13 julho 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)
É necessário ampliar ainda mais a denúncia dos crimes que o Estado
fascista e racista de Israel comete, com a permanente cobertura, apoio e
cumplicidade dos EUA. Mas o facto de o sionismo empreender a ferro e fogo a
consolidação de um Grande Israel em que a discriminação racial constitui um
elemento central não deve conduzir a um paralelo imediato com o regime do
apartheid. O caminho seguido por Israel é muito pior do que esse.
O sofrimento ocasionado pelas acções de Israel nos Territórios
Ocupados tem causado séria preocupação pelo menos entre alguns israelitas.
Durante muitos anos Gideon Levy, colunista de Haaretz, tem sido um dos mais
abertos, escrevendo que “haveria que condenar e castigar Israel por tornar
insuportável a vida sob a ocupação, [e] pelo facto de um país que afirma
figurar entre as nações mais ilustradas continuar a abusar de um povo inteiro,
noite e dia”.
Tem sem dúvida razão, e haveria que acrescentar alguma coisa mais:
haveria também que condenar e castigar os Estados Unidos por proporcionar apoio
militar, económico, diplomático e ideológico decisivo a estes crimes. Na medida
em que o continue a fazer, há poucas razões para esperar que Israel suavize as
suas brutais medidas políticas.
Um distinto especialista académico israelita, Zeev Sternhell,
escreve, analisando a maré nacionalista reaccionária do seu país, que “a
ocupação