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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Brasil/Aquecimento global não pode passar de dois graus, alerta conselho

Alana Gandra/Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro, 19 setembro 2007 - O presidente executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Fernando Almeida, disse hoje (19) na Conferência Intwernacional Rio + 15 que os países já aceitam algum nível de aquecimento atmosférico no planeta, mas reconhecem a necessidade de se estabelecer um teto. “Não pode passar de dois graus", argumentou.

Ele considerou fundamental acelerar o processo de “descarbonização” do mundo, via mudança de matriz energética, reposicionamento de energias difíceis e revisão também da questão automobilística. “Isso significa dar rapidez e escala a esse processo, ou não haverá tempo – conviveremos com catástrofes como o [furacão] Katrina, no sul dos Estados Unidos, ou o Catarina, no sul do Brasil”, indicou.

Para Almeida, a meta conjunta estabelecida pelo Protocolo de Quioto de redução de 5,2% das emissões de gás carbônico até 2012 é "irrisória". Ele comentou que “naquele momento, tinha que ser 60% e por isso hoje nós já estamos com emissão em torno de 7,8 gigatoneladas de carbono, podendo chegar a 16 gigatoneladas de carbono de gases supostamente causadores do efeito estufa, o que geraria uma concentração de mil partes por milhão (ppms) em 2050".

Com as medidas sugeridas por ele, esse teto seria de cerca de 9 gigatoneladas de carbono, produzindo uma concentração na atmosfera abaixo de 550 partes por milhão, o que daria um aquecimento de dois graus, no máximo.

“Nós necessitamos de operadores para fazer isso, de lideranças que saibam o que estão fazendo e tenham a capacidade de operar essa mudança para um mundo muito menos poluído", disse. Na comemoração da Rio + 15, acrescentou, o que se espera são compromissos e resultados.


O executivo avaliou que a participação das empresas e sua conscientização nesse processo de mudança global não é homogênea. Ele informou que existem setores que já perceberam que a sua própria sobrevivência depende de uma postura ética e correta em relação à questão do aquecimento global e a outras questões, como a realização de contratos adequados, a não-utilização de crianças em trabalho escravo.

Os setores que mais têm problemas nessas áreas são os que apresentam mais risco de desaparecer, alertou, e listou aqueles relacionados à área de petróleo como os mais poluentes. Em contrapartida, disse, o setor de seguros está entre os mais preocupados com o aquecimento global, assim como os ligados à inovação tecnológica, à informática.

Almeida lembrou ainda que as montadoras automobilísticas já procuram criar modelos híbridos e poderão passar, em seguida, para os carros movidos a células de energia.


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/19/materia.2007-09-19.4307504349/view

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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Brasil/Redução do desmatamento na Amazônia evitou emissão de 410 milhões de toneladas de gás carbônico, diz Lula

Marcela Rebelo / Repórter da Agência Brasil


Brasília, 13 Agosto 2007 - A redução de 25% na taxa de desmatamento na Amazônia, entre agosto de 2005 e julho de 2006, evitou a emissão de 410 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) e a destruição de 600 milhões de árvores. A informação foi dada hoje (13) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa Café com o Presidente.


"Estou convencido de que é plenamente possível crescer preservando a natureza. O desafio que está colocado para nós é como utilizar a floresta e a preservação ambiental como forma de fazer com que a vida das pessoas seja melhorada", ressaltou Lula.

Para o presidente, a preservação do meio ambiente é "condição básica" para que o Brasil conquiste mais credibilidade no exterior. Lula disse ainda que é possível desenvolver a agricultura brasileira sem invadir a Amazônia. "Temos áreas enormes já degradadas que podem ser utilizadas para o plantio, sem precisar adentrar em áreas que nós precisamos preservar", afirmou.

O presidente destacou a redução anual na taxa de desmatamento. "A área desmatada, em 2004, foi de 27 mil quilômetros quadrados. Em 2005, foi de 18 mil quilômetros quadrados. E, em 2006, caiu para 14 mil quilômetros quadrados", ressaltou.

De acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil libera na atmosfera cerca de 1 bilhão de toneladas por ano de gás carbônico – um dos principais gases que agravam o aquecimento global. Segundo o ministério, 75% desse total se devem à derrubada de árvores.

Os dados sobre a redução de 25% na taxa de desmatamento na Amazônia foram divulgados por um grupo interministerial na última sexta-feira (10).

Leia aqui a íntegra do Café com o Presidente.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/08/13/materia.2007-08-13.5818567551/view