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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Brasil/A ECONOMIA EM DOIS PROJETOS OPOSTOS DE GOVERNO

17 outubro 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Numa campanha presidencial acalorada como a atual, diferentes temas polarizam e o eleitorado, por vezes, fica confuso. A economia é o terreno mais sólido para se caracterizar as posições e estabelecer as diferenças.

Haroldo Lima*, especial para o Vermelho

Numa campanha presidencial acalorada como a atual, diferentes temas polarizam e o eleitorado, por vezes, fica confuso. A economia é o terreno mais sólido para se caracterizar as posições e estabelecer as diferenças.

Guido Mantega e Armínio Fraga debateram assuntos econômicos no dia 9 de outubro passado, em um programa especial da Miriam Leitão, com tempo dobrado, na Globo News. 

Mantega foi ministro da Fazenda do governo Lula e continua nesse cargo no governo Dilma e Armínio, ex-presidente do Banco Central na época de FHC, seria o futuro Ministro da Fazenda, segundo anunciou o Aécio, caso ele seja eleito presidente. São as pessoas talvez mais qualificadas para falar sobre a política econômica de cada um dos candidatos que disputam a Presidência, Dilma Rousseff e Aécio Neves. Suas opiniões ajudam a esclarecer os assuntos que dividem as opiniões e mostram que dois projetos opostos disputam o futuro do Brasil. 

O debate foi longo e sua íntegra pode ser vista no GloboNews Play. Destaquei passagens que achei mais importantes e as reproduzo abaixo, usando sempre que possível as frases dos debatedores, às quais acrescento breves comentários meus. 

O tema inicialmente abordado foi o da inflação. Estando em 6,75%, ela foi caracterizada por Armínio como “bastante alta”, contrastando com o “crescimento muito baixo”. Armínio não indicou porém, medidas concretas para enfrentá-la. Disse apenas que será preciso “um compromisso permanente de não deixá-la sair do controle”, compromisso que, por ser genérico e vago, qualquer candidato assumiria. 

Mantega observou que “há onze anos cumprimos as metas de inflação” e,

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Brasil / Carta da XXXI Assembléia do Cimi Regional Sul

XXXI Assembléia do Conselho Indigenista Missionário / Cimi Regional Sul

Curitiba (PR), 18 a 22 de junho de 2007.

Na esperança dos povos indígenas e na força do Espírito que nos une no compromisso de construção de um mundo que manifeste o Reino de Deus, nós missionárias e missionários do Cimi Regional Sul, nos reunimos em Curitiba para avaliar e planejar a caminhada.

Olhando para a história de resistência e luta, recolhemos frutos de vida que fortalecem nossa ação missionária e que nos animam a prosseguir na defesa desta causa. A coragem guerreira de tantos líderes indígenas e missionárias e missionários que fizeram parte dessa trajetória é força viva que nos impulsiona para um compromisso mais efetivo com a vida dos povos indígenas.

Dentre estes testemunhos, queremos lembrar Dom Manoel João Francisco, bispo de Chapecó que, por sua postura de defesa dos direitos de indígenas e pequenos agricultores, está sofrendo ameaças e perseguições. Conforme palavras de Jesus: “Felizes os que são perseguidos por causa da justiça porque deles é o Reino do céu” (Mt 5,10). Dom Manoel dá testemunho da prática evangélica pela busca da justiça. A ele, nossa solidariedade.

Assim como nestes últimos 500 anos, em que houve sofrimento, luta e resistência dos povos indígenas, hoje a realidade não é diferente. A equivocada política desenvolvimentista do atual governo, através do Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC), significará mais uma violência contra os povos indígenas. Os espaços ainda preservados nas suas terras poderão ser destruídos pelos projetos de desenvolvimento que priorizam o grande capital em detrimento da vida. Esse mesmo sistema impede a demarcação de terras indígenas e exerce pressão para que áreas já demarcadas sejam inseridas na monocultura, beneficiando exclusivamente o agronegócio.

Causa grande preocupação a morosidade governamental em relação aos procedimentos administrativos de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas. Em conseqüência disso, os grupos políticos e econômicos regionais, historicamente inimigos dos povos indígenas, têm reforçado suas ações de violência contra esses povos e seus aliados. Além disso, as poucas conquistas no campo administrativo têm sido sistematicamente questionadas nas diversas esferas do poder judiciário.

Verificamos também negligência no atendimento à saúde nas comunidades indígenas, provocando até mesmo casos de morte como a de Valdemar Salvador, Cacique Kaingang da Aldeia Kondá, em Chapecó – SC.

Reafirmamos nosso compromisso com o fortalecimento da autonomia dos povos indígenas, apoiando seus direitos originários, contribuindo em seus processos formativos e sua articulação com outros povos e movimentos sociais, valorizando a vivência de práticas tradicionais e seu protagonismo na construção de uma sociedade plenamente democrática, igualitária e plural.

Cremos que o Deus da Vida está no meio de nós, caminha a nossa frente e inspira o projeto utópico que sustenta nossas práticas transformadoras. Nele, somos capazes de ver o futuro do Reino já desabrochar entre todos os povos e na criação toda.

Curitiba, PR, junho de 2007.