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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Moçambique/Frelimo vence e Nyusi convence

19 outubro 2014, Jornal Domingo http://www.jornaldomingo.co.mz (Moçambique) 

Dados da contagem provisória divulgados este fim semana pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) indicam que Filipe Jacinto Nyusi vai à frente com 62,13 por cento, seguido de Afonso Dhlakama com 31,06 e de Daviz Mbepo Simango com 6.81 por cento, quando estão processadas mais de metade das mesas de votação. Entretanto, as projecções do Observatório Eleitoral baseados em amostras estatisticamente precisas, dão como certa a vitória do candidato da Frelimo com mais de 60 por cento dos votos e da própria Frelimo com mais de 55 por cento.

Os dados da CNE/STAE a que tivemos acesso indicam que nas Eleições Presidenciais já foram processadas oito mil e 668 mesas, 50,96 por cento das 17 mil e dez mesas consideradas e Filipe Nyusi continua à frente com 62,13 por cento dos votos, correspondentes a um milhão, 504 mil e 348 votos dos eleitores, enquanto Afonso Dhlakama está em segundo com 752 mil e 176 votos, correspondentes a 31,06 por cento. Em último lugar corre Daviz Simango com 6,81 por cento, o equivalente a 164 mil e 844 votos.

Considerando província por província, temos os seguintes

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Reino Unido: Brown vai manter política de apoio a África e a Moçambique – especialista

Londres, 26 Junho 2007 - Gordon Brown vai manter, enquanto primeiro-ministro, uma política forte de apoio a África iniciada por Tony Blair, devendo Moçambique continuar a ser um dos principais beneficiários, prevê um especialista britânico.

"A ajuda a Moçambique deve manter-se alta e a relação [entre os dois países] próxima", antecipa Alex Vines, responsável pelo departamento africano da Chatham House, um instituto britânico de análise de assuntos internacionais.

Brown já se deslocou várias vezes àquele país lusófono e Moçambique faz parte da Commonwealth, mas Vines avança que uma razão importante desta política é o facto de "a ajuda pós-conflito estar a dar sinais de sucesso", disse à Agência Lusa.

O Reino Unido, através do Departamento de Desenvolvimento Internacional (DFID) é um dos maiores doadores em Moçambique, país que foi um dos primeiros a beneficiar do sistema de redução de dívida lançado por Gordon Brown em 2005.

Todavia, no geral, este investigador, com trabalhos publicados sobre Angola e Moçambique, acredita que "não será visível uma mudança drástica" na política africana de Londres quando Brown assumir na quarta-feira a chefia do governo.

Darfur e Somália serão, no entender de Vines, duas das prioridades para África de Brown, que "terá um papel a desempenhar na questão do desbloqueio à presença do presidente [do Zimbabué] Mugabe na cimeira UE-África", sublinhou.

Já Martin Kirk, assessor da Organização Não-Governamental "Save the Children" [Salvem as Crianças], espera que o futuro primeiro-ministro invista sobretudo na melhoria do sistema de saúde dos países africanos.

"Gostávamos que nos primeiros 100 dias de governação ele anunciasse um plano de combate à mortalidade infantil", precisou Kirk, em declarações à Lusa.

A Organização lançou recentemente uma campanha intitulada "Save the Children Gordon", procurando chamar a atenção do governante, mas também do público para a necessidade de assistência gratuita em África.

Na página da campanha [www.savethechildrengordon.org.uk], várias homónimos do futuro primeiro-ministro apoiam a iniciativa, que Martin Kirk diz ter sido também apresentada ao principal destinatário do apelo.

"Estamos esperançados que [Gordon Brown] dê um novo impulso ao combate à pobreza em África e que traga uma injecção de vontade política, já que Tony Blair não deixou a agenda muito sólida", vincou.

"Enquanto ministro das Finanças, cumpriu os compromissos que fez e deu o dinheiro que prometeu", nota ainda este responsável.

Em 2005, Brown prometeu aplicar 8,5 mil milhões de libras (12,6 mil milhões de euros) nos 10 anos seguintes, valor cerca de quatro vezes mais do que o que foi gasto na década anterior.

Esta ajuda faria parte do que Brown apelidou há dois anos de "Plano Marshall moderno" para África e outros países em desenvolvimento, defendendo a anulação de dívidas externas de países pobres e o aumento de ajuda internacional.

A ideia, que fazia referência ao plano implementado pelos EUA para recuperar a economia europeia depois da II Guerra Mundial, quantificava em pelo menos 50 mil milhões de dólares (37 mil milhões de euros) a ajuda anual necessária.

"É altura de nós mantermos as nossas promessas", afirmou então, durante uma visita a Maputo, Moçambique, após uma digressão pelo continente africano, onde manifestou o empenho em combater a pobreza através da educação.

Nessa altura, formulou o desejo que todas as crianças do mundo tenham uma educação primária até 2015, objectivo da campanha "Educação para Todos", da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Brown também sugeriu então que os países produtores de petróleo, "que lucraram com a subida do preço", deviam aplicar parte dessa riqueza na ajuda ao continente africano.

Depois, quando Tony Blair recebeu, também em 2005, o relatório da Comissão para África que o primeiro-ministro criou, Brown foi um dos que apoiou os resultados, apesar de serem incómodos para alguns países ricos.

O documento de 400 páginas, que foi apresentado durante a reunião do G8 (sete países mais industrializados e Rússia), em Gleneagles, Escócia, pedia mais acção, como o fim dos subsídios aos agricultores que competem com África ou a redução das dívidas.

O relatório, que criticava também a venda de armas a países africanos em conflito e a corrupção, favorecia uma parceria "baseada no respeito mútuo e solidariedade".

Até agora na sombra de Blair, que procurou colocar África no topo da agenda nas reuniões internacionais, Gordon Brown terá agora de justificar a admiração do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, que vê nele "um grande amigo de África". (Lusa)