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quarta-feira, 7 de maio de 2014

China/Zonas económicas especiais nos países de língua portuguesa em colóquio em Macau

7 maio 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)
 
Um colóquio sobre zonas económicas especiais nos países de língua portuguesa decorre desde segunda-feira e até ao próximo dia 18 em Macau e na Zona Económica de Desenvolvimento de Nansha, na província de Guangdong, informou a organização.

Organizada pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a iniciativa, que conta com a colaboração da Universidade de Macau, visa “consolidar o intercâmbio para explorar a viabilidade da construção destas zonas”, afirmou

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

China/CPLP quer unir esforços com Fórum Macau, diz Murade Murargy



7 novembro 2013, Ponto Final http://pontofinalmacau.wordpress.com (China, Macau)

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy, afirmou ontem que a organização pretende conjugar esforços com o Fórum Macau, considerando esta plataforma como um complemento das suas acções políticas.

“Vejo o Fórum Macau como um complemento das acções políticas que a CPLP está a desenvolver. Nós temos já consolidada a nossa cooperação político-diplomática e o Fórum Macau vai é trazer um complemento novo, que é a parte empresarial, porque é um fórum essencialmente económico”, disse Murargy à agência Lusa, à margem de um seminário no Instituto Internacional de Macau.

Ao sublinhar que o objectivo é que a “CPLP e o Fórum Macau sejam complementares”,

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Fórum Macau será a verdadeira CPLP, diz pesquisador luso

Lisboa, 5 junho 2008 (Lusa) - O pesquisador português Moisés Fernandes defendeu quarta-feira em Lisboa que o Fórum Macau, uma iniciativa do governo chinês, se vai tornar a verdadeira Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), garantindo a “efetiva ligação entre todos os espaços lusófonos”.

“Estou cada vez mais convencido que esta vai ser a verdadeira CPLP”, disse Moisés Fernandes numa conferência que proferiu quarta-feira ao fim da tarde no Ministério luso das Relações Exteriores.

A conferência, subordinada ao tema “Macau como plataforma da China para a Lusofonia”, resultou de uma parceria conjunta da Associação dos Amigos do Arquivo Histórico-Diplomático, do Ministério, e do Instituto Confúcio, da Universidade de Lisboa.

Moisés Fernandes, que é diretor do Instituto Confúcio, salientou que enquanto a CPLP “é muito política, diplomática e protocolar”, o Fórum Macau “vai mais além”, contemplando as relações econômicas e comerciais.

O Fórum Macau surgiu em 2003, numa iniciativa do governo chinês, com a organização do executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), para intensificar a cooperação econômica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa.

A pujança do Fórum Macau e o seu sucesso são demonstrados pelo crescimento superior a 700% das trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa entre 2002 e 2007, em que passou de US$ 6,52 bilhões para US$ 46,35 bilhões.

Todavia, reconheceu, quando se considera unicamente o ano de 2007, verifica-se que, entre os oito Estados que fazem parte da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) 99% das trocas comerciais são reservadas a três países: Brasil (64%), Angola (30%) e Portugal (5%).

Os restantes países da CPLP, à exceção de São Tomé e Príncipe, totalizam apenas 1% do total das trocas comerciais com a China.

São Tomé e Príncipe tem apenas estatuto de observador no Fórum Macau por manter relações diplomáticas com Taiwan, com o qual a China mantém uma diferença de soberania.

Moisés Fernandes acredita que em breve tanto Moçambique, a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe - “neste caso quando começar a exploração de petróleo”, considerou - “virão a ser muito importantes para a China”.

“Outro país que vai ser muito importante é Timor Leste, porque tem gás e petróleo, recursos naturais que a China precisa cada vez mais para manter os seus níveis de crescimento e desenvolvimento”, sustentou.

Moisés Fernandes é de opinião que no caso do Timor Leste “existem duas complicações: a instabilidade interna e a preponderância da Austrália”.

“Aqui pode haver, nos próximos anos, uma grande convergência entre a China e Portugal para se diluir a hegemonia australiana no Timor Leste”, considerou.

O pesquisador acrescentou que outros países do Sudeste Asiático, como a Indonésia e a Malásia, poderão convergir com Pequim e Lisboa para contrariar a influência de Camberra.

“Isto abre as portas a Portugal”, acentuou.

Nesta estratégia chinesa, em que as “elevadas taxas de crescimento econômico têm contribuído para uma crescente dependência de recursos naturais estrangeiros”, o papel de Macau é “fundamental” e “compensa o fato de não ser uma praça financeira como é Hong Kong”, salientou Moisés Fernandes.

“Enquanto se mantiverem os elevados índices de crescimento econômico da China, o interesse pelos países de língua portuguesa vai permanecer”, destacou, frisando que “por razões históricas e geoculturais, Macau é de fato uma plataforma privilegiada para a canalização dos interesses chineses nos países de língua portuguesa, e o contrário também”.

A este respeito, Moisés Fernandes deu o exemplo da grande procura que existe na China para a aprendizagem da língua portuguesa, em que, diante da falta de capacidade de resposta das sete universidades públicas chinesas, Macau surge como a solução, “como o mais importante centro de aprendizagem da língua portuguesa”.

“Anualmente, mais de oito mil chineses de Macau e da China continental têm vindo a inscrever-se nos cursos de língua portuguesa na Região Administrativa Especial de Macau”, concluiu.

domingo, 1 de junho de 2008

Colaboração Portugal-China na África pode começar em 2009

Pequim, 30 maio 2008 (Lusa) - A colaboração da China e de Portugal na África pode começar em 2009, disse à Agência Lusa, em Pequim, o vice-chanceler português, João Gomes Cravinho.

"A colaboração com a China na África vai acontecer através do Fórum Macau [para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Português]", afirmou Cravinho, após a reunião com o ministro-adjunto chinês das Relações Exteriores.

Pequim pediu que Portugal contribua para o programa de trabalhos do fórum, como ponto de partida para avançar a colaboração sino-portuguesa no continente africano, disse o secretário português de Estado.

Cravinho disse ter destacado no encontro a importância de ouvir a opinião dos atores africanos e o apoio internacional para promover a estabilidade na África, como aspectos fundamentais para a segurança dos investimentos no continente africano.

Interesses mútuos
Segundo o secretário de Estado, Portugal encara o investimento chinês na África como um indicador de que o continente africano interessa à China, o que pode impulsionar o entusiasmo dos empresários portugueses.

"Estamos disponíveis para contribuir para que haja um enquadramento conjunto no plano das nossas empresas e existe a possibilidade de avançarmos com projetos concretos, sobretudo na área das infra-estruturas em 2009/2010", afirmou.

No plano econômico, Cravinho disse que existe "abertura de ambos os lados para que as empresas portuguesas passem a ter maior representação na China". O vice-chanceler luso sugeriu que as indústrias ambientais e de energias renováveis podem encontrar boas oportunidades de negócio no mercado chinês.

Ainda segundo Cravinho, Pequim demonstrou interesse pela entrada de empresas farmacêuticas e de logística no país asiático.

Eventos
Durante o encontro, ficou determinado que "2011 vai ser o Ano de Portugal na China", uma proposta que pode estimular a "abertura à cooperação bilateral que existe de ambos os lados".

O presidente chinês, Wu Jintao, aceitou o convite para visitar Portugal, embora ainda sem data marcada.

Segundo Cravinho, durante a discussão "das relações entre Portugal e a China", Pequim se comprometeu com as celebrações dos dez anos da transferência do exercício da soberania em Macau e os 30 anos do restabelecimento das relações diplomáticas bilaterais em 2009.

"Fiquei muito satisfeito porque foi uma reunião muito completa", disse Cravinho, dizendo que o encontro serviu para "passar em revista a área bilateral e o campo do interesse comum internacional".