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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Moçambique/35 da independência: Recordar o passado a pensar no futuro

Amanhã Moçambique e o seu povo celebram mais um aniversário da Independência Nacional. Não é uma celebração comum. Passam 35 anos desde que o país foi declarado livre e independente do colonialismo, mudando a partir daí, a 25 de Junho de 1975, o rumo da sua história. Será uma oportunidade para os moçambicanos fazerem a retrospectiva do tempo percorrido, recordando o passado da epopeia libertadora e, ao mesmo tempo, repensar o futuro.

24 junho 2010/Notícias

Porque a dimensão político_histórica do acontecimento há muito ultrapassou as fronteiras nacionais, são esperados na capital do país alguns Chefes de Estado da região, com destaque para Robert Mugabe, do Zimbabwe, e do Botswana, Ian Khama; os monarcas da Swazilândia, Mswati-III, e do Lesotho, Letsie-III.

Também são aguardados na capital os antigos presidentes da África do Sul Thabo Mbeki; do Botswana, Quett Masire; da Tanzania, Benjamim Mkapa; da Namíbia, Sam Nujoma, e das Maurícias, bem como o Primeiro-Ministro da Namíbia; Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal; Presidente da Assembleia Nacional de Angola entre outras individualidades.

Teresa Monteiro, coordenadora do secretariado da Comissão Interministerial para Grandes Eventos Nacionais e Internacionais (CIGENI), garantiu ontem a jornalistas em Maputo que, em termos organizativos, tudo está a postos para que as celebrações dos 35 anos da independência nacional decorram num ambiente festivo, tranquilo e harmonioso.

Estão previstas réplicas dos festejos da efeméride em todas as províncias do país. Segundo o programa, após a deposição de uma coroa de flores no monumento erguido em homenagem aos heróis moçambicanos, o Chefe do Estado, altos dignitários do Estado, convidados estrangeiros, dirigentes governamentais, deputados da Assembleia da República, representantes de partidos políticos, da sociedade civil, autoridades religiosas e comunitárias e populares dirigir-se-ão à Praça da Independência, onde será cantado o Hino Nacional e disparadas 21 salvas de canhão.

Depois deste acto, o Presidente da República passará revista à guarda de honra, após o que receberá a tocha da Chama da Unidade para de seguida acender a pira colocada no local. Estão programados também um desfile civil-militar e orações religiosas.

O momento sublime das celebrações será marcado pelo discurso do Chefe do Estado à Nação. Todos os actos previstos serão antecedidos por momentos culturais, com destaque para a actuação de grupos provenientes de algumas províncias que, entretanto, já se encontram na capital do país.

Após o comício, o Presidente da República vai oferecer, na Ponta Vermelha, uma recepção aos convidados nacionais e estrangeiros. Para colorir a festa, está prevista a realização dum mega-espectáculo na Praça da Independência, no qual perfilarão grupos e nomes sonantes da música moçambicana.

Refira-se que a independência nacional foi proclamada, no Estádio da Machava, em Maputo, a 25 de Junho de 1975 pelo falecido Presidente Samora Machel, em nome de todos os moçambicanos.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

PR enaltece contribuição cubana na estabilidade de Angola e liberdade de África

Havana, 21 setembro 2007 (Dos enviados especiais) – O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, enalteceu hoje (sexta-feira), em Havana, a contribuição de Cuba na defesa da integridade e estabilidade de Angola, na libertação completa do continente africano e na constituição de um mundo de paz, de progresso, solidariedade e de justiça.


O Chefe de Estado falava num encontro com veteranos de guerra cubanos que participaram, ao lado de angolanos, nas guerras contra a invasão estrangeira a Angola e contribuíram para a estabilidade da região Austral.


“Em Angola estivemos presentes ombro a ombro, na luta contra o colonialismo português até a grande conquista da paz e da estabilidade da África Austral. Foram os combatentes cubanos, que ao lado de angolanos, namibianos e sul-africanos ajudaram a alterar o panorama político na África Austral”, sublinhou.


"Agradeço ao comandante Fidel Castro, Presidente de Cuba, que nos momentos mais difíceis da história da humanidade, do tempo da guerra fria, e numa altura que a situação em Angola parecia desesperada, respondeu ao apelo de Agostinho Neto, o primeiro presidente de Angola, para socorrer o povo angolano" - disse.


Adiantou que hoje Angola, Namíbia, Zimbabwe e África do sul são países que constroem novas realidades, adaptadas à realidade actual, continuando “a mesma luta, os mesmos objectivos tendo sempre como o centro das atenções a independência dos povos, e de cada um, a luta pelo bem- estar e a felicidade dos homens".

“A vitória é dos povos de Angola e de Cuba para que mostrássemos ao mundo que podemos resistir, realizar os nossos sonhos, mostrar uma alternativa àqueles que oprimem e exploram, um mundo melhor, de paz, progresso, solidariedade e de justiça", frisou.


Apontando para a plateia, disse: “Foram estes combatentes e outros que tombaram que completaram a tarefa da libertação total da África, com as independências da Namíbia e do Zimbabue e a abolição do Apartheid e a democratização da África do Sul, bem como a pacificação de Angola".


Considerou ser motivo de orgulho, de alegria e um previlégio estar com pessoas que deram o melhor de si durante muitos anos pela independência e liberdade dos povos, com vista a criar melhores condições de vida para os cidadãos.


Afirmou que cada uma deles, a maioria com mais de 65 anos de idade, tinha “histórias memoráveis por contar, episódios da vida por que passaram, de actos de bravura e de grande coragem, com uma vida legendária a favor dos povos oprimidos”.

Ouvido atentamente, por uma plateia dominada maioritariamente por indivíduos com mais de 65 anos de idade, sublinhou que há que se reparar o tempo perdido, pois a tarefa das lideranças para melhoria das condições de vida dos cidadãos ainda é gigantesca, os objectivos pelos quais os povos lutam são permanentes e os homens têm a ambição de viver cada vez melhor.


"Temos de continuar a lutar para alcançar os níveis dos países desenvolvidos, porque são tão homens como nós, têm a mesma inteligência que nós, e há países como Cuba cujas conquistas tecnológicas e nos domínios das saúde, da educação são reconhecidas. A forma como resiste a um brutal bloqueio económico ao mesmo tempo que consegue criar condições para o bem-estar para o seu povo é o exemplo desta inteligência, da firme vontade de lutar e vencer", referiu.


No encontro, os veteranos lembraram a “Operação Carlota” que consistia em ajudar os angolanos a alcançar a sua independência e a combater as forças estrangeiras que invadiam o país e tentavam impedir a sua autodeterminação.


Na mensagem lida no encontro, os veteranos afirmaram que as forças “internacionalistas” cubanas saíram de Angola, por força dos acordos de Nova Iorque, com a satisfação de dever cumprido.
(AngolaPress)