Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
segunda-feira, 9 de maio de 2016
BRICS, БРИКС/La Plaza Roja acoge el Desfile del Día de la Victoria
BRICS, БРИКС/Grabaciones históricas: ¿Cómo fue la rendición de la Alemania nazi?
segunda-feira, 2 de maio de 2016
BRICS, БРИКС/Cómo Rusia y China expulsan a EE.UU. de sus fronteras/Hill: Россия и Китай развивают армии, чтобы оттеснить США от своих границ
1 may 2016, ТВ-Новости TV-Novosti http://actualidad.rt.com (Россия, Rusia)
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Portugal/REFLEXÃO SOBRE AS ELEIÇÕES
A aliança PSD-CDS foi a força mais votada nas eleições legislativas, mas teve uma quebra de quase 750 mil votos em relação a 2011, perdendo a maioria absoluta.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
POEMAS A STALINGRADO
8 maio 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br
(Brasil)
A Batalha de Stalingrado, que deu início à vitória
do povo soviético durante a Grande Guerra Patriótica, já foi citada e
homenageada em inúmeras obras literárias. Prosa,
Poesia & Artetraz duas poesias sobre o
tema: Novo Canto de Amor
a Stalingrado, do poeta chileno Pablo
Neruda e Stalingrado de Carlos Drummond de Andrade.
Os dois poemas abordam a coragem e a convicção dos soldados do Exército Vermelho ao avançar contra a Alemanha Nazista.
Leia na íntegra:
NOVO CANTO DE AMOR A STALINGRADO
(Pablo Neruda)
Escrevi sobre a água e sobre o tempo,
descrevi o luto e seu metal acobreado,
escrevi sobre o céu e a maçã,
agora escrevo sobre Stalingrado.
A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E A OPERAÇÃO VALQUÍRIA VISTAS POR UMA MULHER
8 maio 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
O relato de
Marie Vassiltchikov é considerado o melhor relato sobre a tentativa de por fim
à ditadura nazista, que ficou conhecida 'Operação Valquíria.'
Uma maneira original de lembrar estes eventos da historia é a leitura do livro Diários de Berlim, 1940 - 1945, da princesa russa Marie Vassiltchikov, que passou a guerra em Berlim, onde estava exilada. Além de evocar a atmosfera progressivamente deteriorada da cidade, sob os bombardeios aéreos, ela, que era visceralmente anti-nazista, testemunhou de perto a preparação da fracassada tentativa de matar Hitler em
quarta-feira, 6 de maio de 2015
BRICS, БРИКС∕Putin considera ser inadmissível e cínica tergiversação da história
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
¿QUÉ ES LA «NOVOROSSIA»?
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
PRECISÃO TERMINOLÓGICA: PORQUE O REGIME UCRANIANO PODE SER CARACTERIZADO COMO FASCISTA
Vamos tomar a definição clássica de fascismo de Georgi Dimitrov, a qual foi considerada a mais clara definição do ponto de vista da teoria comunista na URSS.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
ANÁLISIS DE CLASE DE LA CRISIS UCRANIANA/КЛАССОВЫЙ АНАЛИЗ УКРАИНСКОГО КРИЗИСА
La crisis del capitalismo ucraniano
La crisis ucraniana no se debe solo a fenómenos nacionales. Ucrania por diversos motivos ha resultado ser el "eslabón débil" y ha sido la primera víctima del hundimiento del modelo económico basado en el dominio del dólar como moneda de reserva mundial y la estimulación de la demanda del consumidor mediante el crédito como mecanismo de crecimiento económico.1
Ucrania era una de las economías más vulnerables en el marco de la crisis global, lo que provocó la fractura de la clase dirigente y la aguda lucha política que hemos observado desde hace algunos meses.
La economía del capitalismo ucraniano se desarrolló como resultado de la descomposición del complejo económico nacional de la URSS, la privatización de la propiedad pública y la integración en el mercado mundial. Estos procesos llevaron a la degradación de la estructura económica de la República Socialista Soviética Ucraniana, que ocupaba el décimo lugar en el mundo por desarrollo económico, con un desarollo integral de la economía nacional, un rol líder en el que se incluía la construcción de maquinaria y la fabricación de productos con un alto grado de procesamiento.
La integración en el mercado mundial destruyó los sectores de alta tecnología. "Si la economía de la URSS estaba orientada a la satisfacción de la producción y el consumo propio dentro del país y
domingo, 8 de junho de 2014
6 DE JUNIO DE 1944: LO QUE NO OS DIRÁN
sábado, 10 de maio de 2014
DIA DA VITORIA! ДЕНЬ ПОБЕДЫ!*
Fontes: Isca-Organizando A Mocidade Rebelde https://www.facebook.com/iscagz e
Galiza
Rebelde https://www.facebook.com/galizarebelde
compartilharam a foto de Contrapoder.info.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Resultado de referendo en Crimea era predecible, según analista
A UCRÂNIA E AS SANÇÕES ECONÓMICAS CONTRA A RÚSSIA
sexta-feira, 21 de março de 2014
Rusia reemplaza a OTAN por BRICS en sector alimentario
Tras reconocer el aspecto irreversible de la dependencia de Rusia de los suministros del extranjero, el director del Departamento de Comercio y Servicios moscovita ha enfatizado la búsqueda de unos proveedores y suministradores alternativos.
En este sentido, el sector alimenticio de Moscú tiene previsto reorientar y aprovechar, aún más, las ofertas de los productores de América del Sur, en especial Brasil.
Asimismo, considera a los países de la Comunidad de Estados Independientes, China y Asia Central como capaces de ampliar sus ofertas alimentarias a Rusia.
sexta-feira, 14 de março de 2014
A PROMOVER O IMPÉRIO DA AMÉRICA: GOLPE, PILHAGEM E DUPLICIDADE
Prosseguiremos com a identificação dos "ciclos" recentes da construção do império estado-unidense; os avanços e recuos; os métodos e estratégias; os resultados e perspectivas. Nosso foco principal é na dinâmica imperial que conduz os EUA rumo a maiores confrontações militares, até e incluindo condições que podem levar a uma guerra mundial.
Ciclos imperiais recentes
A construção do império estado-unidense não tem sido um processo linear. As décadas recentes apresentaram amplas evidências de experiências contraditórias. Sumariamente podemos identificar várias fases nas quais a construção do império experimentou avanços amplos e recuos drásticos – com as devidas cautelas. Estamos a examinar processos globais, nos quais também há contra-tendências limitadas. Em meio a avanços imperiais em grande escala, regiões particulares, países ou movimentos resistiram com êxito ou mesmo reverteram a investida imperial. Em segundo lugar, a natureza cíclica da construção do império de modo algum põe em dúvida o carácter imperial do estado e da economia e seu implacável impulso para dominar, explorar e acumular. Em terceiro lugar, os métodos e estratégicas que dirigem cada avanço imperial diferem de acordo com mudanças nos países alvo.
Ao longo dos últimos trinta anos podemos identificar três fases na construção do império.
O avanço imperial da década de 1980 a 2000
No período aproximadamente de meados da década de 1980 ao ano 2000, a construção do império expandiu-se a uma escala global.
(A) Expansão imperial nas antigas regiões comunistas. Os EUA e a UE penetraram e hegemonizaram a Europa do Leste; desintegraram e pilharam a Rússia e a URSS; privatizaram e desnacionalizaram centenas de milhares de milhões de dólares do valor de empresas públicas, meios de comunicação social e bancos, incorporaram bases milhares por todas a Europa do Leste na NATO e estabeleceram regimes satélites como cúmplices voluntários em conquistas imperiais na África, Médio Oriente e Ásia.
(B) Expansão imperial na América Latina. A partir do princípio da década de 1980 até o fim do século, a construção do império avançou por toda a América Latina sob a fórmula de "mercados livre e eleições livres".
Desde o México até a Argentina, regime neoliberais, centrados no império, privatizaram desnacionalizaram mais de 5000 empresas públicas e bancos, beneficiando multinacionais dos EUA e da UE. Líderes políticos alinharam-se com os EUA em fóruns internacionais. Generais latino-americanos responderam favoravelmente a operações militares centradas nos EUA. Banqueiros extraíram milhares de milhões em pagamentos de dívida e lavaram muitos milhares de milhões mais de dinheiro ilícito.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
O QUE O PAPA VEM FAZER NO BRASIL?
18 julho 2013, Blog do Emir Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
Emir Sader
Estava na programação do papa anterior, que o novo
papa cumpre, a visita ao Brasil. É claramente parte de um plano do Vaticano
para tentar recuperar terreno perdido nas últimas décadas no continente
considerado o mais católico do mundo.
O Papa João Paulo II havia feito uma opção estratégica de alinhamento com os
EUA e a Inglaterra, para protagonizar, junto com Ronald Reagan e Margareth
Thatcher, a ofensiva final contra a URSS, para provocar o desenlace favorável
ao bloco imperialista na guerra fria. Fez parte disso a repressão e o
enfraquecimento fundamental da teologia da libertação – que poderia ter sido a
versão popular do catolicismo.
A forte ofensiva do Vaticano contra a teologia da liberação matou a galinha dos
ovos de ouro do catolicismo e abriu campo para todas as variantes evangélicas,
que ocuparam o espaço que poderia ter sido ocupado pela teologia da libertação.
Ao invés de se fortalecer, a Igreja Católica entrou numa profunda – e provavelmente
irreversível – decadência.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Argentina/GOLPE DE MERCADO EN EUROPA
24 noviembre 2011/APAS Agencia Periodística de América del Sur http://www.prensamercosur.com.ar
Conceptos y escenarios conocidos
Análisis de la situación europea a la luz de un concepto y un escenario que Argentina ya transitó. La crisis económica mundial afecta a los centros capitalistas y se observan allí consecuencias ya padecidas –y en gran medida superadas- en nuestra región.
Por Carlos Pereyra Mele*
“Golpe de mercado es un término aparecido en la Argentina en 1989, para referirse a un cambio institucional irregular, causado por la presión de los agentes económicos, mediante mecanismos de mercado, como la inflación, el desabastecimiento, corridas bancarias, la suba de las tasas de interés, el lock out, etc. El golpe de mercado ha sido considerado una especie de golpe de Estado.” Wikipedia.
Primero se aplicó a los países periféricos y dependientes del Sur donde se impusieron -vía Consenso de Washington- la Libertad de comercio-Deuda externa impagable-Sistema financiero sin control-Banco Centrales sin control Estatal; modelo creado y difundido por la elite del “trilateralismo” y que comenzó a gestarse en los ‘70, se profundizó con el “Reganismo-Tacheriano” y alcanzó su máximo nivel con el llamado neoliberalismo después de la caída de la URSS.
Ahora las elites de este modelo dan una nueva vuelta de tuerca con sus periféricos en la eurozona. Como en la viejas películas de Hollywood: cualquier parecido con la realidad es pura casualidad.
Los PIIGs (Portugal, Irlanda, Italia y Grecia) están sufriendo en carne propia el desarrollo de políticas implementadas en su región mediante las cuales se les hizo creer en una realidad ficticia de crecimiento, donde la Unión Europea (UE) se transformó en una herramienta para aumentar las exportaciones de Alemania fundamentalmente, y secundariamente de Francia, vía el desarrollo de un sistema de libre comercio en la Unión.
Para ello prestó dinero a esos países, facilitó que las empresas importantes de los mismos fueran adquiridas por capitales alemanes y franceses, con herramientas como el Banco Central Europeo y regulaciones administrativas impuestas desde Bruselas.
Los PIIGs fueron incorporados a un modelo en el que una pequeña elite en esos países se enriqueció escandalosamente y se utilizó el argumento ideológico de que la UE prometía la prosperidad eterna; blindaba y eliminaba de Europa las crisis y sus nacionalismos peligrosos. Eran los tiempos de una España supuestamente octava economía del mundo, o una Irlanda presentada como ejemplo para los países emergentes.
Hoy, quien habla de ello, desapareció como un castillo de naipes y la elite trilateralista, para mantener sus privilegios, necesita la eliminación de los últimos resortes de soberanía nacional que les quedaban a los estados y han recurrido lisa y llanamente al Golpe de Estado en la modalidad “Golpe de Mercado” a partir de la instauración de “administraciones Tecnocráticas” en los PIIGs, imponiendo a miembros de su elite.
Ya lo había adelantado el presidente de la Comisión Europea, Joao Durao Barroso, en mayo del año pasado al declarar que, de no aceptarse las medidas de austeridad, la democracia peligraba en Grecia, España y Portugal.
En una nueva profundización, el 28 de septiembre de 2011, el Parlamento Europeo aprobó medidas de gran alcance que menoscaba la capacidad de los países de fijar y gestionar sus propios presupuestos y deudas soberanas. ¿Italia eligió a Mario Monti por Berlusconi y Grecia a Lucas Papademos por Papandreu? No han sido elegidos en las urnas, son ex-miembros de organismos financieros europeos, formados académicamente en EE.UU. y miembros de la Comisión Trilateral y de Goldman Sachs.
Con ellos en el poder, los PIIGs caen definitivamente bajo el control de los dictados del Fondo Monetario Internacional (FMI), del Banco Central Europeo (BCE), de la UE. Como ya lo vimos en el Tercer Mundo y ahora sucede en Europa, esos dictados tienen que ver con austeridad y privatización. Las funciones del gobierno son eliminadas o privatizadas, y los activos nacionales son vendidos. Poco a poco la nación Estado es desmantelada. Finalmente, las funciones primordiales que le quedan al gobierno son la represión policial de su propia población, y el cobro de impuestos para entregarlos a los banqueros.
Adiós a la autonomía de las naciones, a la voluntad soberana de los pueblos, a los avances de formas sociales más democráticas, directas, participativas y representativas que expresen acabadamente a los pueblos en su voluntad soberana y sus legítimas aspiraciones al bienestar y felicidad.
Este modelo de “administraciones Tecnocráticas” se intentó imponer en la Argentina en el 2002, cuando el FMI propuso a un miembro de sus filas -“experto en economía argentina”- para garantizarse el cumplimiento de los dictados de la elite trilateralista. La ruptura con ese organismo nos salvó de una catástrofe social mayor que a la que nos había llevado el neoliberalismo. Cabe la esperanza en la reacción de las sociedades europeas agredidas cambiando sus destinos, enfrentando y derrotando democráticamente a estos golpistas.
* El autor es licenciado en Ciencia Política. Analista Político, especialista en Geopolítica Suramericana, Prof. invitado Cátedra Libre del Pensamiento Nacional Unv. de la Patagonia; CEES y CIVIS.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Brasil/A MENTIRA DE 31 DE MARÇO DE 1964
1 abril 2011/Vermelho http://www.vermelho.org.br
No dia 1º de abril de 1964, a conspiração que uniu as altas esferas do empresariado brasileiro, os latifundiários, os chefes militares, a hierarquia católica conservadora e agentes do imperialismo dos EUA depuseram o presidente constitucional João Goulart e deram início à ditadura militar que marcou as duas décadas seguintes pelo sangue dos patriotas e democratas, pela destruição da democracia e do Estado de Direito no Brasil.
Desde aquele dia inaugural da ditadura, a data que tem sido lembrada é a da véspera, 31 de março, pela folclórica razão de que, sendo o 1º de abril o dia da mentira, o golpe militar se tornaria alvo de chacota entre o povo.
O 1º de abril teria sido o dia mais indicado para lembrar aquele episódio nefasto. Era mentira que os golpistas defendiam a democracia, como alegavam; não era verdade que defendessem a soberania brasileira nem o desenvolvimento do país.
Contra a democracia, rasgaram a Constituição, instituíram a legislação de exceção que permitiu a cassação de direitos políticos e democráticos e de mandatos eletivos, no esforço de eliminar do cenário político parlamentares, sindicalistas, democratas, patriotas, lideranças de trabalhadores e do povo, que não aceitavam o arbítrio da ditadura. O rosário de assassinatos, tortura, prisões ilegais, exílio e outras formas de opressão contra os que resistiam à ditadura é conhecido e o preço pago em sangue pelos brasileiros é irresgatável e inegociável.
Diziam que defendiam a nação contra a ameaça representada pela URSS e pelos comunistas no Brasil. Mas quem humilhou o país e desrespeitou a soberania nacional foram os generais e as classes dominantes que, com completo apoio da embaixada dos EUA, deram o golpe militar. Basta lembrar o discurso pronunciado pelo general Castello Branco, na sede do Itamaraty, em 31 de julho de 1964, onde o principal líder da conspiração golpista e então primeiro ocupante militar da Presidência da República defendeu a tese antinacional do alinhamento automático com os EUA, com a consequente limitação da soberania brasileira.
Em relação ao desenvolvimento, naquelas duas décadas a economia realmente cresceu. Mas não foi um desenvolvimento nacional: a internacionalização foi aprofundada como nunca, a dependência tecnológica foi agravada pela opção do crescimento com base em empresas estrangeiras, a distorção na distribuição de rendas e no agravamento dos já agudos problemas sociais foi gigantesca. A modernização conservadora do campo expulsou multidões para as periferias das cidades, onde o desemprego, a baixa renda e as precárias condições de moradia, educação e saúde formaram o caldo de cultura onde viceja a violência e a insegurança.
Do ponto de vista institucional, uma herança perversa e insepulta da ditadura militar é a impunidade da violência policial, que torna a polícia brasileira uma das mais violentas do mundo, com sua atuação marcada pela tortura como forma rotineira de investigação e a morte de suspeitos como uma prática cotidiana.
O que há a comemorar? Bem fizeram os atuais comandantes militares que, pela primeira vez em 47 anos, retiraram a lembrança do golpe de 1964 de sua agenda de comemorações, gesto simbólico do sentimento democrático que anima a nova geração de chefes militares.
A velha geração continua saudosa do poder irrestrito e irresponsável que exerceu naqueles anos de atentados contra a democracia e os democratas, como mostra o manifesto comemorativo divulgado pelos clubes Militar, Naval e da Aeronáutica, saudando o rompimento da democracia e a manutenção e agravamento de uma ordem injusta rejeitada pelos brasileiros e apoiada apenas pelas elites proprietárias e por seus aliados imperialistas.
Foi o regime da tortura e do assassinato político e seus remanescentes usam o prestígio que ainda lhes resta para acobertar aquelas práticas ilícitas e desumanas, rejeitando qualquer investigação daqueles crimes e opondo-se à formação da Comissão da Verdade para revelar à nação o rio de sangue que correu no país nos anos em que estavam no poder.
O golpe militar de 1964 é um fato da história que os brasileiros lamentam e não aceitam mais. A democracia brasileira se fortalece, apesar dos resmungos das viúvas da ditadura. E, hoje, a melhor maneira de lembrar aquele passado é homenagear os heróis da resistência, os patriotas, democratas, socialistas e comunistas que nunca aceitaram a mentira da ”Redentora” e verteram seu sangue pelos direitos do povo e dos trabalhadores e pela soberania da Pátria. Estes não podem ser esquecidos jamais.
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Exército manda que general se cale e cancela palestra pró-64
O Comando do Exército abortou na última hora uma palestra com potencial explosivo do diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), general Augusto Heleno, com apologia ao Golpe de 1964. O tema da palestra seria “A Contrarrevolução que Salvou o Brasil”.
A apresentação do general estava confirmada até as 17 horas de quarta-feira, quando chegou a ordem do comandante do Exército, Enzo Peri, determinando o cancelamento do evento. A apresentação ocorreria no mesmo dia em que Heleno, liderança expressiva na caserna, foi para a reserva.
Primeiro comandante brasileiro no Haiti, o general preferiu silenciar sobre o conteúdo da palestra e também sobre os motivos pelos quais o evento foi cancelado. Disse apenas que cumpriu ordem superior: “Recebi ordem. Sou militar, recebo ordem. Hierarquia e disciplina. Recebi a ordem ontem, no final da tarde. Tem uma frase famosa: nada a declarar”, afirmou Heleno.
O general se limitou a dizer que a abordagem seria exclusivamente "31 de março de 1964", mas não quis entrar em detalhes sobre o contexto histórico que seria levado aos colegas de farda. Nas redes sociais, militares se preparavam para o "desabafo de Heleno". Um oficial ouvido pelo jornal O Globo disse que o depoimento era aguardado com "grande expectativa".
Nesta semana, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, determinou aos comandantes das três Forças que não houvesse qualquer ato que exaltasse a data que deu início ao regime militar. Entretanto, como Heleno é general de quatro estrelas com grande destaque na tropa, coube ao comandante Enzo Peri a tarefa de impedir sua manifestação, às vésperas de sua aposentadoria.
Quanto às comemorações nos clubes militares, o ministério avalia que não tem como evitar ou tentar coibir manifestações de oficiais da reserva que estavam na ativa naquele período. (Da Redação, com informações do O Globo)





