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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Urge Supressão de Vistos entre Moçambique e Angola

27 agosto 2014, Portal do Governohttp://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

 

Luanda (AIM) – O Ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, defende a supressão de vistos de entrada entre Moçambique e Angola, pois acredita que esta medida poderá estimular sobremaneira a actividade empresarial entre ambos os países.

Esta posição foi expressa durante a sessão de abertura da IX Sessão da Comissão Mista de Cooperação Bilateral entre Moçambique e Angola, um evento que decorre em Luanda desde terça-feira sob a co-liderança de Baloi e do Ministro angolano do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, Job Graça.

Segundo Baloi, para dinamizar as relações económicas e empresariais, é imprescindível que os nossos países embarquem na facilitação da circulação de pessoas e bens.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Moçambique/Adesão à CPLP é motivo de "orgulho"

22 maio 2014, Portal do Governo Moçambique http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Lisboa (AIM) -- O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, sublinhou esta quinta-feira, em Lisboa, que o crescente interesse de adesão à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) constitui motivo de orgulho para os países membros da organização.

Oldemiro Baloi falava à AIM, em Lisboa, imediatamente após o desembarque na capital portuguesa, no âmbito da visita oficial a Portugal iniciada esta quinta-feira e que se prolongará até sábado.

Na ocasião, o Chefe da diplomacia moçambicana falou da necessidade de a CPLP adoptar uma nova visão virada para o mundo em constantes mudanças, tendo presente a vontade dos Estados membros de criar o clima de paz, estabilidade e crescimento económico. Uma pesquisa divulgada em Março deste ano aponta que as reservas de gás natural descobertas em Moçambique e o petróleo de Angola e Brasil podem dar maior importância internacional à CPLP.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Moçambique/País alinhado na luta contra pobreza e alterações climáticas

29 de Setembro de 2009/Rádio Moçambique

Moçambique reiterou hoje o empenho do país nos esforços internacionais de luta contra a pobreza e contra os impactos das alterações climáticas, promovendo um desenvolvimento sustentável.

Falando perante a 64ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Oldemiro Baloi, garantiu também que o país continuará empenhado na integração económica, consolidação da democracia, boa governação e estabilidade política na região onde está integrado, a África Austral.

Oldemiro Baloi citou dois exemplos de instabilidade na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o Zimbabwe e Madagáscar, afirmando-se preocupado, em relação a este país, com as tentativas de minar o acordo assinado em Maputo (a 09 de Agosto), e condenando "qualquer decisão unilateral que viole o espírito dos acordos" entre os principais líderes políticos malgaches.

Mostrando-se satisfeito com o acordo político no Zimbabwe, que permite ao país prosseguir num ambiente de estabilidade política e social que leve ao diálogo permanente, reconstrução e recuperação económica, o ministro considerou, no entanto, que "os desafios económicos, associados à crise internacional" e às sanções de alguns parceiros internacionais, fazem com que "a obtenção da desejada rápida reconstrução económica" seja "difícil de alcançar".

"Por isso, reiteramos o apelo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral pela retirada de todas as sanções contra o Zimbabwe", disse.

Lembrando que Moçambique terá eleições dentro de um mês, as quartas desde o multipartidarismo, testemunho do "forte desejo político" e empenho numa mais forte democracia no país, Oldemiro Baloi lembrou que Moçambique teve, nos últimos anos, um crescimento económico na ordem dos 7,8 por cento e que a pobreza decresceu de 69,4 por cento em 1997 para 54,1 por cento em 2003.

Como resultado do visível progresso na Educação, Saúde, Água e Saneamento, "esperávamos reduzir a pobreza para 45 por cento até final do corrente ano", disse. "Contudo, a presente crise económica e financeira global constrangeu essa meta", com as mais recentes previsões (FMI) a indicarem que o crescimento deste ano abrandará para os 4,3 por cento, lembrou.

"Neste contexto, o objectivo do governo é assegurar que os efeitos da crise não se agravam e criar condições que nos façam regressar aos aumentos económicos e sociais" atingidos antes da crise, frisou o ministro.

É que, advertiu, "os efeitos combinados da crise alimentar, energética e financeira, os cíclicos desastres naturais, bem como as doenças como a pandemia do HIV/Sida e outras endémicas como a malária e a tuberculose, resultaram em perdas humanas, e afectaram os sectores produtivos".

Moçambique, assegurou Oldemiro Baloi, está empenhado nos esforços internacionais de luta contra a malária mas também no combate às alterações climáticas e na procura de soluções pacíficas para os conflitos em África, como os da República Democrática do Congo, Darfur e Somália, ou o conflito do Médio Oriente.

Reconhecendo o papel da ONU na procura "de respostas sustentáveis para os problemas globais do mundo de hoje", o ministro defendeu a "necessidade urgente" de acelerar as reformas na organização, incluindo a reforma do Conselho de Segurança e a revitalização da Assembleia Geral.