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segunda-feira, 21 de março de 2016

Brasil/CNBB não aceita que aproveitem crise para dar golpe, diz bispo

20 março 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Dom Ailton Menegussi, bispo da Diocese de Crateús, rejeitou de forma enfática a tentativa golpista da oposição que investe contra a presidenta Dilma Rousseff. “Não aceitamos que partido político nenhum aproveite-se dessa crise para dar golpe no país”, disse, falando pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 


Segundo ele, nenhum bispo do Brasil concorda com corrupção e todos apoiam que investigações sejam feitas, denúncias sejam apuradas e, “uma vez provadas – não antes”, que se punam os culpados. “Mas os culpados não são desse partido ou daquele só, não. Tem corrupto em tudo que é partido”, discursou, sob palmas dos fiéis, em Tauá, no Sertão cearense.

O bispo afirmou ainda que “a corrupção não foi inventada de 15 anos para cá, não sejamos inocentes”. Para Menegussi, o que está acontecendo é que agora se está permitindo que “as coisas apareçam”.

“Não vamos apoiar troca de governo, de pessoas interesseiras, que querem se apossar porque são carreiristas. Tem muita gente posando de santinho, mas que nunca pensou em pobre. Fazem discurso bonito porque querem o poder. E com isso a CNBB não concorda”, criticou.

O religioso foi duro nas críticas à seletividade das denúncias. “Sabemos que há um monte de processo contra outros políticos, que são engavetados, mas, quando se trata de um governo que nasceu dos pobres, esse é criminoso. Nós não pensamos assim”, disse. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Moçambique/Membros das Forças Armadas não pertencem a nenhum grupo

14 outubro 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

O Ministro da Defesa Nacional reiterou, em Chimoio, que os membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) não pertencem a nenhum grupo étnico, a nenhuma região do país, a nenhuma religião e a nenhuma cor partidária. Que eles são sim, e apenas isso, moçambicanos dispostos e disponíveis para defender todo o povo do Rovuma ao Maputo e do Zumbu ao Índico.

“A vossa religião é a paz, sempre a paz no nosso solo pátrio. Este é o sonho do povo moçambicano, que vos incumbiu esta missão desde o dia em que juraram a Bandeira!”, lembrou Salvador Mtumuke, falando sábado em Chimoio no encerramento dos cursos de promoção a capitão e complementar de alferes milicianos das FADM.

O governante defendeu, na ocasião, que no actual contexto, em que se assistem às mudanças estruturais e substanciais de âmbito nacional, regional e mundial, a garantia da defesa, salvaguarda da independência e da integridade territorial continua a

segunda-feira, 27 de julho de 2015

MAIOR BATALHA DA ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA É CONTRA O GOLPE MIDIÁTICO

25 julho 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Por Pedro Aguiar, no site Opera Mundi

O maior confronto enfrentado na América Latina atualmente é “a batalha midiática”, desde pelo menos o ano de 2002, quando a tentativa frustrada de derrubar Hugo Chávez na Venezuela deu início a um novo tipo de golpe de Estado, o “golpe midiático”, transferindo aos meios de comunicação privados o papel de partido político nas oposições aos governos da “guinada à esquerda”.

A avaliação foi feita pelo jornalista e professor Ignacio Ramonet, ex-editor do jornal Le Monde Diplomatique, na palestra de abertura do congresso “Comunicação e Integração Latino-Americana”, realizado entre os dias 22 e 23 de julho em Quito, capital do Equador.

Organizado pelo Ciespal (Centro Internacional de Estudos Superiores da Comunicação para a América Latina), o evento comemora nesta sexta-feira (24) os dez anos de fundação da Telesur, canal multinacional de televisão mantido por diversos governos da região. Fundada por iniciativa de Chávez três anos após o golpe fracassado, a emissora nasceu com o papel de promover uma alternativa na cobertura das notícias latino-americanas, feita por jornalistas e comunicadores da própria região.

“Nos últimos 15 anos, todos os governos progressistas que chegaram ao poder democraticamente na região vêm sendo mantidos por via eleitoral. Nenhum deles foi derrotado nas urnas. Por isso, a resistência à mudança vem sendo cada vez mais brutal, apelando para