Mostrando postagens com marcador Syngenta Seeds. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Syngenta Seeds. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de novembro de 2007

Swazilandia/Amigos da Terra querem Syngenta fora da América Latina

Portal do MST/9 noviembre 2007

Reunidos em fórum internacional em Ezulwini, Swazilandia, entre o 6 e o 9 de novembro de 2007, os Amigos da Terra Internacional manifestaram sua solidariedade com a Via Campesina, em decorrência da ação de seguranças contratados pela multinacional Syngenta Seeds, que no dia 21 de outubro assassinaram o trabalhador rural Valmir da Mota Oliveira, o Keno, de 34 anos.

“Sentimo-nos muito afetados pela perda do companheiro Keno, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil (MST), por causa de outra repudiável mostra da ação criminal das corporações e suas milícias armadas”, diz a nota enviada ao MST no Brasil, que segue reproduzida logo abaixo.

Fuera Syngenta de América Latina

Estimados compañeros de La Vía Campesina

Reunidos en nuestra reunión internacional inter asambleas em Ezulwini, Swazilandia, entre el 6 al 9 de noviembre de 2007 Amigos de la Tierra Internacional, manifestamos nuestra solidaridad con la Via Campesina.

Nos sentimos muy afectados por la pérdida del companhero Keno, dirigente del Movimiento de Trabajadores Rurales Sin Tierra de Brasil (MST), a causa de otra repudiable muestra del accionar criminal de las corporaciones.

Queremos que sepan que estamos junto a ustedes en esta lucha contra las corporaciones y el agronegocio, porque sabemos que no son compatibles con la construcción de sociedades justas y sustentables para nuestros pueblos.

Finalmente, expresamos nuevamente nuestro apoyo a la Vía Campesina por su rol preponderante en asegurar la Soberanía Alimentaria de los pueblos, proceso en el cual compartimos el mismo sendero.

Federación Amigos de la Tierra Internacional

8 de noviembre de 2007

Ezulwini, Swazilandia

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4493

Na Venezuela, militantes protestam contra assassinato de Sem Terra

Claudia Jardim, de Caracas (Venezuela)/ Portal do MST/9 novembro 2007

Justiça. Essa foi a palavra de ordem que marcou o ato da Via Campesina na Venezuela em frente à embaixada da Suíça, em repúdio pelo assassinato do trabalhador rural Sem Terra Valmir Mota de Oliveira, o Keno.
Keno foi assassinado em 21 de outubro por pistoleiros de uma milícia armada contratada pela multinacional Syngenta Seeds, após uma ocupação na área da empresa no município de Santa Tereza do Oeste, Paraná. Outros seis integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina foram feridos no ataque e estão hospitalizados.
“Agora as transnacionais não somente violam as legislações do país. Com essa ação inauguram a violência como mecanismo para garantir seus interesses”, avalia Joaquin Piñero, da Via Campesina.
A manifestação em Caracas é apenas uma das dezenas de manifestações simultâneas organizadas pela Via Campesina na quinta-feira, dia 8. Embaixadas da Suíça e sedes da Syngenta serão palcos de outros atos de repúdio em diversos países.
“A Via Campesina manifesta seu mais enérgico repúdio à ação covarde, violenta e fascista da empresa suíça Syngenta contra as famílias Sem Terra do Brasil. Exigimos punição exemplar aos diretores dessa empresa responsáveis por esse ato terrorista. Exigimos proteção às vidas dos dirigentes e famílias acampadas nessa área”, diz documento assinado por mais de 50 organizações sociais, o qual foi entregue pela Via Campesina às embaixadas da Suíça e do Brasil.
“Nós lamentamos o incidente, mas acreditamos que a responsabilidade está nas mãos da justiça brasileira”, disse o encarregado de negócios suíço.
A Via Campesina e o MST exigem também a expropriação da área utilizada pela Syngenta e que em seu lugar seja desenvolvido um centro de agroecologia e reprodução de sementes crioulas “para a Reforma Agrária, a agricultura familiar e camponesa para assim garantir a soberana alimentar brasileira”, reitera Piñero.
Além da Syngenta, outra transnacional está na mira dos trabalhadores rurais Sem Terra. A Monsanto - que introduziu ilegalmente a semente de soja transgênica no sul do Brasil - também será alvo de manifestações e denúncias por parte das organizações camponesas que integram a Via Campesina.

Histórico de violações
A empresa suíça Syngenta começou a atuar no Brasil no início de 2001. Em março de 2006, dezenas de famílias camponesas ocuparam o campo experimental localizado em Santa Teresa do Oeste, no Paraná.
A ocupação teve como objetivo denunciar ao governo federal que a transnacional violava a Constituição ao cultivar ilegalmente sementes transgênicas de soja e milho dentro da zona de amortecimento do Parque Nacional Iguaçu. Em julho deste ano, as 70 famílias acampadas deixaram a área após serem ameaçadas.
No dia 21 de outubro, as famílias reocuparam o campo experimental. No mesmo dia, um ônibus que transportava aproximadamente 40 seguranças da Syngenta chegou à entrada do campo experimental. Os funcionários armados entraram disparando na direção das famílias. Nessa ação Keno foi assassinado e os trabalhadores Sem Terra Gentil Couto Vieira, Jonas Gomes de Queiroz, Domingos Barretos e Hudson Cardin. Izabel Nascimento de Souza foi espancada e, agachada, levou um tiro no olho. Ela já não corre risco de vida, mas perdeu a visão.
A Syngenta contratava serviços de segurança que atuavam de forma irregular na região articulados com a Sociedade Rural da Região Oeste (SRO) e o Movimento dos Produtores Rurais (MPR). Uma das diretoras da empresa de segurança NF foi presa e o proprietário fugiu durante uma operação da Polícia Federal em outubro, quando foram apreendidas munições e armas ilegais.
Há indícios de que a empresa funciona como fachada e que na hora das operações são contratados mais seguranças de forma ilegal, formando uma milícia armada que atua praticando despejos violentos e ataques a acampamentos.
No dia 18 de novembro, a denúncia da atuação de milícias armadas ligadas à SRO, ao MPR e à Syngenta, na região Oeste, foi reforçada durante uma audiência pública, com a coordenação da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal dos Deputados (CDHM), em Curitiba (PR).
O assassinato de Keno, assim como de outros camponeses Sem Terra assassinados, continuam impunes.

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4497


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Brasil/Participantes de Conferência assinam manifesto em repúdio a Syngenta

Portal do MST/5 novembro 2007

Reunidos na I Conferência Nacional Popular de Agroernergia, mais de 500 militantes de movimentos sociais assinaram uma carta de repúdio à ação da Syngenta Seedes no Paraná. Na carta os participantes do encontro reafirmam que vão seguir lutando com mais força e vigor pelas bandeiras que nortearam a vida de Keno, assassinado no dia 21 de outubro.

MANIFESTO DA I CONFERENCIA NACIONAL POPULAR SOBRE AGROENERGIA SOBRE A EXECUÇÃO DO COMPANHEIRO KENO PELAS MILÍCIAS ARMADAS DA SYNGENTA SEEDS

Nós, cerca de 500 militantes de todos os estados do país e de vários países da América Latina, reunidos na cidade de Curitiba na I Conferência Nacional Popular sobre Agroenergia, tomamos conhecimento do fato que os pistoleiros envolvidos no assassinato do nosso companheiro Valmir Mota de Oliveira, o Keno, foram soltos. Os sete membros da milícia da Syngenta Seeds responderão o processo em liberdade.

Não podemos nos calar diante desse fato. Não podemos deixar de manifestar nossa indignação diante de mais um caso em que a Justiça favorece os poderosos. O Poder Judiciário de Casacavel, ao libertar os assassinos no mesmo dia em que trabalhadores rurais reconheceram o pistoleiro que atirou em Keno, mostra que a Justiça em Cascavel não é cega. Que está claramente ao lado da Sociedade Rural do Oeste do Paraná (SRO) e da Syngenta.

O assassinato de Keno ocorreu no dia 21 de outubro, após a reocupação do campo de experimentos transgênicos da Syngenta, em Santa Tereza do Oeste, quando mais de 40 pistoleiros a serviço da transnacional atacaram os trabalhadores e trabalhadoras rurais de maneira brutal e covarde. Entretanto, é importante assinalarmos que os pistoleiros que atiraram nos trabalhadores rurais não agiram por conta própria. Agiram sob as ordens da Syngenta Seeds, a quem serviam.

Este é mais um crime dessa transnacional que em 2006, estava cultivando experimentos de sementes transgênicas, dentro da zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, o que era proibido pela Lei de Biossegurança. A empresa agia ilegalmente,pois deveriam respeitar uma distância de 10 km de parques e unidades de conversação, e os cultivos transgênicos da empresa estavam a 4 km do Parque. A transnacional foi multada pelo IBAMA em R$ 1 milhão de reais, por desrespeitar a Lei de Biossegurança. Mas nunca pagou a dívida. A Syngenta Seeds utiliza a reserva da Mata Atlântica, contaminando a biodiversidade e produzindo poluentes que agridem o meio ambiente os seres humanos.

Keno, juntamente com outras centenas de militantes, havia ajudado a denunciar os crimes da Syngenta há mais de um ano. Por isso estava marcado para morrer, tendo recebido várias ameaças de pistoleiros contratados pela transnacional.

Keno foi assassinado porque lutava contra as injustiças sociais, contra o latifúndio e o capital. Temos certeza de que se não tivesse assassinado, ele estaria aqui conosco, ajudando a construir uma proposta dos movimentos sociais para a soberania energética e alimentar. Porque o que estamos debatendo nesta conferência é exatamente tudo aquilo pelo qual keno lutou: a reforma agrária, a defesa das sementes crioulas, o combate aos transgênicos, aos monocultivos, à sanha do agronegócio e das transnacionais como a Syngenta Seeds.

Vivemos tempos difíceis, em que cada vez mais se invertem os valores. Usineiros responsáveis pela mutilação e morte de cortadores de cana são transformados em heróis. Os grandes capitalistas da indústria e do sistema financeiro são tratados como empreendedores e fomentadores do progresso e do desenvolvimento. Venera-se o Mercado como se este tivesse a solução para os problemas do povo brasileiro.

Enquanto isso, quilombolas, indígenas e ambientalistas são vistos como entraves ao desenvolvimento. E movimentos sociais são cada vez mais criminalizados. Celebra-se a Morte ao invés de se celebrar a Vida.

A Syngenta, junto com outras empresas como a Monsanto, querem deter o controle de toda a cadeia alimentar, da semente ao prato. Afrontam a nossa soberania nacional, atacam a nossa soberania alimentar. E, em vez de serem punidas, essas empresas são agraciadas com financiamentos, benesses e favorecimentos.

Não aceitamos esta situação. Não podemos permitir que a morte de Keno se transforme em mais um caso na longa história de impunidades. Não podemos aceitar que os responsáveis por sua morte permaneçam livres. E, principalmente. Não podemos sequer admitir a hipótese de que a Syngenta Seeds, que contrata pistoleiros e forma milícias armadas para assassinar trabalhadores, permaneça impune.

Não podemos permitir que a Syngenta prossiga semeando as suas sementes da Morte, da anti-Vida, da destruição ambiental e da miséria social produzidas em seus laboratórios de transgenia. Por isso nós, cerca de 500 militantes participantes da I Conferencia Nacional popular sobre agroenergia, manifestamos nossa decisão irresoluta de seguir lutando com mais força e vigor pelas bandeiras que nortearam a vida de Keno e de outras centenas de mártires do povo brasileiro. Queremos reforma agrária e justiça social. Queremos um Brasil justo, soberano, solidário e igualitário para o povo brasileiro!

Punição aos assassinos de Keno!

Queremos a syngenta fora do Brasil!

Keno vive!

A luta continua!

I Conferência Nacional Popular sobre Agroenergia

Curitiba, 30 de outubro de 2007.

sábado, 3 de novembro de 2007

Brasil/Vía Campesina realizará día de protesta contra acciones de Syngenta Seeds




Foto: Valmir Mota de Oliveira, campesino asesinado por pistoleros contratados por la transnacional suiza Syngenta Seeds

(ADITAL) Agencia de Información Fray Tito para América Latina / www.adital.com.br / 1 novembro 2007

La Comisión Coordinadora Internacional de la Vía Campesina (CCI) y organizaciones amigas llaman la población a realizar, el 8 de noviembre, un día de protestas frente a las oficinas de la transnacional suiza Syngenta Seeds en sus respectivos países, en solidariedad al campesino Valmir Mota de Oliveira, conocido como Keno, asesinado el 21 de octubre, durante una acción de la milicia armada de la empresa de seguridad contratada por la transnacional, en Santa Tereza do Oeste, en el estado de Paraná.
La entidad pide a la población que se entreguen oficios a las embajadas de Suiza y Brasil con demandas como el castigo a los actores materiales e intelectuales del crimen, la expropiación de las áreas de Syngenta para la producción de semillas criollas y la expulsión de Syngenta de Brasil.

El pedido es dirigido también al presidente de la republica de Brasil, Luis Ináio Lula Da Silva, a lo cual la CCI solicita que adopte medidas para asegurar la integridad física de las campesinos amenazados por los pistoleros contratados por Syngenta.

El área de Syngenta fue ocupada por segunda vez, la semana pasada (21/10), por cerca de 200 integrantes de Vía Campesina que denunciaban la realización de experimentos con organismos genéticamente modificados y la multiplicación de semillas de maíz transgénico, incumpliendo leyes federales y estatales.

De acuerdo con la Vía Campesina, el mismo día, pistoleros invadieron el campamento Tierra Libre de Campesinos del Movimiento Sin Tierra (MST), afiliados a la Vía Campesina en Paraná, asesinando de dos disparos a quemarropa al Keno. La entidad relata también que muchos campesinos fueron amenazados de muerte por los criminosos.

En una nota divulgada el viernes (26/10), la Amnistía Internacional expresó preocupación por la seguridad de los 200 agricultores Sin Tierra que continúan acampados en el área y pidió que las autoridades investiguen el ataque.

Al publicar en medio impreso, haga el favor de citar la fuente y enviar copia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará – Brasil

Para recibir el Boletín de Noticias de Adital escriba a adital@adital.com.br