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terça-feira, 6 de novembro de 2007

Brasil/Governo estuda reforço da embaixada na China

São Paulo, Brasil, 6 novembro 2007 - O governo brasileiro está a analisar a eventual ampliação da embaixada em Pequim para reforçar as relações com a China, disse segunda-feira à macauhub o secretário de imprensa do ministério brasileiro das Relações Exteriores.
Fábio Rocha Frederico disse que “existe a possibilidade” de que a embaixada brasileira em Pequim seja ampliada, embora tenha realçado que “não há ainda uma posição final” sobre o tema.
“Queremos aprofundar as nossas relações com parceiros não tradicionais, como a África e a Ásia. O chanceler Celso Amorim já manifestou o desejo de que 2008 seja um ano dedicado à Ásia no Brasil”, disse o secretário de Imprensa.
As declarações do Itamaraty surgem após um pedido feito pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), entidade que reúne empresas como Vale do Rio Doce, Embraer e Odebrecht entre seus associados brasileiros. O grupo fez a reivindicação directamente ao chanceler brasileiro no Fórum Económico Mundial, realizado em Setembro em Dalian, na China.
O secretário-executivo CEBC, Rodrigo Maciel, disse em entrevista à macauhub que a embaixada brasileira em Pequim “conta atualmente um corpo de trabalho reduzido, o que prejudica as atividades diárias da instituição e, consequentemente atrapalha o andamento das relações entre Brasil e China”.
Uma das sugestões do CEBC é a emissão mais rápida de vistos de entrada no Brasil, alvo de “reclamação constante por parte dos empresários (chineses)”.
O representante do Itamaraty disse que a questão dos vistos é tratada com base na reciprocidade: com relação a cidadãos chineses, o Brasil segue a mesma política adoptada por Pequim nos pedidos feitos por brasileiros.
Rocha Frederico, porém, diz não ver problemas quanto à emissão de vistos. “Temos prazos, mas somos flexíveis. Não há dificuldades”, afirmou. (macauhub)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Cabo Verde/Governo quer diversificar relações para mobilizar novos parceiros

Cidade da Praia, 23 outubro 2007 - O governo de Cabo Verde quer reforçar relações diplomáticas com países como Senegal, Brasil ou Rússia, para assim "conseguir mobilizar parcerias" na nova fase de país de rendimento médio.
Cabo Verde passa a fazer parte, a partir de um de Janeiro de 2008, do grupo de países de rendimento médio, pelo que irá perder alguns dos apoios que tinha até agora da comunidade internacional.
É por isso que, segundo o primeiro-ministro, que falava segunda-feira numa conferência organizada pela ONU sobre a graduação do país, é preciso "mobilizar novas parcerias" e ter "uma política de vizinhança inteligente", que passa por reforçar as relações com o Senegal, Marrocos, Mauritânia e Brasil.
A estratégia cabo-verdiana passa ainda pelo reforço das relações diplomáticas com a Rússia, com países do golfo-pérsico e com a China, "para diversificar a rede de relações no sentido de conseguir mobilizar parcerias".
Também os principais parceiros de Cabo Verde (como Portugal), vão ser convidados a mudar o tipo de apoio que prestam agora, adaptando-o à nova situação, disse aos jornalistas o ministro da Economia, José Brito.
Cabo Verde já está na transição para graduação de país de rendimento médio, o dia 01 de Janeiro "é só uma data" e o governo encara a situação na perspectiva de que quer colocar o arquipélago no grupo de países desenvolvidos e não de rendimento médio, disse o ministro.
Ainda assim, avisou, Cabo Verde tem vulnerabilidades, como a falta de água e a grande dependência em relação ao exterior, que só podem ser combatidas com muito trabalho.
Cabo Verde foi admitido pela ONU na categoria de países menos avançados (PMA) em 1977, dois anos após a independência.
Em 2004, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu graduar o país, elevando-o à categoria de rendimento médio, mas deu um período de três anos para Cabo Verde preparar, em colaboração com os parceiros bilaterais e multilaterais,uma estratégia de transição de forma a que a "promoção" não se torne um entrave ao desenvolvimento do arquipélago.
Até agora Cabo Verde conseguiu satisfazer dois critérios de graduação, o rendimento per capita e o índice de desenvolvimento do capital humano. No entanto está longe de atingir o terceiro critério, o índice de vulnerabilidade económica, reconhece o Comité de Políticas de Desenvolvimento da ONU.
Em termos de vulnerabilidade económica, Cabo Verde é o sétimo mais vulnerável de todos os países menos avançados.
Economicamente, Cabo Verde continua a depender fortemente de dois factores externos: a ajuda pública ao desenvolvimento e as remessas da comunidade na diáspora.
Entre 1997 e 2001 mais de 80 por cento dos investimentos públicos foram financiados pela ajuda pública ao desenvolvimento.
No mesmo período, as remessas dos emigrantes contabilizaram entre 12 a 14 por cento do PIB, três vezes superior às exportações de mercadorias e cerca de 2,5 vezes mais do que as receitas do turismo.
Actualmente as remessas dos emigrantes tendem a diminuir mas estão a aumentar as receitas provenientes do turismo.
Entre 2000 e 2005 o PIB cresceu em média 5,7 por cento, verificando-se uma melhoria significativa do padrão médio de vida, com o PIB per capita a crescer em média 3,6 por cento.
Segundo estimativas, se o PIB continuar a crescer no mesmo ritmo a pobreza em Cabo Verde poderá reduzir-se a metade do valor de 1990 antes de 2015. (AngolaPress)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Congo/Brasil: Executivos assinam quatro acordos de cooperação

Brazzaville, 17 outubro 2007 - Quatro novos acordos nos domínios da saúde e da agricultura foram assinados terça-feira pelos Governos do Congo e do Brasil, com vista a reforçar a cooperação entre os dois países, no termo de uma visita de 24 horas do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Brazzaville, informou hoje a "Panapress".
Segundo a fonte, estes acordos abrangem um apoio aos programas congoleses de luta contra o paludismo e a sida, a formação de recursos humanos e a transferência de tecnologia, bem como a cultura da cana-de-açúcar e da palmeira de dendém.

"Estes acordos inauguram uma nova era nas relações entre o Congo e o Brasil.
Ao deixar o Congo, estou certo que plantamos uma nova árvore nas relações entre os nossos dois Estados", declarou Lula da Silva, durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo congolês, Denis Sassou Nguesso.

"A nossa visita ao Congo é uma nova partida nas relações frutuosas entre os dois países", congratulou-se o chefe do Estado brasileiro, acrescentando que Brasília está a tomar uma decisão relativa à dívida congolesa estimada em 400 milhões de dólares, que propôs transformá-la em oferta de serviço, ou a sua anulação, respeitando os acordos do Brasil com o Clube de Paris.

"Nos próximos dias, vamos tomar uma decisão para o tratamento da dívida congolesa", insistiu o Presidente Lula da Silva, reafirmando a disponibilidade do seu Governo em progredir nas negociações com vista a chegar a uma solução através dos acordos específicos que reflectem a solidariedade do Brasil para com o continente africano.

Por seu turno, o chefe de Estado congolês convidou os empresários brasileiros a investir no Congo, porque numerosas oportunidades existem no seu país.

"Exorto-vos a vir investir no Congo", lançou Sassou Nguesso, na abertura de um seminário de empresários brasileiros e congoleses destinado à apresentação das oportunidades dos dois países.

Esta visita é a primeira de um Presidente do Brasil ao Congo desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois Estados em Março de 1980.
O Presidente do Brasil deixou Brazzaville terça-feira à tarde para a África do Sul, terceira etapa de uma digressão africana que já o conduziu ao Burkina Faso. (AngolaPress)