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domingo, 25 de janeiro de 2015

Abya Yala, Patria Grande, Argentina/CRISTINA SOMOS TODOS

24 janeiro 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Cristina somos todos porque todos os nossos países são vítimas de manipulações torpes como essa de que hoje é alvo Cristina Kirchner e a democracia argentina.


por Emir Sader, Blog do Emir


“Excelentíssimos cadáveres”, o notável filme do recém falecido diretor italiano Francesco Rosi, passado na Sicília, já apontava para a manipulação de cadáveres em circunstâncias políticas. Se investigamos a história política da América Latina, nos deparamos muitas vezes com essa mistura macabra de mortos e política.

A própria vitória eleitoral de Salvador Allende, em 1970, no Chile, foi colocada em risco pela aparição, morto, do Comandante em Chefe das FFAA, numa tentativa desesperada dos golpistas de impedir a posse do presidente socialista. Mais recentemente, quando se encaminhava a vitória da Dilma no primeiro turno das eleições, um até hoje não esclarecido acidente de avião provocou a morte de um candidato e a colocação de outra na disputa, redistribuindo as cartas do baralho e quase levando à vitória da direita.           

A Argentina é o novo cenário desses “excelentíssimos cadáveres”. Tudo muito suspeito, como convem à manipulação política de

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O CASO DA DÍVIDA ARGENTINA

10 agosto 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Prabhat Patnaik*

O que está a acontecer à dívida da Argentina neste momento é instrutivo para todos. Na década de 1990, quando Carlos Menem era o presidente, o seu governo ensaiou o que considerava ser uma brilhante ideia neoliberal. Ele manteve o valor da divisa argentina ligada (pegged) ao US dólar (no rácio 1:1) através do denominado sistema "currency board" , na esperança de que isto mantivesse alta a "confiança do investidor" naquele país. O raciocínio era simples: se o dólar é considerado pelos possuidores de riqueza de todo o mundo como sendo "tão bom quanto o ouro", então se a divisa argentina estiver ligada ao dólar tornar-se-ia também "tão boa quanto o ouro", e nesse caso o capital afluiria à Argentina.

Assim, se uma divisa ficar ligada ao dólar, então a oferta monetária interna fica ligada ao montante de haveres em dólar que o país dispõe. Isto acontece porque se as pessoas quiserem cambiar da divisa interna para

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A CONTRAOFENSIVA DA DIREITA INTERNACIONAL

21 junho 2014,Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

 

por Emir Sader
Blog do Emir

A nova ofensiva contra a Argentina tem que ser respondida por todos os governos latino-americanos que são igualmente vitimas do capital especulativo.

A nova ação dos fundos abutre contra a Argentina faz parte de uma contraofensiva mais ampla da direita internacional contra os países progressistas da América Latina. Conduzida por suas principais vozes na mídia – Financial Times, Wall Street Journal, The Economist, El País – atacam sistematicamente esses governos, que não aceitaram os ditames do Consenso de Washington. E por isso mesmo conseguiram contornar a recessão capitalista internacional, que se instalou já faz mais de 6 anos no centro mesmo do sistema, arrasando os direitos sociais, sem prazo para terminar.

Por isso os países latino-americanos que seguiram crescendo e distribuindo renda, diminuindo a desigualdade que aumenta exponencialmente no centro do sistema, são um fator de perturbação, são a prova concreta que outra forma de enfrentar a crise é possível. Que se pode distribuir renda, recuperar o papel ativo do Estado, apoiar-se nos países do Sul do mundo e resistir à crise.

Daí a contraofensiva atual, que busca demonstrar