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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Brasil/AVISO A MICHEL TEMER: A LUTA CONTINUA

4 de Setembro de 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Paulo Moreira Leite
Jornalista e escritor, é diretor do 247 em Brasília

Estive na tarde de ontem na avenida Paulista, onde participei da concentração em frente ao MASP. À noite, acompanhei de carro uma imensa passeata pela Rebouças que fez o trajeto da Paulista até o Largo da Batata. Um colega que assistiu a passagem dos manifestantes de cima de um viaduto calcula que o cortejo prolongou-se por duas horas e acredita que pelo menos 100 000 pessoas desfilaram perante seus olhos. Os organizadores fazem o mesmo cálculo. Numa reação sintomática, a Policia Militar preferiu não revelar  sua estimativa. Ficou feliz em porrada, quando o protesto já estava terminado e calmo. 

Os números de todo ato político sempre possuem um viés a favor ou contra. Sempre serão louvados por um lado e questionados pelo outro. Seu significado político não pode ser colocado em dúvida, porém. Os protestos de ontem indicam que a luta contra o governo Temer segue seu curso e pode até ganhar um fôlego maior.

Cinco dias depois do impeachment de Dilma Rousseff, a base social de trabalhadores, mulheres e jovens que se tornaram  alvo preferencial das reformas estruturais inscritas na prancheta do golpe foi  às ruas para dizer que não pretende ficar quieta e que

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Brasil/GOLPE EMPURRA A NAÇÃO PARA UMA NOITE DE SÃO BARTOLOMEU

30 agosto 2016, Carta Maior EDITORIAL http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Dilma, no Senado, escancarou a inexistência de motivos reais para condená-la, exceto o assalto ao poder para destruir a proteção da sociedade contra o mercado


por: Saul Leblon

Um golpe não começa na véspera; nem define a sua sorte na manhã seguinte a do assalto ao poder. 

A participação segura e serena, mas assertiva da Presidenta Dilma na sessão desta segunda-feira, no Senado, surpreendeu os que imaginavam jogar ali a pá de cal em seu mandato.

O que se viu, ao contrário, foi uma chefe de governo no perfeito domínio de suas atribuições.

Dilma Rousseff se agigantou.

Diante de senadores apequenados, a repetir irrelevâncias como subterfúgio, ela escancarou a inexistência de motivos reais para condená-la, exceto o cobiçado assalto ao poder, dos que foram rejeitados pelas urnas.

Longe de ser o fim, a tentativa conservadora de inocular prostração na resistência democrática, marcou  ali  uma etapa dentro de