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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Brasil/O COLAPSO DE CREDIBILIDADE DE MICHEL TEMER – AGORA INELEGÍVEL POR OITO ANOS



6 June 2016, Transcend Media Service https://www.transcend.org (EUA)

Glenn Greenwald – The Intercept

The English version of this article can be found by clicking here


3 de junho de 2016 – Desde o começo, ficou evidente que o processo de impeachment da presidente eleita, Dilma Rousseff, tinha como objetivo principal o fortalecimento dos verdadeiros ladrões de Brasília, permitindo assim que impeçam, obstruam e ponham fim às investigações da Operação Lava Jato (além de imporem uma agenda neoliberal de privatizações e austeridade extrema). Apenas 20 dias após assumir o poder, provas irrefutáveis do envolvimento do Presidente interino Michel Temer em escândalos de corrupção vieram à tona. Dois ministros interinos de seu gabinete composto apenas de homens brancos, incluindo o Ministro da Transparência, foram forçados a abandonar seus cargos depois do aparecimento de gravações secretas em que conspiram visando obstruir as investigações nas quais se encontram envolvidos, assim como 1/3 dos ministros do gabinete interino.



Mas os alarmantes níveis de corrupção de seus ministros têm por vezes servido para encobrir o envolvimento do próprio Temer. O interino também se encontra envolvido em diversas investigações de corrupção. Agora condenado formalmente por violações de leis eleitorais, encontra-se por oito anos impedido de se candidatar a qualquer cargo público. Ontem, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, estado do presidente interino, publicou uma certidão formal que o declara culpado e impedido de se candidatar a qualquer cargo público por ter se tornado um candidato “ficha suja”. Temer foi condenado por

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O QUE O BRASIL PODE APRENDER COM O GOLPE DE ESTADO NO CHILE?

21 de setembro de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Mariana Serafini

 
Efe /Manifestação em memória ao golpe de estado no Chile.
No cartaz está escrito: "Sem memória não há história, nem identidade"

Na semana passada a oposição entregou ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, um aditamento ao pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. A história nos mostra que estas ações vêm acompanhadas de um programa neoliberal bem definido. O exemplo do Chile mostra que um golpe da direita não é movido só pelo ódio contra os mais pobres, e sim por uma agenda neoliberal a ser implementada, independente das consequências à soberania e ao desenvolvimento econômico e social de um país.

Diferentes das ditaduras militares que assolaram os países latino-americanos entre as décadas de 60 e 90, agora a direita toma medidas mais sofisticadas para destituir do poder os governos progressistas em curso na última década. Os chamados “golpes brancos” não contam mais com o reforço das forças armadas, mas sim com manobras bem articuladas entre Judiciário, grupos econômicos e mídia hegemônica. Esta trinca é capaz de criar instabilidade política a ponto de destituir o poder vigente com um golpe de Estado sem