segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Equador/Correa expulsa funcionário da embaixada dos EUA

Claudia Jardim, de Caracas (Venezuela)

8 fevereiro 2009/BBC Brasil/Fonte: Pátria Latina

O presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou neste sábado a expulsão "em 48 horas" de um funcionário da embaixada dos Estados Unidos ao acusá-lo de condicionar uma ajuda financeira para a polícia equatoriana ao direito para que o governo americano selecionasse os responsáveis pelo desenvolvimento de um projeto antidrogas.
De acordo com o mandatário equatoriano, Armando Astorga, um dos diplomatas da embaixada dos EUA no Equador teria enviado uma carta à direção da polícia informando o fim de um convênio de US$340 mil, que seriam destinados à luta contra o contrabando.
A decisão do governo dos Estados Unidos seria uma resposta à negativa do Equador em permitir que o governo norte-americano indicasse os responsáveis pela aplicação e desenvolvimento do convênio de cooperação.
Na avaliação do governo equatoriano a proposta era um atentado à soberania do Equador. "Se trata de uma descarada e malcriada intervenção de um funcionário da embaixada dos EUA em assuntos do nosso país".
Correa deu 48 horas para o diplomata americano deixar o país. "Aqui não vamos aceitar que ninguém nos trate como colônia", afirmou.
O presidente equatoriano disse que entregará uma carta na próxima segunda-feira à embaixada dos EUA dispensando também os US$ 160 mil anuais que os EUA outorgariam em apoio logístico e operativo para a construção de uma unidade contra o tráfico de pessoas.
"Senhor Astorga, fique com seu dinheiro sujo, não precisamos dele, aqui há dignidade. (...) O Equador não precisa da caridade de ninguém", disse Correa.
Segundo Correa, com o fechamento da base militar americana em Manta (Equador) prevista para 2010, o governo dos EUA teria pedido autorização para aterrissar, em território equatoriano, aviões de controle antidrogas.
O presidente andino disse que também condicionará o pouso das aeronaves a que seu governo qualifique os pilotos dos aviões "para que não entre nenhum delinquente em nosso país".

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