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sábado, 8 de agosto de 2015

CINCO LIÇÕES E UMA CONCLUSÃO ACERCA DO CASO SYRIZA

4 agosto 2015, Diario Liberdade http://www.diarioliberdade.org (Galiza)


Os Estados Unidos da Europa 
capitalista, nunca existirão. 
V.I. Lenine

Deixai, o vós que entrais, toda a esperança
Estas palavras eu vi em letreiro escuro
Por cima de uma porta escrito.

A Divina Comédia, Dante, canto III, 3


1ª LIÇÃO – As Regras ou o poder do iníquo e do absurdo 

Contra o povo grego argumentou-se com "as regras". É uma dogmática anti humanista, que ataca tudo o que de progressista se afirmou na Europa desde há séculos – não apenas na UE. Mas é uma mentira, a regra única que substitui todas as outras é adotar o que sirva aos sectores financos dominantes.

As regras foram violadas nos "planos de resgate", para salvar os bancos. O BCE deixou os juros subirem descontroladamente em nome do "mercado", mas em nome do mercado a UE devia ter deixado falir bancos fraudulentos e atulhados em produtos financeiramente tóxicos. Ao contrário esses prejuízos foram passados para os Estados promovendo o seu endividamento.

A UE viola as regras com o quantitative easing de 60 mil milhões de euros mensais aos bancos; viola ao autorizar o resgate de bancos privados com dinheiros públicos, mas é necessária autorização para recapitalizar empresas públicas. Violam-se regras ao deixarem sem liquidez os bancos gregos. Violam-se regras quando decisões são tomadas pelo Eurogrupo uma entidade sem existência formal, que decide à revelia da Comissão, do Concelho, do Parlamento. As regras destinam-se a que os povos deixem de democraticamente decidir as políticas dos seus países, não tenham poder sobre os seus orçamentos e a democracia seja subvertida com argumentos para satisfazer a finança.

2ª LIÇÃO – Democracia e Soberania ou o totalitarismo do poder hegemónico 

"O governo grego prestou um mau serviço à causa europeia (?) ao tentar criar a ideia que poderia usar a democracia nacional contra a UE" (!!), diz um "europeísta" que "não há festa nem festança a que não seja chamado". 
[1] Os princípios da soberania, as garantias de liberdade e democracia previstos nas Constituições perdem-se. A democracia, passa a um formalismo sem conteúdo real,

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Brasil/Descoberta civilização pré-europeia na Amazónia

29 agosto 2008/DN online (Portugal)

Na Amazónia brasileira, investigadores brasileiros e norte-americanos descobriram os restos de uma complexa sociedade urbana que floresceu na região antes da chegada dos europeus. As cidades tinham praças, fossos defensivos e paliçadas, e estavam ligadas entre si por uma extensa rede de caminhos

Rede urbana complexa revelada por arqueólogos

Não são exactamente as cidades com telhados cobertos de ouro que os descobridores europeus tanto procuraram, há 500 anos. Mas a descoberta na floresta amazónica, na região brasileira de Xingu, de antigas urbes ligadas entre si por uma extensa rede de caminhos, revela que afinal existia ali, antes da chegada dos europeus, uma sociedade humana mais complexa do que se pensava.

A investigação arqueológica, realizada por uma equipa de cientistas norte-americanos e brasileiros, e publicada hoje na revista Science, revela a existência, nas regiões norte e centro do Brasil, de restos de complexos habitacionais que lembram em dimensão as cidades medievais na Europa, ou a polis, na Antiga Grécia, segundo os autores do artigo.

Aquelas cidades, anteriores a 1500 e hoje engolidas pela vegetação da floresta tropical, eram no entanto "mais complexas, do ponto de vista do seu planeamento, do que as urbes europeias suas contemporâneas", explicou o antropólogo Mike Hecken- berger, da Universidade da Florida e líder da equipa, citado pelo serviço de notícias de ciência Eurekalert.

A maior das "cidades" daquele complexo tecido urbano foi datada pelos cientistas entre 1250 e 1650. Por volta desta última data, estimam os autores do estudo agora apresentado, aquela civilização indígena, com praças e paliçadas nas suas cidades, terá entrado em colapso, após o contacto com os europeus e com as novas doenças para ali levadas por eles. A maioria dos habitantes autóctones teria morrido nessa altura, justamente por causa dessas doenças. - F.N.