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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

UM TRATADO PARA ESTABELECER O GOVERNO DAS MULTINACIONAIS



29 novembro 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

As discussões sobre um acordo de livre-comércio entre o Canadá e a U.E foram concluídas em 18 de outubro. Um bom presságio para o governo dos EUA, que espera firmar uma parceria desse tipo com a Europa. Negociado em segredo, permitiria às multinacionais processar qualquer Estado que não siga as normas do liberalismo

por Lori Wallach*, Le Monde Diplomatique

É possível imaginar as multinacionais levando aos tribunais os governos cuja orientação política tivesse por efeito diminuir seus lucros? É concebível pensar que elas podem exigir – e conseguir! – uma compensação generosa pela perda de rendimentos causada por um direito do trabalho muito restritivo ou por uma legislação ambiental muito espoliadora? Por mais improvável que possa parecer, esse cenário não é novo. Ele já aparecia com todas as letras no projeto do Acordo Multilateral de Investimentos (AMI), secretamente negociado entre 1995 e 1997 pelos 29 países-membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE).1 Divulgada in extremis, a cópia despertou em vários países uma onda de protestos sem precedentes, forçando seus promotores a mandá-la para a gaveta. Quinze anos depois, ei-la de volta em grande estilo, com uma nova roupagem.

O acordo para criar uma Parceria de Investimento e Comércio Transatlântica (TTIP, na sigla em inglês), negociado desde julho de 2013 pelos Estados Unidos e pela União Europeia, é uma versão modificada do AMI. Ele prevê que as legislações em vigor em ambos os lados do Atlântico estejam em conformidade com as normas de livre-comércio estabelecidas pelas – e para as – principais empresas europeias e norte-americanas, sob pena de sanções comerciais ao país transgressor ou de uma reparação de vários milhões de euros em favor dos queixosos.

sábado, 21 de junho de 2008

Brasil/Governo lamenta aprovação da nova directiva da UE sobre imigração

19 junho 2008

O Governo brasileiro lamentou a directiva aprovada quarta-feira pelo Parlamento Europeu sobre o repatriamento de imigrantes ilegais, que estabelece regras mais rígidas de tratamento dos indocumentados.

"O Brasil, país que deu acolhida a milhões de imigrantes e descendentes hoje harmoniosamente integrados na sociedade brasileira, lamenta uma decisão que contribui para criar percepção negativa da migração", lê-se numa nota divulgada quarta-feira à noite, pelo Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores brasileiro.

De acordo com a diplomacia brasileira, a chamada "Directiva de Retorno" vai no "sentido contrário ao de uma desejada redução de entraves à livre circulação de pessoas e de um mais amplo e pleno convívio entre os povos".

A controversa lei que irá harmonizar, a nível comunitário, as regras para a detenção e expulsão de imigrantes ilegais foi aprovada pelo hemiciclo de Estrasburgo com 369 votos a favor, 197 contra e 106 abstenções, e sem qualquer emenda.

Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores brasileiro afirmou que o Brasil está disposto a adoptar o princípio da reciprocidade caso os europeus comecem a expulsar ou impedir a entrada de brasileiros no continente.

"Se os europeus realmente querem reduzir o fluxo migratório, então devem acabar com os subsídios e com as barreiras tarifárias", destacou Celso Amorim, defendendo que a medida é fundamental para que os países possam crescer.

Na avaliação de Amorim, ninguém deixa o seu país sem motivos e normalmente o que os imigrantes buscam são melhores condições de vida e de trabalho. (Notícias Lusófonas)