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terça-feira, 8 de março de 2016

Abya Yala, Pátria Grande/Diretor da Clacso condena ações orquestradas contra Lula



7 março de 2016, http://www.vermelho.org.br Vermelho (Brasil)
 
O Secretário Executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso), Pablo Gentili, rechaçou as ofensivas da direita para exterminar o projeto político do campo progresista, que teve seu ápice na última sexta-feira (4), com o show midiático, que, a mando do Juiz Sérgio Moro, levou o ex presidente Lula em mandado de condução coercitiva para prestar depoimento na operação Lava Jato. 

Leia abaixo o depoimento: 

Hoje, no Brasil, foi dado mais um passo no processo de desestabilização institucional que tentam perpetrar um setor do Poder Judiciário, da Polícia Federal, dos monopólios dos meios de comunicação e as forças políticas que foram derrotadas nas últimas eleições nacionais. Uma desestabilização da ordem democrática que tem como objetivo principal impedir que as forças progressistas sigam governando o país e, especialmente, acabar definitivamente com o Partido dos Trabalhadores (PT) e com sua figura mais emblemática, o ex-presidente Lula.

Isso é o que está em jogo e o que explica as múltiplas ações judiciais, denúncias da imprensa nunca comprovadas, insultos, ameaças, ataques públicos e uma persistente ofensiva parlamentaria por parte das forças mais conservadoras e reacionárias do país.

Tenta-se criminalizar e responsabilizar o PT e o seu presidente de honra em atos de corrupção, usando fatos que a justiça ainda investiga como se fossem parte de um plano orquestrado no próprio núcleo do poder. Isto é, nos mandatos presidenciais de Lula e Dilma Rousseff. Encontrar uma conexão entre ambos os presidentes e os fatos de corrupção analisados pela Justiça é a grande obsessão e, talvez, a única carta que a direita brasileira tem hoje para voltar ao poder, destruindo os avanços democráticos da última década.

O que está em jogo é o futuro do Brasil como nação democrática.

Obviamente, a oposição tem todo o direito de aspirar ao poder. Mas, depois de 30 anos de democracia, já deveria ter aprendido que a única forma de fazer isso é pelo voto popular.