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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Angola/Estátua de Mwene Vunongue orgulho do povo Nganguela

23 agosto 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Carlos Paulino, Menongue

Um mês após a inauguração, a estátua de Mwene Vunongue, situada no largo com o mesmo nome, à entrada de Menongue, é já o principal cartão de visitas da cidade.

Dezenas de pessoas visitam o local todos os dias, para tirar fotografias ou saberem um pouco mais sobre o rei dos Nganguela.

Inaugurada a 28 de Julho último pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, a estátua em bronze mede 6,3 metros de altura e pesa 3,5 toneladas.

O rei é representado em vestes tradicionais, na altura confeccionadas com peles de onça, colares ao pescoço e uma lança na mão direita.

De nome materno Ndala Tchinhama, passou a chamar-se Mwene Vunongue após a ascensão ao trono. Augusto Cambinda Calilo, rei Mwene Vunongue VII, disse que

quarta-feira, 25 de março de 2015

Angola/MONUMENTO À LIBERDADE

25 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Artur Queiroz

No Triângulo do Tumpo a Bandeira Nacional foi hasteada nos pontos mais importantes da Batalha do Cuito Cuanavale, travada há 27 anos, entre as forças angolanas e as tropas do apartheid, reforçadas com os batalhões de Savimbi.

Uma aliança que acabou esmagada, no dia 27 de Março de 1987. A derrota dos invasores levou à libertação de Nelson Mandela, ao fim do regime de Pretória e à independência da Namíbia. Os combatentes construíram heroicamente no Cuando Cubango o monumento mundial da liberdade.

Os tanques Oliphant que há 27 anos  atacaram o Triângulo do Tumpo caíram nos campos de minas não convencionais, reforçadas com caixas de explosivos e bombas avariadas da aviação, obra do capitão Jorge, comandante da Engenharia Militar. O capitão Valeriano estava com os seus homens, na linha da frente. Montou num ardil aos invasores que lhes foi fatal.
 
“Durante o dia retirei os meus homens das suas posições e eles passaram a ponte sobre o rio Cuito. Eu sabia que o inimigo estava a vigiar os nossos movimentos. Mas pela calada da noite, com o máximo cuidado, regressámos. Quando os invasores nos atacaram, pensavam que

segunda-feira, 23 de março de 2015

Angola/CUITO CUANAVALE MUDOU A HISTÓRIA

23 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Adalberto Ceita


A Batalha do Cuito Cuanavale faz hoje mais um aniversário. Há 27 anos, os invasores sul-africanos e as tropas da UNITA foram derrotados no assalto final ao Triângulo do Tumpo.

Com suporte dos super-tanques de guerra “Oliphant” e os canhões G5, os invasores estavam convencidos do aniquilamento das FAPLA, que asseguravam a defesa do Cuito Cuanavale. Foram derrotados, e de um total de 20 super-tanques “Oliphant” que trouxeram para dentro de Angola só 13 conseguiram regressar e com sérias avarias. Alguns apenas andavam 500 metros por hora. Por isso, a retirada dos derrotados foi penosa. Outros três, um dos quais encontrado no teatro das operações militares em Dezembro de 2014, estão nas terras do Cuando Cubango e simbolizam a derrota dos invasores.
 
Estamos em Março de 1988. A 25ª Brigada comandada pelo capitão Valeriano e composta por valorosos combatentes das FAPLA tem a missão de defender o Triângulo do Tumpo, no Cuito Cuanavale, e impedir o avanço do exército sul-africano em

quinta-feira, 19 de março de 2015

Angola/MEMÓRIA DA GRANDE BATALHA

19 março 2015, Jornal de Angola EDITORIAL http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

O céu do Cuando Cubango no mês de Março está frequentemente carregado de nuvens e os fortes aguaceiros fazem transbordar os rios. As chanas alagadas e os lamaçais isolam vastas áreas da província. Neste quadro, há 27 anos, os angolanos escreviam páginas de ouro da História Universal.

O regime racista de Pretória começava a atolar-se nos pantanais do Chambinga, na nascente do Dala, nos afluentes do Tumpo, nas colinas que circundam o Cuito. E a vila do Cuito Cuanavale, com a sua preciosa base aérea, ali tão perto, dando às tropas invasoras e seus aliados internos, a ilusão de que era fácil conquistar o alvo.

Os dias de paz, estabilidade e democracia que hoje vivemos tiveram um ponto de partida: A estrondosa vitória dos angolanos na Batalha do Cuito Cuanavale. É da mais elementar justiça, mesmo uma obrigação, hoje honrar os heróis que defenderam a soberania nacional e libertaram o mundo do regime do apartheid de Pretória, o maior crime que alguma vez foi cometido contra a Humanidade, apoiado, directa ou indirectamente, pelas grandes potências ocidentais e os seus satélites amestrados. Os aviões que a 19 de Março de 1988 bombardearam o Triângulo do Tumpo eram “Mirage” franceses. Os “stingers” da UNITA disparados contra os MIG da Força Aérea Nacional foram oferecidos pelos EUA. As tropas de elite da artilharia sul-africana que

terça-feira, 10 de março de 2015

CUANDO CUBANGO

10 março 2015, Jornal de Angola EDITORIAL http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Angola e Argentina são dois países que possuem excelentes relações diplomáticas e de cooperação, facto que ficou bem patente na deslocação que a Presidente Cristina Kirchner efectuou ao nosso país em Maio de 2012 em visita oficial, trazendo uma comitiva numerosa. 
Naquela altura, foram assinados importantes acordos em áreas como Agricultura, Comércio, Indústria, Saúde, Cultura e Construção Civil, que constituíram uma rampa de lançamento para a efectivação de numerosas iniciativas.

A província do Cuando Cubango assinou um acordo de geminação com La Pampa, província da Argentina com o objectivo de exploraras vias através dos quais o investimento e as trocas comerciais se tornam uma realidade.  A experiência que a província do Cuando Cubango vive, fruto do acordo de geminação com a província argentina de La Pampa é única e

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Angola/A VERDADE SOBRE MAVINGA

25 setembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

O livro “War in Angola – The Final South Africa Phase” de Helmoed-Roemer Heitman é uma descrição minuciosa do modo como se desenrolaram os combates em Mavinga entre quatro Brigadas das FAPLA e fortes unidades militares da África do Sul e revela como a 47.ª Brigada angolana ocupou a antiga base logística da UNITA naquela cidade e resistiu de forma heróica às tentativas  e ordens do próprio P.W. Botha para ser desalojada.

As acções de guerra da África do Sul em Angola atingem o seu pico nos meses de Agosto e Setembro. O regime de apartheid aproveita o tempo seco para bombardear e ocupar partes do território angolano. A época das chuvas é reservada aos ataques da UNITA de Savimbi. Na desestabilização de Angola, durante a guerra, as tarefas estavam bem definidas.
 
Após a Independência, a primeira grande invasão sul-africana a Angola ocorre a 23 de Agosto de 1981, com a Operação “Ashakari”. Dois anos depois,