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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Brasil/AVISO A MICHEL TEMER: A LUTA CONTINUA

4 de Setembro de 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Paulo Moreira Leite
Jornalista e escritor, é diretor do 247 em Brasília

Estive na tarde de ontem na avenida Paulista, onde participei da concentração em frente ao MASP. À noite, acompanhei de carro uma imensa passeata pela Rebouças que fez o trajeto da Paulista até o Largo da Batata. Um colega que assistiu a passagem dos manifestantes de cima de um viaduto calcula que o cortejo prolongou-se por duas horas e acredita que pelo menos 100 000 pessoas desfilaram perante seus olhos. Os organizadores fazem o mesmo cálculo. Numa reação sintomática, a Policia Militar preferiu não revelar  sua estimativa. Ficou feliz em porrada, quando o protesto já estava terminado e calmo. 

Os números de todo ato político sempre possuem um viés a favor ou contra. Sempre serão louvados por um lado e questionados pelo outro. Seu significado político não pode ser colocado em dúvida, porém. Os protestos de ontem indicam que a luta contra o governo Temer segue seu curso e pode até ganhar um fôlego maior.

Cinco dias depois do impeachment de Dilma Rousseff, a base social de trabalhadores, mulheres e jovens que se tornaram  alvo preferencial das reformas estruturais inscritas na prancheta do golpe foi  às ruas para dizer que não pretende ficar quieta e que

domingo, 17 de maio de 2015

EM ESTUDO NA ISLÂNDIA: RETIRAR AOS BANCOS COMERCIAIS A CAPACIDADE DE CRIAR MOEDA

14 maio 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Romaric Godin

Um relatório do Parlamento islandês sugere dar unicamente ao banco central o monopólio da criação monetária. Uma verdadeira revolução, se a ideia fosse aplicada.

Decididamente, a Islândia é o país da criatividade financeira. Depois de ter mostrado, em 2009, que existia efectivamente uma alternativa à transferência da dívida bancária para a dívida pública, a ilha nórdica poderia preparar-se para realizar uma grande experiência monetária.

Em 31 de Março, de facto, o presidente do comité de assuntos económicos do Althingi, o parlamento islandês, Frosti Sigurdjonsson, enviou um relatório ao primeiro-ministro, Sigmundur Gunnlaugsson, sobre a reforma do sistema monetário islandês. E é uma verdadeira revolução o que ele propõe.

A ausência de domínio do banco central sobre o sistema monetário
O relatório procura reduzir o risco de bolhas e de crises no país. Em 2009 a Islândia experimentou uma crise muito aguda que se seguiu a

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O GLOBO FAZ FICÇÃO CONTRA A PETROBRAS

22 fevereiro 2015, Blog do Miro http://altamiroborges.blogspot.com (Brasil)

Por Conceição Oliveira, no blog Maria Frô:

Michelle D. Vieira é funcionária da Petrobras. Em seu Facebook, escreveu um dos documentos mais representativos sobre o jornalismo ficcional praticado pela Globo. É um primor, vale cada linha.

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Carta aberta à Leticia Fernandes e ao jornal O Globo

Por Michelle Daher Vieira em seu Facebook

Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento “Sou Petrobras”, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos [1], a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho [2], sempre na intenção de desinformar a população e

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Brasil/UMA BREVE HISTÓRIA DA LUTA DA GRANDE MÍDIA CONTRA OS INTERESSES NACIONAIS



18 julho 2013, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)

Leandro Severo

Em 1941, enquanto milhões de homens e mulheres derramavam seu sangue pela liberdade nos campos da Europa e da União Soviética, a elite dos círculos financeiros dos Estados Unidos já traçava seus planos para o pós-guerra. Como afirmou Nelson Rockefeller, filho do magnata do petróleo John D. Rockefeller, em memorando que apresentava sua visão ao presidente Roosevelt: "Independente do resultado da guerra, com uma vitória alemã ou aliada, os Estados Unidos devem proteger sua posição internacional através do uso de meios econômicos que sejam competitivamente eficazes...” (COLBY, p.127, 1998). Seu objetivo: o domínio do comércio mundial, através da ocupação dos mercados e da posse das principais fontes de matéria-prima.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Brasil/Vídeo sobre protesto contra a Globo se espalha pela rede



17 de Julho de 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Na noite de quinta-feira (11), o 1º Grande Ato Contra o Monopólio da Mídia mobilizou milhares em frente da sede da Rede Globo, em São Paulo (SP). Veja o vídeo sobre o protesto, produzido pelo coletivo Nossa Tribo, que tentou postar inúmeras vezes no YouTube e relata que teve dificuldades.



"Este vídeo, que é a cobertura de um protesto contra a Rede Globo de Televisão,

terça-feira, 21 de maio de 2013

Argentina/O DEBATE INTERNACIONAL QUE A IMPRENSA ARGENTINA OMITIU



19 maio 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Um apaixonante debate na Universidade de Columbia sobre a concentração dos meios de comunicação, o acesso à informação e a liberdade de expressão, e seu reflexo distorcido nos maiores jornais argentinos, contando inclusive com a participação de seus diretores no debate. Stiglitz defendeu uma regulação estatal forte dos meios televisivos, por meio dos quais o cidadão médio se informa, para assegurar a diversidade, essencial para a democracia.

sábado, 14 de março de 2009

Bolivia/Diversidade em igualdade de condições: uma Constituição do século 21

Vice-presidente do Estado plurinacional boliviano fala sobre a Nova Constituiçao do país e a correlação de forças que a gerou

12 março 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Júlio Delmanto e Juliana Sada, de La Paz (Bolívia)

Como ato inaugural de uma série de debates sobre as modificações que a Bolívia sofrerá após a aprovação da nova Constituição Política do Estado, Álvaro García Linera, vice-presidente do Estado plurinacional boliviano, discursou nesta terça-feira, (10) sobre os rumos institucionais do país e o “desenho do novo Estado”.
Sob olhar atento e absolutamente silencioso dos cerca de 300 militantes e simpatizantes do Movimento Ao Socialismo – Instrumento Político Para Soberania dos Povos (MAS-IPSP, partido no poder desde a posse de Evo Morales em 2006), o intelectual e ex-guerrilheiro falou por duas horas acerca de suas concepções teóricas de organização estatal e das movimentações políticas e econômicas que alçaram outro “bloco histórico” ao posto de detentor da “hegemonia política, intelectual e moral” do país.
Trajando sobretudo e terno pretos, além de gravata e cabelo impecavelmente alinhados, Linera dividiu sua didática exposição em duas partes, uma mais teórica - com a definição de Estado e seu papel - e outra calcada na atual conjuntura boliviana, marcada pela ascensão de novos atores políticos ao poder, depois de quase duas décadas de um neoliberalismo devastador socialmente, responsável pelo desmanche do Estado pensado pelos nacionalistas da Revolução de 1952.
Segundo ele, cada Estado apresenta três “eixos transversais” que o definem: a institucionalidade (conjunto de normas, procedimentos, acordos e burocracias), arcabouço teórico e, principalmente, a correlação de forças que gera e sustenta a estes outros dois eixos. No caso boliviano, essa correlação estaria mudando de alguns anos para cá, em favor do movimento popular.
Além de detentor do “monopólio da coerção legítima”, o Estado possui o monopólio da capacidade “de representar a vontade geral da sociedade”, explica Linera. Mas como se daria esse processo em uma sociedade dividida em classes? “Esse é o grande desafio do Estado, converter a divisão em unidade, em biocoletivo”, o que só aconteceria quando uma classe ou bloco possuem a capacidade de “incorporar demandas e interesses do resto da sociedade”, constituindo o que Antonio Gramsci definiu como hegemonia.
Depois de cerca de 30 anos de “hegemonia pequeno burguesa”, representada pelo nacionalismo revolucionário triunfante em 1952, e de outros 20 nos quais a burguesia agroindustrial nacional, aliada ao capital estrangeiro, controlou o cenário político sob o ideário neoliberal, configura-se agora outra hegemonia na Bolívia, “articulada por um núcleo nacional popular”, segundo seu vice-presidente.
Ela começou a se formar em torno de sindicatos agrários, que depois incorporam juntas urbanas de vizinhos e movimento operário; a partir daí agrega-se a esse “bloco histórico” um setor intelectual urbano de classe média, formando o grupo hegemônico da Bolívia de hoje. Ao assumir o poder, esse bloco passa articular-se também com “outros setores médios urbanos” e “setores empresariais”, deixando de fora setores ligados ao investimento estrangeiro. Para Linera, “o núcleo desse bloco é campesino e vicinal urbano, é de natureza de classe distinta” ao que tradicionalmente dirigia o país.
Segundo García Linera, é essa mudança no bloco dirigente da Bolívia que explica as mudanças pelas quais o país tem passado nos últimos anos, especialmente após a chegada do MAS ao governo federal, com 54% dos votos. “Revolução não é invenção de movimento social ou partido político, é resultado dos desdobramentos de forças acumuladas por décadas na sociedade”, afirma.
Na época de hegemonia militar-nacionalista, “nao havia índios, somente bolivianos”; já no período neoliberal os indígenas tinham seu papel apenas no lado folclórico, turístico, diferentemente do presente momento, no qual “são a força motriz do novo Estado”. E com um detalhe muito importante: força motriz nao homogênea. Se nacionalistas revolucionários e neoliberais constituíam-se enquanto núcleos minimamente homogêneos entre si, o mesmo não se passa no atual bloco hegemônico, conformado por diferentes grupos políticos e étnicos, com suas respectivas tradições, culturas e visões de mundo.
É essa hetereogeinedade que explica a nova Constituição boliviana, segundo o vice-presidente. O texto anterior reconhecia idiomas e culturas distintos, mas “reconhecia a sociedade como plurinacional, não o Estado”, o que seria fundamental para “superar a colonização”, na opinião de Linera. Como exemplo, compara sua própria história de vida –intelectual, branco, proveniente da classe média – com a de Evo Morales, para mostrar como há diferentes tradições e concepções, pessoais e coletivas, conformando o bloco dirigente. Desta maneira, a configuração plurinacional do novo Estado “nao é impertinência teórica ou capricho intelectual, é demanda histórica. Como sentar-se juntos sem que um se sinta superior? Plurinacionalidade!”.
De acordo com o vice-presidente boliviano, esse novo bloco traz em si uma diversidade de práticas políticas, que o coloca como representante de uma “civilização distinta”, a “comunitária associativa”, apresentada em oposição à “mercantil moderna”. Dessa maneira, é essa diversidade política que gera a necessidade de novas alternativas institucionais, que prevejam, para além da democracia representativa, mecanismos de democracia participativa e comunitária. Linera aponta novas práticas educacionais como exemplo de tradução prática dos conceitos de um Estado plurinacional; assim, o fato do poder público propiciar educação primária e superior em línguas indígenas, além de abarcar tradições, mitos e heróis desses povos, representaria um passo importante na consolidação de uma igualdade substantiva entre os diferentes povos bolivianos.
Quanto ao argumento recorrentemente utilizado pela direita boliviana, de que MAS e o discurso de afirmação indígena estariam dividindo a Bolívia, Álvaro García Linera responde que não é a plurinacionalidade que irá dividir o país: “Toda sociedade do mundo está dividida, a pergunta é como construimos unidade. Uma opção é a colonial, valorando um só em detrimento da diversidade. Mas é uma unidade imposta, falsa”, por outro lado, há opção que ele acredita ter sido tomada atualmente no pais, a opção pela “diversidade em igualdade de condições e em enriquecimento mútuo”.
Com esta exposição, Linera define o que seriam as bases do Estado plurinacional que foi instaurado na Bolívia após a promulgação da constituição em sete de março. Em primeiro lugar, um novo bloco popular nacional está no poder e diferentemente de todos os outros já existentes no país traz dentro de si a diversidade social, transferindo-a ao Estado. Isto se traduz no reconhecimento estatal a diferentes instituições como, por exemplo, a justiça comunitária, e a coexistencia destas com as já existentes. Sendo fundamental para este processo que o funcionalismo publico esteja apto a falar ao menos outra língua além do castelhano.
Segundo o vice-presidente, é a coexistencia de diferentes instituições que difere a constituição boliviana de outras que já reconhecem idiomas distintos e ou originários como a canadense, belga ou indiana. Para ele, a Bolívia está na vanguarda porque reconhece também a diversidade quanto à matrizes organizativas: “É uma constituiçao do século 21”, resume.

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/agencia/internacional/diversidade-em-igualdade-de-condicoes-uma-constituicao-do-seculo-21