30 junho
2014, Правда.Ру,
Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)
Nunca foi segredo que o prêmio para quem
controle a Ucrânia é a posse da vasta infraestrutura do gasoduto que parte da
Rússia e chega à Europa. Mas, dado que todo o gás pertence, em primeiro lugar,
à [empresa russa] Gazprom, realmente não importa se Kiev tinha posse do gás que
enchiam os dutos que levavam o gás para a Europa; nem se, como é hoje o caso, a
Ucrânia seria apenas um duto de transferência do gás totalmente russo, entregue
a países europeus, sem que gás algum permanecesse na Ucrânia, hoje destroçada
pela guerra civil.
Afinal
de contas, a Ucrânia absolutamente não consegue mais comprar gás russo, porque
não tem crédito nem dinheiro para pagar adiantado; mas, se roubar gás destinado
à Alemanha e outros países, a Ucrânia estará simplesmente antagonizando seus
novos 'melhores amigos' na OTAN, os quais são, todos, clientes da [russa]
Gazprom.
Não, o gasoduto que
emergiu no papel de estrela principal no conflito na Ucrânia nada tem a ver com
a Ucrânia, mas é gasoduto que percorre várias centenas de quilômetros do sul da
Ucrânia - o
chamado Projeto Ramo Sul [orig.South Stream Project[1]] - que deixa o litoral sul da Crimeia
no Mar Negro russo, cruza o Mar Negro e atravessa Bulgária, Sérvia, Hungria, e
termina na central de distribuição de gás em Baumgarten, Áustria,[2] de onde partem gasodutos de
distribuição para toda a Europa Central, principalmente para a Alemanha.
O projeto, de 2007, foi
concebido para não passar pela Ucrânia e servir como alternativa para o agora
congelado gasoduto Nabucco apoiado por EUA e Europa; e recolheria o gás do