeito a todos os seres, pois todos saíram do coração de Deus. Sendo dons do Criador, devem ser condivididos solidariamente entre todos a começar pelos que mais precisam.
A Igreja Católica oficialmente ainda não propôs nada de relevante. Mas a Conferência dos Bispos do Brasil em suas Campanhas da Fraternidade sobre a água e sobre a Amazônia ajudou a despertar uma consciência ecológica. Os bispos canadenses publicarem recentemente uma bela carta pastoral com o título: "a necessidade de uma conversão". Atribuem à conversão um significado que transcende seu sentido estritamente religioso. Ele implica "encontrar o sentido do limite, pois, um planeta limitado não pode responder a demandas ilimitadas". Precisamos, dizem, libertar-nos da obsessão consumista. "O egoísmo não é somente imoral, ele é suicida; desta vez não temos outra escolha senão uma nova solidariedade e novas formas de partilha".
Chegamos a esse ponto, reconhecem, porque há séculos não respeitamos mais as leis da vida, olvidando a sabedoria ancestral que ensinava: "não comandamos a natureza senão obedecendo a ela". É mais fácil enviar pessoas à lua e trazê-las de volta do que fazer com que os humanos respeitem os ritmos da natureza. Agora estamos colhendo os frutos envenenados da dessacralização da vida induzida pelo poder da tecno-ciência a serviço da acumulação de uns poucos.
A fé hebraico-cristã possui suas razões próprias para fundar um comportamento ecologicamente responsável. Parte da crença, semelhante àquela da moderna cosmologia, de que Deus transportou a criação do caos ao cosmos, quer dizer, de um universo marcado pela desordem a um outro no qual vige a ordem e a beleza. E Deus disse: "Isto é bom". Colocou o homem e a mulher no jardim do Éden para que o "cultivassem e o guardassem". "Cultivar" implica cuidar e favorecer o crescimento e "guardar" significa proteger e assegurar a continuidade dos recursos, como diríamos hoje, garantir um desenvolvimento sustentável.
Importa refazer a conexão rompida com a natureza para que possamos de novo gozar de sua beleza e confiar em seu futuro. Esta fé funda a esperança de que a criação possui um fim bom, tão finamente expresso no livro da Sabedoria: "Senhor, tu amas todos os seres e a todos poupas porque a ti pertencem, ó soberano amante da vida" (11, 24 e 26).
* Teólogo e professor emérito de ética da UERJ
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33290