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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Portugal vai financiar três barragens em Cabo Verde

Praia, Cabo Verde, 11 agosto 2009 - Portugal vai financiar a construção de três barragens para a retenção de águas pluviais em Cabo Verde, no âmbito dum pacote financeiro de 100 milhões de euros, adiantou segunda-feira na Praia fonte do Ministério do Ambiente cabo-verdiano.

As três barragens serão construídas nas localidades de Salineiro, no concelho da Ribeira Grande (Cidade Velha), de Tabugal, em Santa Catarina, e de Faveta, em São Salvador do Mundo (Picos), todas na ilha de Santiago, onde se situa a barragem de Poilão, a única no país, erguida em 2006.

O arranque das obras, que permitirão a retenção de grandes quantidades da água da chuva, que se perde no mar, está previsto para o início de 2010.

O ministro do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos de Cabo Verde, José Maria Veiga, disse que já estão a ser efectuados trabalhos preliminares no sentido de ultimar os estudos de viabilidade dos projectos a que se segue o lançamento dos concursos de adjudicação das obras às empresas escolhidas.

O pacote financeiro concedido por Portugal prevê ainda, além das três barragens, o desenvolvimento de projectos nas áreas das energias renováveis, a construção de diques de correcção torrencial e ainda a realização de 70 furos de captação de água no subsolo, de modo a permitir mais recursos para irrigar áreas ciclicamente afectadas por secas prolongadas.

José Maria Veiga anunciou ainda que o Governo cabo-verdiano está a trabalhar com outros parceiros para obter novos financiamentos visando a construção de mais barragens e um melhor aproveitamento das bacias hidrográficas.

A barragem de Poilão, construída por técnicos chineses na bacia hidrográfica de Ribeira Seca, permite a irrigação de 65 hectares de terrenos, e proporciona emprego a centenas de famílias das localidades vizinhas.

A barragem tem 26 metros de altura, 15 metros de comprimento e uma albufeira com capacidade para armazenar 1,7 milhões metros cúbicos de água. (macauhub)

sábado, 6 de outubro de 2007

Moçambique/Noruegueses avaliam recursos pesqueiros

A costa moçambicana está, desde a semana passada, a ser alvo de uma pesquisa que visa fazer o levantamento de todos os recursos pesqueiros existentes.

Maputo, 5 outubro 2007 - Trata-se de segundo estudo do género realizado no pais desde a independência nacional (1975), sendo que, desta vez, irá também apurar os efeitos do aquecimento global nos recursos pesqueiros.

Segundo uma fonte do ministério das Pescas, este trabalho irá ditar as medidas a tomar para a continuação da exploração desses recursos no país.

O estudo está a ser realizado pelo cruzeiro norueguês de pesquisa 'Dr. Fridtjof Nansen', em Maputo no quadro das comemorações dos 30 anos da cooperação entre aquele reino e Moçambique no domínio das pescas.

Falando na ocasião da recepção do cruzeiro, o Ministro das Pescas, Cadmiel Muthemba, enalteceu a importância desse estudo uma vez que deverá contribuir para a melhoria das condições de vida da população residente ao longo da costa moçambicana, com mais de 2.700 quilómetros de extensão.

”Desde sempre defendemos uma pesca baseada no conhecimento, daí terem sido realizados estudos nessa área logo depois da independência nacional, em 1975”, disse o Ministro.

Cadmiel Muthemba referiu que a informação recolhida na primeira pesquisa permitiu a elaboração do Plano Director das Pescas até agora em vigor no país.

Por seu turno, o embaixador da Noruega em Moçambique, Thorbjorn Gaustadsather, disse que este tipo de pesquisa, combinada a gestão, formação e educação sobre esta matéria, constitui uma componente importante para o combate a pesca ilegal.

”A pesca ilegal representa uma perda anual de quase nove biliões de dólares norte-americanos ao nível global. Em Moçambique esta perda atinge perto de 40 milhões de dólares”, disse.

Assim, ele defendeu a necessidade de o país trabalhar mais no sentido de garantir uma gestão sustentável dos recursos marinhos.

Esta pesquisa irá decorrer durante 90 dias, envolvendo igualmente técnicos noruegueses, moçambicanos e de alguns países da África Austral. (Notícias)