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Nesta
semana, as Forças Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (Farc-EP) e
o governo do presidente Juan Manuel Santos conseguiram um importante acordo
sobre a participação política da guerrilha. Apesar de parcial, foi
considerado "fundamental" pelas partes que discutem o fim do
conflito armado, que já dura mais de meio século. Em maio deste anos,
fecharam também um consenso sobre o primeiro ponto da agenda, o tema agrário.
Leia a seguir os principais destaques destes acordos:
Plano Brazil
Farc
estão próximas de um acordo sobre participação política
Participação política
- Criar
"circunscrições transitórias especiais de paz" para promover a
participação política das regiões isoladas e mais afetadas pelo conflito, que
terão uma representação especial na Câmara de Representantes do Congresso.
-
Desenvolver um sistema integral que proteja e garanta a vida e a liberdade de
opinião dos políticos, com enfoque especial no respeito ao novo movimento que
surgir
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Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Colômbia/Principais pontos dos acordos entre Farc e governo colombiano
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Brasil/Grito dos Excluídos prepara protestos em todo o País
Movimento dos Trabalhadores rurais Sem Terra (MST) http://www.mst.org.br
29 agosto 2008
Neste ano de 2008, o Grito dos Excluídos sai às ruas para questionar o modelo econômico que privilegia os grandes negócios em detrimento do pequeno e médio empreendimento e das iniciativas comunitárias. Tanto no campo como na cidade. Questiona as ações que não colocam o ser humano em primeiro lugar e destróem a biodiversidade. Protesta também contra as políticas compensatórias que substituem a implantação de políticas sociais públicas, e grita em favor da preservação das conquistas trabalhistas históricas.
O 14.º Grito dos Excluídos luta pela vida em primeiro lugar, com direitos e participação popular. Por isso, propõe a defesa da economia solidária, a distribuição de renda, a pesquisa sobre fontes energéticas alternativas, a implantação de políticas públicas básicas, como saúde, educação de qualidade, emprego, transporte, moradia e todos os direitos elementares dos trabalhadores.
O Grito protesta veementemente contra as chacinas e a ‘limpeza’ urbana, contra a repressão policial e a falta de liberdade para os moradores de rua nas grandes cidades. Grita pelo direito dos cidadãos circularem livremente nos centros urbanos. O Grito não aceita e condena a perseguição contra os Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, tratados como criminosos, especialmente no Rio Grande do Sul.
Em tempos de eleições, o Grito reivindica mais participação popular em cada um dos quase 5.600 municípios que vão renovar o seu comando local.
Em São Paulo, está marcada uma coletiva para o dia 4 de setembro, às 14h30.
Estarão presentes D. Pedro Luiz Stringhini, João Pedro Stedile, entre representantes de movimentos sociais, como o Movimento Pelos Direitos da População em Situação de Rua de São Paulo, a 11.ª Romaria a Pé, a 21.ª Romaria dos Trabalhadores.
COLETIVA - GRITO DOS EXCLUÍDOS 2008
Dia 4/9, quinta-feira, às 14h30
Na CNBB - Regional Sul I
Rua Sebastião Soares de Faria, 57 – 5.º andar, Bela Vista
MAIS INFORMAÇÕES:
Secretaria do Grito dos Excluídos
Fone: 2272-0627
Falar com: Ari Alberti
Correio eletrônico: gritonacional@ig.com.br
Clique aqui e recomende esta página.
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=5749
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quarta-feira, 23 de julho de 2008
Brasil/Economia solidária não é só para pobres, afirma secretário
23 julho 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
Brasília - A economia solidária não é exclusivamente destinada aos pobres. A afirmação foi feita hoje (23) pelo secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer, durante seminário sobre avanços, desafios e perspectivas dessa área.
“Os mais pobres, que têm menos oportunidades, se aproveitam mais da economia solidária, porque, se não aproveitarem, não conseguem viver. Mas a economia solidária é para todas as classes”, resumiu.
Segundo Singer, a economia solidária é uma prática econômica associativa, que busca democratizar o lucro – todos os sócios trabalham e são donos do empreendimento. De acordo com ele, 44% desss associações estão no campo, a maioria na Região Nordeste. Existem mais de 20 mil empresa solidárias em todo o país, com cerca de 1,7 milhão de sócios.
Para o secretário, a moeda social é um dos avanços da economia solidária, servindo como dinheiro para determinados grupos, pois as economias mais carentes sofrem com escassez de dinheiro. Singer citou o Banco Palmas, em Fortaleza, que atende a 30 mil famílias, como um exemplo de banco comunitário que usa a moeda social.
Na opinião de Paul Singer, o seminário de hoje serviu para tratar da relação entre o governo brasileiro e os movimentos sociais que adotam essa prática econômica. “Os governos têm um relação antagônica com a economia solidária, porque querem apoiar a economia solidária, mas também apóiam a economia capitalista”, afirmou.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/23/materia.2008-07-23.4037010370/view
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
A TERRA E O NOSSO FUTURO
O tempo e o horizonte da agricultura familiar
Paul Singer compara o modo como o agronegócio empresarial e a agricultura familiar se relacionam com o tempo: para o primeiro, a relação com o tempo é medida pelos prazos de envios dos relatórios à bolsa de valores a cada três meses. Já para a agricultura familiar, o horizonte são as gerações, os filhos e os netos. Essa diferença diz muito sobre os conceitos de desenvolvimento e progresso em debate hoje.
Katarina Peixoto
Data: 26/06/2008/Agência Carta Maior http://www.cartamaior.com.br
Falando sobre agricultura familiar e economia no campo brasileiro, Paul Singer, Secretário Nacional de Economia Solidária fez uma platéia de quase mil pessoas poder refletir sobre tempo, natureza humana e temporalidade das ações, na relação com o meio ambiente. O fôlego e a densidade do debate aberto pelo professor titular em macroeconomia da USP, contudo, não assustaram os participantes desta I Conferência Nacional. Nem poderiam. Com a simplicidade que lhe é característica, o professor analisou alguns dos problemas que têm contribuído para que a relação entre a humanidade e o planeta tenha tomado a forma de uma contradição manifesta. E a aparência de um destino.
Um desses problemas é o modo como as atividades econômicas produtivas e lucrativas se relacionam com o tempo. Para o agronegócio empresarial que transformou a agricultura num dos braços do mercado de commodities, a relação com o tempo é medida pelos prazos de envios dos relatórios e balanços financeiros à bolsa de valores, em regra, a cada três meses. Já para a agricultura familiar, anotou Paul Singer, “o horizonte são as gerações, dos seus filhos, dos seus netos”.
Um horizonte mais largo é por si só uma diferença importante? A destruição da natureza pelo homem é medida somente pelo tempo? Não, mas a qualidade das mudanças provocadas pelas atividades econômicas determinam, pelo menos ao longo dos últimos séculos, a temporalidade da vida na sociedade e, por conseguinte, da relação dos homens com a exploração, dominação e uso dos recursos da natureza. E é nessa qualidade que reside a diferença entre o potencial predatório do mercado de commodities em relação, por exemplo, à atividade econômica da agricultura familiar.
Porque essa diferença evidencia que a qualidade das mudanças nos preços de commodities não depende de contrapartidas ou referências reais para se constituir, de modo que pode nunca deixar de ser uma mera arbitrariedade, não à toa chamada por Marx de fetiche. No reino da troca absoluta, nada se mede na realidade e a mudança deixa de ser categoria determinante da inteligibilidade dos fenômenos sociais.
E é assim, despedindo-se da realidade, que a lógica capitalista se permite destruir recursos naturais como fosse uma conseqüência, se assim se pode dizer, natural. Em contrapartida, marcar o tempo na duração de gerações constitui uma qualidade completamente distinta de mudança na natureza, sobretudo na atual quadra histórica. Entender essa diferença, contudo, não requer compromissos com versões finalistas da história: não é o progresso versus o atraso o que explica a diferença entre a temporalidade do mercado de commodities e a temporalidade marcada nos rostos e na carne das pessoas que vivem de, com e através dos recursos naturais, como é o caso da agricultura familiar, exemplarmente.
Disso se segue que não se trata de julgar a velocidade do mercado de commodities em oposição, puramente ideológica, à atividade produtiva das populações que produzem alimentos, segundo padrões sustentáveis, mas de levar o tempo a sério, como uma das características que determinam o estado das coisas no mundo, entre elas, a da atual crise de alimentos.
Pode parecer evidente que a velocidade de uma colheita não é comparável à avaliação de preços numa tarde da Bolsa de Mercadorias Futuras. Então, o que é mesmo que torna essa velocidade um problema sério, inclusive quanto ao meio ambiente? Paul Singer responde a essa pergunta possível com um olhar prudente sobre a construção de modelos de sociedades, sobretudo a partir de “postulados” a respeito da natureza humana, isto é, a partir de abstrações; um olhar, vale dizer, que vê no diagnóstico das teorias neoclássicas da natureza humana um problema: se a medida do tempo não é única, quando tomada com referência às coisas que mudam e que são mudadas na natureza, faz sentido referir-se aos homens como indivíduos prontos e acabados?
Com que autoridade se deduz e pretende legitimar um sistema econômico e político a partir de postulações sobre a natureza humana? Não estaria ela, a própria natureza humana, submetida ao tempo? Ou seria um conceito estático, caído no planeta recentemente, vindo sabe-se lá de onde? Para Singer, nós não apenas não conhecemos a natureza humana e não podemos pensá-la a despeito do fato de que ela está sempre mudando.
Qual ou quais as contrapartidas às marchas do tempo de que se fazem as histórias, do capitalismo e das suas resistências? Qual o pressuposto metodológico que autoriza o marxismo a, desde sempre, sustentar a sua crítica à economia política em todas as suas variantes? O pressuposto é uma unidade entre pensamento e experiência, entre sujeito e objeto, entre intenção e extensão, que tornou a história e o pensamento do tempo histórico elementos centrais para o entendimento e a superação das contradições incontornáveis do capitalismo, que hoje ganham a dimensão de ameaça climática e alimentar, no planeta.
É um pressuposto de que a prática ensina, à medida que a intenção organiza, e que autorizou Marx a ratificar a tese de que o conceito sem a intuição é vazio e de que a intuição sem o conceito é cega. É assim que as idéias e o exemplo de Paul Singer ganham, devidamente, força. Com a defesa de que o papel dos que pensam é observar, entender, examinar e experimentar, e não postular sociedades e homens fictícios.
“Portanto”, disse enfaticamente o professor, “não temos modelo, e eu gostaria de afirmar isso com muita convicção a vocês”. Na autocrítica ao método, se assim se pode dizer, socialista, de que Singer se disse herdeiro, ele acrescenta o compromisso de tentar fazer empiricamente, segundo o velho método da tentativa e erro. Assim não se corre o risco, hoje mais evidente que nunca, de destruir, devastar e matar de fome. Assim não se perde a medida real do tempo, para se submeter ao espaço e ao poder que o delírio fetichista tem imposto às economias e estômagos do mundo, sobretudo do mundo pobre e já faminto.
A medida real do tempo se faz de quê, afinal? Da vida das pessoas, de gente e do Planeta. Pode-se considerar a economia solidária como uma utopia; ou uma das iniciativas ingênuas e evasivas que caracterizaram a história da resistência moral à miséria que o avanço do capitalismo deixa como rastro. O problema dessa acusação não é tampouco só de natureza moral – ainda que também o seja -; nem é o preço que ela tem a pagar – que já está pagando; o problema dessa acusação é o destino de Baixio das Bestas, para o campo e as cidades brasileiras.
Na abertura do mais vigoroso e bem dirigido filme brasileiro dos últimos anos, Baixio das Bestas, de Cláudio Assis, pode-se ler uma referência que talvez esclareça esse lembrete: “O tempo vai consumir os engenhos, a usina, a mim e a você”, porque, ao contrário do delírio das variantes da economia política do século XIX, cada vez mais capengas e autoritárias, nem o mercado, nem a natureza humana são eternos. Talvez seja isso, afinal, o que a atual crise global de preços e de abastecimento deixe como evidência, empiricamente verificável: a contradição entre humanidade e planeta não é destino.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15077&alterarHomeAtual=1
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Pequenos produtores do Mercosul receberão incentivos para ampliar negócios
Ivan Richard
Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
Brasília, 29 maio 2008 - Pequenos produtores e empreendedores das regiões de fronteira entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai terão incentivos para abrir ou ampliar seus negócios. Projeto desenvolvido em parceria pelos países-membros do Mercosul vai permitir a implantação de centros de produção e comercialização que darão apoio a empreendimentos nos setores de Turismo, Agricultura Familiar e Artesanato.
Hoje (29), representantes dos quatro países estão reunidos em Buenos Aires, na Argentina, para definir os últimos detalhes do programa, que deve ser apresentado, no dia 13 de junho, pelos ministros de Desenvolvimento Social dos países envolvidos.
De acordo com o diretor da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Crispim Moreira, serão investidos US$ 55 milhões e cerca de 10 mil famílias serão beneficiadas. Os recursos, explicou, sairão do Fundo do Mercosul para Projetos Sociais, formado por capital de todos os países do bloco.
Segundo Moreira, a idéia do projeto é transferir recursos para que as famílias comprem equipamentos, recebam capacitação e assessoria. Com isso, poderão aumentar a renda e a viabilidade de seus empreendimentos na faixa de fronteira.
“Nos nossos territórios há muita situação de pobreza, falta de trabalho ou baixa renda das famílias, assim como nos municípios dos nossos irmãos. Também há uma forte iniciativa de empreendimentos associativos. A idéia é fortalecer a economia solidária de tal forma que as famílias possam gerar seus próprios empreendimentos.”
Dos cinco centros, três serão implantados no Brasil: um em Foz do Iguaçu (PR) outro em Chuí (RS) e o terceiro em Uruguaiana (RS).
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/29/materia.2008-05-29.0895632294/view