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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Moçambique/Aprovado Plano Económico e Social que prevê crescimento nas exportações

Maputo, 20 setembro 2007 - O governo moçambicano aprovou a proposta do Plano Económico e Social para 2008, prevendo alcançar 1,9 milhões de euros em exportações de bens, meta que representará um crescimento na ordem de dois por centro comparativamente a este ano.

A proposta do Plano Económico e Social (PES) para 2008 indica que os resultados das exportações terão como base os produtos marinhos, a madeira e recursos minerais, sobretudo o gás e seus derivados.

O executivo moçambicano espera atingir também uma reserva líquida internacional suficiente para cobrir despesas com importação de bens e serviços durante quatro meses, particularmente os combustíveis líquidos e derivados, veículos e máquinas, refere a mesma proposta, a ser submetida à apreciação da Assembleia da República.

O Parlamento moçambicano, que se reúne em sessão ordinária a partir de Outubro, deverá apreciar igualmente uma proposta do Orçamento do Estado para 2008, avaliada em 2,4 mil milhões de euros, que engloba as despesas correntes, para investimento e outras operações importantes.

O PES/2008 define também como principais objectivos o alcance de um crescimento económico de cerca de sete por cento e conter a taxa de inflação média anual em 5,7 por cento.

Além disso, o executivo pretende que sejam criadas condições que tornem atractivas ao investimento em Moçambique, salvaguardando uma correcta gestão do meio ambiente.

Segundo o vice-ministro da Planificação e Desenvolvimento, Victor Bernardo, a iniciativa visa melhorar a quantidade e qualidade dos serviços públicos de Educação, Saúde, Água e Saneamento, estradas e energia, sem perder de vista a perspectiva de continuar a descentralização do Orçamento do Estado para os distritos. (Notícias Lusófonas)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Angola/Reservas internacionais do BNA atingem USD 11 biliões

Luanda, 13 setembro 2007 - As reservas internacionais do Banco Nacional de Angola (BNA) poderão atingir, até ao final deste ano, 11 mil milhões de dólares norte-americanos, disse hoje (quinta-feira), em Luanda, o chefe de Divisão do Departamento de Gestão de Reservas, Francisco da Silva.


Em declarações à Angop, à margem da palestra sobre "Impacto da Taxa de Câmbio na Economia Nacional", o responsável explicou que, em 2006, as reservas internacionais do BNA atingiram sete biliões de dólares norte-americanos.


Salientou que a alta do preço de petróleo no mercado internacional, cujo barril chegou a ser vendido a 80 dólares norte-americanos, esta semana, está a contribuir para acumulação significativa das reservas.


Segundo Francisco da Silva, economista, o aumento das reservas proporciona maior credibilidade à economia angolana, perante outros países.


Durante a palestra, os participantes-funcionários da Polícia Económica-solicitaram ao BNA a fixação de uma taxa de câmbio para os bancos comerciais, a fim de se evitar a estipulação de taxas diferentes.


Os técnicos da Direcção Nacional de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas (Dniiae) pediram igualmente ao prelector, entre outras, explicações sobre o fenómeno estabilização da taxa de câmbio aumento dos preços dos produtos no mercado.


Francisco da Silva referiu, em resposta, que o BNA estipula uma taxa de câmbio de referência para os bancos comerciais e não uma taxa padrão, para não desencorajar a actividade competitiva dos bancos.


Explicou que a taxa de câmbio influencia o mercado financeiro e o preço de bens e serviços, o custo da matérias primas, a produção, transportação e outros factores que intervêm na economia nacional.


A palestra enquadrou-se nas actividades alusivas ao 26 aniversário da Dniiae, que se assinala a 18 deste mês. (AngolaPress)