10 julho 2015, Instituto Humanitas Unisinos http://www.ihu.unisinos.br
(Brasil)
"A justa distribuição dos frutos da terra e do trabalho humano não
é mera filantropia. É um dever moral. Para os cristãos, o encargo é ainda mais
forte: é um mandamento. Trata-se de devolver aos pobres e às pessoas o que lhes
pertence. O destino universal dos bens não é um adorno retórico da doutrina
social da Igreja. É uma realidade anterior à propriedade privada. A
propriedade, sobretudo quando afeta os recursos naturais, deve estar sempre em
função das necessidades das pessoas. E estas necessidades não se limitam ao
consumo. Não basta deixar cair algumas gotas, quando os pobres agitam este copo
que, por si só, nunca derrama. Os planos de assistência que acodem a certas
emergências deveriam ser pensados apenas como respostas transitórias. Nunca poderão
substituir a verdadeira inclusão: a inclusão que dá o trabalho digno, livre,
criativo, participativo e solidário", afirmou o Papa Francisco, num
discurso considerado por lideranças dos movimentos populares como
'irretocável", proferido no Encontro Mundial dos Movimentos Populares,
em Santa Cruz de la Sierra, no dia 09-07-2015.
Segundo o Papa, "os movimentos populares têm um papel essencial,
não apenas exigindo e reclamando, mas fundamentalmente criando. Vós sois poetas
sociais: criadores de trabalho, construtores de casas, produtores de alimentos,
sobretudo para os descartados pelo mercado global".
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