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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Abya Ayala, Patria Grande, Brasil/MÉDICOS CUBANOS: AVANÇA A INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA LATINA!



26 agosto 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

“O que brilha com luz própria, ninguém pode apagar
Seu brilho pode alcançar a escuridão de outras costas
Que pagará este pesar do tempo que se perdeu....
Das vidas que nos custou e das que nos podem custar..
O pagará a unidade dos povos em questão....
E a quem negar esta razão, a história condenará...”

Canción por La Unidad Latinoamericana
Pablo Milanez       

Não faltaram emoção, lágrimas e dignidade na chegada dos 176 médicos cubanos, que desembarcaram neste sábado à noite em Brasília, para um trabalho indispensável em municípios brasileiros, mais de 700, ainda sem qualquer assistência médica.  Quando aqueles cidadãos cubanos, muitos deles negros, muitas mulheres, com bandeirolas brasileiras e cubanas nas mãos, pisaram  o solo brasileiro,  ali estava o retrato do enorme progresso social, educacional e sanitário alcançado pela Revolução Cubana. Mas, também, uma prova concreta de que a integração da América Latina está avançando; não é só comércio, é também  saúde. O Brasil coopera com Cuba na construção do Complexo Portuário de Mariel  -   sua  mais importante obra de infra-estrutura  atualmente  - e Cuba coopera com o Brasil preenchendo uma lacuna imensa, a falta de médicos.

A campanha conservadora contra a integração latino-americana sofrerá um revés tremendo quando o programa Mais Médicos,  começar a apresentar seus efeitos concretos. Esses resultados terão a força para revelar o teor medieval  das críticas feitas pelas representações médicas e pela mídia teleguiada pela publicidade da indústria farmacêutica.

Brasil/Médicos estrangeiros são recepcionados com atos de solidariedade



25 agosto 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Durante o final de semana, em todas as cidades onde desembarcaram os profissionais de saúde estrangeiros, representantes de movimentos sociais organizaram atos de apoio e solidariedade aos médicos que chegaram ao Brasil para trabalharem no Programa Mais Médicos, do Governo Federal.

Empunhando faixas, cartazes, bandeiras e entoando frases de apoio, os representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), União da Juventude Socialista (UJS), do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da Centro Brasileiro de Solidariedade entre os Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Associação José Marti, Unegro, entre outros movimentos foram recepcionar os médicos estrangeiros, entre eles, cubanos. Com muita alegria e irreverência, os ativistas foram atribuir solidariedade e demonstrar a hospitalidade do povo brasileiro aos profissionais de saúde estrangeiros.

Além dos movimentos sociais, representantes dos governos Federal, estadual e até profissionais da área da saúde das regiões participaram

Brasil/O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE MÉDICOS CUBANOS



24 de Agosto de 2013, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Membro do núcleo de estudos cubanos da Universidade de Brasília, o jornalista Hélio Doyle, que conhece como poucos a realidade do país, expõe argumentos técnicos sobre a vinda de profissionais de saúde; ele diz, por exemplo, que eles já atuaram em regiões remotas do País no passado, sem que houvesse qualquer gritaria; como Cuba é um país socialista, a contratação é feita diretamente junto ao Estado, que tem a preocupação de preservar baixos índices de desigualdade; dos 78 mil doutores cubanos, que têm uma das melhores relações médico/paciente do mundo, 30 mil atuam no exterior o índice de deserção é baixíssimo

247 - Profundo conhecedor da realidade de Cuba e membro do núcleo de estudos cubanos da Universidade de Brasília, o jornalista Hélio Doyle produziu diversas análises técnicas, e sem ranço ideológico, sobre a importação de 4 mil profissionais pelo governo brasileiro.

Os textos foram cedidos ao 247 e permitem uma maior compreensão sobre um tema que tem gerado tanto debate. Leia abaixo seus artigos:

O QUE NÃO SE DIZ SOBRE OS MÉDICOS CUBANOS
A grande imprensa brasileira, que nos últimos anos exacerbou, por incompetência e ideologia, a superficialidade que sempre a caracterizou, tem sido coerente ao tratar da vinda de quatro mil médicos cubanos: limita-se a noticiar o fato e reproduzir as críticas das associações corporativas de médicos e dos políticos oposicionistas. Mantém-se fiel à superficialidade que é sua marca, acrescida de forte conteúdo ideológico conservador e de direita.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Diplomata cubano considera importante apoio do Brasil para suspensão de embargo

Mylena Fiori, enviada especial/Agência Brasil /14 janeiro 2008

Cidade da Guatemala (Guatemala) - Cuba fica apenas a 130 quilômetros da costa dos Estados Unidos, mas os norte-americanos não podem, oficialmente, cruzar o Mar do Caribe para conhecer a ilha de Fidel Castro.
As empresas norte-americanas não podem ter negócios em Cuba. Nem mesmo comprar ou vender produtos para o país. Multinacionais que queiram exportar para os Estados Unidos também não podem ter, em seus produtos, componentes cubanos.
O embargo comercial, econômico e financeiro foi imposto em 1962, dois anos após as forças revolucionárias lideradas por Fidel Castro derrubarem o governo do ditador Fulgencio Batista e instalarem o regime socialista no país.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o ministro-conselheiro da embaixada cubana em Brasília, Alejandro Palacios, avalia os laços entre Brasil e Cuba.
Segundo ele, as relações tiveram progresso nos últimos anos em todas as áreas e ajudam a superar os efeitos do embargo econômico. E devem se aprofundar ainda mais a partir dessa segunda visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz ao país a partir de hoje (14) à noite, após chegar da Guatemala.

Agência Brasil: Quais as principais áreas de cooperação, hoje, entre Brasil e Cuba?
Alejandro Palacios: Hoje, os dois países têm acordo de cooperação científico-técnica para a produção conjunta de medicamentos. Há cooperação também no campo da veterinária – um grupo de técnicos cubanos esta na Amazônia trabalhando no combate à malária. Também há acordos para a formação de recursos humanos. Mais de 700 brasileiros, de classes pobres, estudam medicina na Escola Latino-Americana de Ciências Médicas (Elam) de Cuba. Mais de 100 já se formaram, mas não podem exercer a profissão no Brasil. Há também intercâmbio acadêmico entre profissionais de universidades e centros de investigação dos dois países.

ABr: O presidente Lula é amigo de longa data do presidente cubano, Fidel Castro. Mudou a relação entre os dois países nos últimos cinco anos?
Palacios: As relações se intensificaram e hoje o Brasil é o segundo sócio comercial de Cuba na América Latina e está entre os 10 e 15 sócios comerciais de Cuba em nível mundial.

ABr: O que o Brasil vende para Cuba e o que Cuba vende para o Brasil?
Palacios: Há uma grande variedade de produtos. Cuba compra do Brasil, por exemplo, muitos produtos alimentícios e vende produtos do campo da medicina e da biotecnologia. Cuba também compra do Brasil equipamentos, maquinarias, veículos automotores.

ABr: O que Cuba espera desse aprofundamento das relações bilaterais? Espera, por exemplo, o apoio do Brasil em uma futura transição de poder?
Palacios: Há um princípio da política exterior cubana que diz respeito à soberania dos Estados e à não ingerência em assuntos internos dos países. Não obstante, o Brasil e seu governo são considerados um povo amigo, irmão. Temos recebido do Brasil e pensamos continuar recebendo seu apoio na luta que vive nosso povo pelo levantamento do criminal bloqueio econômico, comercial e financeiro que os Estados Unidos impôs a Cuba há mais de quatro décadas. Há 16 anos, as Nações Unidas adotam uma resolução aprovada por quase todos os Estados-membros, exigindo o fim desse criminal e genocida bloqueio imposto à Cuba, que é uma guerra econômica contra nosso país. Nesse tema, temos recebido e esperamos seguir recebendo o apoio do governo brasileiro.

ABr: Hoje, na prática, o que representa o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba?
Palacios: Essa guerra econômica foi imposta pelos Estados Unidos ao povo cubano nos anos 60. Como em Cuba não existe uma oposição política para derrotar a revolução cubana, decidiram que adotariam uma série de medidas para impedir o desenvolvimento econômico e social e criaram uma situação interna que pudesse justificar uma intervenção norte-americana ou uma ação do povo contra o governo revolucionário. Hoje, impedem que o governo cubano possa adquirir medicamentos produzidos somente por empresas norte-americanas. Esse bloqueio impede o povo americano de fazer viagens a Cuba, impede todas as empresas norte-americanas de ter relações com Cuba.

ABr: O bloqueio também impede as relações de Cuba com o resto do mundo?
Palacios: Esse bloqueio tem um caráter extraterritorial porque as filiais de empresas norte-americanas radicadas em outros países também são impedidas de ter negócios e fazer comércio com Cuba. Esse bloqueio já custou ao povo cubano mais de US$ 180 bilhões, cifra que poderia ter significado um avanço colossal para o desenvolvimento econômico e social do povo cubano.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/01/14/materia.2008-01-14.0890180915/view

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Diploma cubano será validado por governo brasileiro

Portal do MST/15 janeiro 2008/Fonte: Portal do Ministério da Saúde

O Brasil assinou nesta terça-feira (14/01) um termo com o governo cubano para facilitar a validação de diplomas de medicina de estudantes brasileiros que se formam em Cuba. A medida faz parte do Termo de Ajuste Complementar ao Acordo de Cooperação Cultural e Educacional Brasil-Cuba, assinado pelos dois países durante visita oficial do presidente Lula à ilha.
O acordo beneficia brasileiros formados pela Elam (Escola Latino-Americana de Medicina), que oferece bolsas de estudo para graduação a estudantes estrangeiros de baixa renda e membros de movimentos sociais.
O Termo de Ajuste, para entrar em vigor, precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional. Após isso, a validação será feita por universidades públicas do Brasil, atendendo a uma antiga reivindicação dos cerca de 160 brasileiros formados pela Escola.
Para um diploma ser validado, deverá haver compatibilidade curricular com os cursos de medicina brasileiros. Quando não houver compatibilidade, o candidato terá antes que fazer uma complementação dos estudos, no Brasil, e depois se submeter ao Exame Nacional, organizado pelos ministérios da Saúde e Educação em parceria com universidades públicas brasileiras, entidades representativas e especialistas de notório saber.
As universidades públicas do Brasil que aderirem ao programa receberão incentivos financeiros para intercâmbios sobre currículos junto à Elam, análise de compatibilidade e equivalência curricular, complemento dos estudos e validação dos diplomas de medicina.
Até hoje, 28 militantes do MST já se formaram pela Elam. O governo prevê que, até 2010, outros mil brasileiros concluirão o curso de medicina em Cuba.

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4780