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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ecuador/El Legislativo ecuatoriano condenó y rechazó las amenazas de Reino Unido porque constituyen un atentado a la soberanía nacional


17 agosto 2012, Agencia de Noticias de Ecuador http://andes.info.ec

Por Luis Padilla

Quito(Andes) -- Con 73 votos de 80 presentes, el Pleno de la Asamblea Nacional aprobó una resolución que condena y rechaza las amenazas de uso de la fuerza del Gobierno del Reino Unido, al pretender irrumpir en la embajada del Ecuador en Londres, ya que ello constituiría un atentado a la soberanía nacional y una violación de los principios del derecho internacional consagrados en la Carta de las Naciones Unidas, la Convención de Viena sobre relaciones diplomáticas y demás instrumentos internacionales aplicables.

Además resolvió reconocer todas las iniciativas diplomáticas de respaldo al Estado ecuatoriano, entre ellas las anunciadas reuniones de Cancilleres de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América-Tratado de Comercio de los Pueblos (ALBA-TCP), la Unión de las Naciones Suramericanas (UNASUR) y la Organización de Estado Americanos

Recomendó que el Gobierno ecuatoriano solicite una reunión urgente del Consejo de Seguridad de la Organización de Naciones Unidas para evitar que el Gobierno de Reino Unido perpetre el uso de la fuerza ingresando ilegalmente en la Embajada del Ecuador con lo cual estaría violando la Convención de Viena.

Convención de Viena sobre Relaciones Diplomáticas está por encima de las leyes nacionales de los países y en particular respecto de la Ley sobre Instalaciones Diplomáticas y Consulares de 1987; así como, instar a la comunidad internacional a rechazar toda amenaza o uso de la violencia como mecanismo para la resolución de conflictos entre Estados soberanos.

La Asamblea Nacional debatió en la noche de este jueves y las primeras horas de este viernes una resolución respecto a la amenaza de parte del Gobierno británico al Ecuador respecto a un posible asalto de la embajada ecuatoriana en Londres, donde se resguarda Julian Assange.

El Legislativo ecuatoriano instaló una sesión extraordinaria para conocer la comunicación enviada por el Gobierno del Reino Unido a la Cancillería del Ecuador, relacionada con el comunicador australiano.

Ese texto, considerado como amenazante por el canciller ecuatoriano, dice que Reino Unido podrá ingresar a la embajada ecuatoriana en Londres para detener al fundador de Wikileaks, resguardado en el predio diplomático y asilado desde este jueves por el Ecuador

“Me hubiera gustado enterarme que este documento era una mala traducción, una informalidad, pero no; esto es lo que hay, un documento oficial de Reino Unido entregado en la Cancillería en Quito”, fue el inicio de su intervención del presidente de la Asamblea, Fernando Cordero.

“Aquí vamos a ver quienes están realmente con la libertad de expresión” sentenció el socialista Pedro de la Cruz, momentos después.

La Asamblea analizó la situación en base del artículo 416, numeral 3 de la Carta Magna ecuatoriana, que condena la injerencia de los Estados en los asuntos internos de otros Estados y cualquier forma de intervención, sea incursión armada, agresión, ocupación o bloqueo económico o militar.

Cordero realizó esta convocatoria en un período extraordinario, pues la Asamblea se encuentra en receso desde el 13 hasta el 27 de Agosto.



PRESIDENTE DO EQUADOR ENFRENTA A BRUTAL GESTAPO BRITÂNICA


17 agosto Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Paul Craig Roberts

Um covarde morre muitas vezes, um bravo morre apenas uma.
O outrora orgulhoso governo britânico, agora reduzido a uma puta servil de Washington, envergou as suas botas de Gestapo e declarou que se a Embaixada equatoriana em Londres não entregasse Julian Assange, da WikiLeaks, tropas de assalto britânicas invadiriam a embaixada pela força militar e arrastariam Assange para fora. O Equador manteve-se erecto. "Queremos ser muito claros, não somos uma colónia britânica", declarou o seu ministro das Relações Exteriores. Longe de se deixar intimidar, o presidente do Equador, Rafael Correa, replicou à ameaça pela concessão de asilo político a Assange. www.nytimes.com/2012/08/17/...

O governo britânico, outrora respeitador da lei, não teve vergonha de anunciar que violaria a Convenção de Viena e assaltaria a Embaixada Equatoriana, tal como os estudantes islâmicos, na Revolução de Khomeini no Irão em 1979, tomaram a Embaixada dos EUA e mantiveram cativa a equipe diplomática. Pressionados pelos seus senhores de Washington, os britânicos recorreram a tácticas de um estado pária. Talvez devêssemos preocupar-nos acerca das armas nucleares britânicas.

Deixe-me ser claro: Assange não é um fugitivo da justiça. Ele não foi acusado de qualquer crime em qualquer país. Ele não violou nenhuma mulher. Não tem processos pendentes em qualquer tribunal e nenhumas acusações foram produzidas contra ele, não há validade no pedido sueco de extradição. Não é normal que pessoas sejam extraditadas para interrogatório, especialmente quando, como no caso de Assange, ele exprimiu sua total cooperação para ser interrogado uma segunda vez por responsáveis suecos em Londres.

O que é tudo isto? Primeiro, segundo noticiários, Assange foi cativado por duas mulheres suecas caçadoras de celebridades que o levaram para as camas das suas casas. Depois, por razões desconhecidas, uma delas queixou-se de que ele não havia usado um preservativo, e a outra queixou-se de que ela havia oferecido um mas que ele havia tomado dois. Um promotor público sueco examinou o caso, descobriu que não havia nada e descartou-o.

Assange foi para a Inglaterra. Então outro promotor sueco, uma mulher, alegando uma autoridade que desconheço, reabriu o caso e emitiu uma ordem de extradição para Assange. Isto é um procedimento inabitual que tramitou através de todo o sistema judicial britânico até o Tribunal Supremo e a seguir retornou ao Tribunal Supremo em recurso. No fim a "justiça" britânica fez o que o senhor de Washington ordenou e aceitou o estranho pedido de extradição.

Assange, percebendo que o governo sueco se preparava para entregá-lo a Washington para ser mantido em detenção indefinida, torturado e enquadrado como espião, pediu a protecção da Embaixada do Equador em Londres. Por mais corruptos que sejam as autoridades britânicas, o governo do Reino Unido não desejava entregar Assange directamente a Washington. Ao transferi-lo para a Suécia, os britânicos poderiam achar que as suas mãos estavam limpas.

A Suécia, antigamente um país honrado como o Canadá foi outrora quando resistentes americanos à guerra ali podiam procurar asilo, foi subornada e submetida ao polegar de Washington. Recentemente, diplomatas suecos foram expulsos da Bielorússia onde tudo indica terem estado envolvidos em ajudar Washington a orquestrar uma "revolução colorida" pois governo dos EUA continua a tentar estender as suas bases e estados fantoches mais profundamente junto à Rússia tradicional.

O mundo inteiro, incluindo os servis estados fantoches de Washington, entendeu que quando Assange estivesse nas mãos dos suecos Washington apresentaria uma ordem de extradição, a qual a Suécia, ao contrário dos britânicos, cumpriria. O Equador entende isto. O ministro das Relações Exteriores, Ricardo Patiño, anunciou que o Equador concedeu asilo a Assange porque "há indicações para presumir que pode tratar-se de perseguição política". Nos EUA, reconheceu Patiño, Assange não obteria um julgamento justo e enfrentaria a pena de morte num processo fabricado.

O Estado Fantoche estado-unidense da Grã (sic) Bretanha anunciou que não permitiria que Assange deixasse o país. Já chega quanto à defesa da lei e dos direitos humanos por parte do governo britânico. Se os britânicos não invadirem a Embaixada Equatoriana e arrastarem Assange para fora, morto ou em grilhões, a posição britânica é que Assange viverá o resto da sua vida dentro da Embaixada do Equador em Londres. Segundo o New York Times, o asilo de Assange deixa-o "com protecção à prisão só no território equatoriano (o que inclui a embaixada). Para deixar a embaixada rumo ao Equador, ele precisaria da cooperação que a Grã-Bretanha disse não proporcionar". Quando se trata do dinheiro de Washington ou de se comportar honradamente de acordo com o direito internacional, o governo britânico inclina-se para o lado do dinheiro.

O mundo anglo-americano, que pretende ser a face moral da humanidade, agora revelou para todos verem que sob esta máscara está a cara da Gestapo.

16/Agosto/2012
 
Ver também:


Portugal/ASSANGE: UMA GRANDE VITÓRIA

17 agosto 2012, Resistir.info (Portugal)

A Declaraçãodo Governo da República do Equador sobre a solicitação de asilo de JulianAssange é uma peça de rigor jurídico, lucidez e dignidade. Finalmente foiconcedido asilo a um dos maiores expoentes do jornalismo de todos os tempos eisso é motivo de alegria para todos os que consideram que a liberdade deinformação é mais do que as notícias pasteurizadas servidas pelos mediaempresariais. As perseguições monstruosas contra Assange, orquestradas peloimperialismo com base em pretextos ridículos, receberam assim a respostamerecida e digna. Agora é preciso que o governo britânico dê o salvo-condutonecessário para a saída de Assange rumo ao Equador.

O governo Cameron poderá ser renitente, tal como o foi governo salazarista como General Humberto Delgado. Este, durante longos meses teve de permanecer na Embaixada do Brasil em Portugal, impedido de ir para o Brasil. Foi graças àfirmeza do Embaixador Álvaro Lins e à correcção do governo brasileiro da altura que a sua saída foi possível.

A primeira batalha, a concessão do asilo, está ganha. Agora falta a segunda.

América Latina mobiliza-se
Arrogância para com o Equador e servilismo para com os Estados Unidos é a atitude do governo britânico. A sua recusa à concessão de salvo-conduto para Assange revela uma prepotência neo-fascista e um desrespeito total às normas do Direito Internacional. Por essa razão o governo do Equador acaba de convocar uma reunião extraordinária dos ministros das Relações Exteriores daUNASUL .