7 janeiro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
A polêmica tem sido a tônica desde o anúncio
da nomeação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), ex-presidente da Confederação
Nacional da Agricultura (CNA), como ministra da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento.
Avançar
na reforma agrária é reivindicação histórica dos movimentos sociais e
meta a
ser cumprida pelo segundo mandato da presidenta Dilma
Em sua primeira entrevista
como ministra já empossada, ela reforçou o coro dos críticos quando disse que
“não existem mais latifúndios no Brasil”. Questionada sobre a Proposta de Emenda
à Constituição (PEC) 215, que tramita no Congresso Nacional e se aprovada
passará a responsabilidade da demarcação de terras indígenas para o Congresso,
ela resolveu atacar os indígenas, dizendo que “os índios saíram da floresta e
passaram a descer nas áreas de produção”.
O MST (Movimento dos Sem Terra) se posicionou contrário à nomeação de Kátia Abreu, desde quando se aventava o seu nome. Para o movimento, a declaração da ministra de que não existe latifúndio é para justificar que não é necessária uma reforma agrária em massa.
“As declarações de Kátia Abreu demonstram que a ministra representa os interesses dos segmentos mais atrasados da agricultura brasileira, que não alcançaram os patamares mínimos de produtividade, desmatam o meio ambiente e utilizam trabalho escravo”, enfatiza Igor Felippe, da coordenação nacional de comunicação do MST.
100 milhões de hectares
Segundo ele, dados mais recentes apontam que
O MST (Movimento dos Sem Terra) se posicionou contrário à nomeação de Kátia Abreu, desde quando se aventava o seu nome. Para o movimento, a declaração da ministra de que não existe latifúndio é para justificar que não é necessária uma reforma agrária em massa.
“As declarações de Kátia Abreu demonstram que a ministra representa os interesses dos segmentos mais atrasados da agricultura brasileira, que não alcançaram os patamares mínimos de produtividade, desmatam o meio ambiente e utilizam trabalho escravo”, enfatiza Igor Felippe, da coordenação nacional de comunicação do MST.
100 milhões de hectares
Segundo ele, dados mais recentes apontam que
