2 setembro 2014, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br (Brasil)
As ruas pediram, Dilma tentou, mas são os movimentos
sociais que encampam a bandeira da uma mudança estrutural na política
brasileira
Por Bruno Pavan
A série de protestos que foram chamados de “Jornadas de
junho” em 2013 ainda é motivo para dezenas de análises. O que começou com um
questionamento do transporte público nas capitais, passou por uma
solidariedade às vítimas de violência policial e desaguou numa crise de
representatividade dos que estavam nas ruas contra os partidos políticos.
Abr “Jornadas de junho” em
2013
As placas de “não me representam” tomaram conta das ruas
por todo o Brasil chegando, inclusive, a fazer a presidenta Dilma Rousseff
chamar uma rede nacional para se posicionar e procurar dar resposta às ruas.
Em um dos cinco pontos levantados, a presidenta anunciou a convocação da
criação de um plebiscito popular para uma Constituinte exclusiva do sistema
político.
Resumindo, o governo faria uma consulta em que
questionaria a população de seu desejo de eleger um Congresso exclusivamente
para traçar um novo sistema político no Brasil. Horas depois, deputados,
ministros e até o vice-presidente da República jogavam água fria na ideia da
presidenta.
Acontece que a sociedade aproveitou o espaço aberto na
discussão para
