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quinta-feira, 8 de abril de 2010

COMÉRCIO E INVESTIMENTO ENTRE CHINA E PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA RESISTIRAM À CRISE GLOBAL

Macau, China, 6 abril 2010 – Os contactos e a cooperação entre China e países de língua portuguesa, promovidos ou intermediados pelo Fórum Macau, contribuíram decisivamente para que o comércio e o investimento no espaço sino-lusófono tenha superado a recente crise económica global.

O balanço de 2009, recentemente divulgado pelo Fórum Macau, sublinha que “o investimento mútuo entre a China e os países de língua portuguesa, não só não sofreu redução como cresceu”, num ano marcado pela crise económica, em que o Investimento Directo Estrangeiro recuou cerca de 30 por cento a nível global.

“O estabelecimento do Fórum Macau impulsiona e encoraja o empresariado da RAEM a apostar fortemente nos países de língua portuguesa”, refere o documento.

Já o recuo do comércio no espaço sino-lusófono, de 19 por cento, foi inferior à média mundial, “demonstrando que a cooperação económica e comercial, continua a crescer de forma assinalável, apesar dos efeitos da crise”, adianta.

Dados divulgados na semana passada pela Administração das Alfândegas da China indicam que a recuperação do nível comercial está em curso, tendo as trocas multilaterais duplicado nos dois primeiros meses do ano em termos homólogos.

Mesmo com o recuo do ano passado, foi superada, com trocas de 62,468 mil milhões de dólares, a meta estabelecida na 2ª Conferência Ministerial do Fórum Macau para o volume das trocas comerciais bilaterais até ao final de 2009 (45-50 mil milhões de dólares).

Outra tarefa do Secretariado Permanente em 2009 foi a organização e participação nas iniciativas para a promoção do comércio e investimento, como o Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, no Rio de Janeiro, o Seminário sobre a Cooperação Económica e Comercial e Serviços entre Guangdong, Macau e Brasil, em São Paulo, assim como o Encontro Empresarial de Negócios dos Países de Língua Portuguesa, em Fortaleza.

“Além disso, vários dirigentes de departamentos para os assuntos económicos e comerciais externos da China visitaram o Secretariado Permanente do Fórum, nomeadamente os responsáveis das províncias de Hunan e de Zhejiang e da cidade de Xiamen”, adianta o balanço.

Uma delegação empresarial a Moçambique, Angola e Portugal foi organizada conjuntamente pela Secretaria para a Economia e Finanças do governo da RAEM e vice-ministro do Comércio da China, Jiang Zengwei.

Quanto a visitas recíprocas de alto nível, foram 110 ao todo, das quais 16 ao nível de chefes de Estado, “tornando-se 2009 o ano em que se registou a maior frequência de visitas de alto nível desde a 2ª Conferência Ministerial do Fórum Macau, em 2006”.

“As visitas mútuas demonstram a importância das nossas relações e o elevado grau de entendimento existente entre os nossos Governos, potencializando cada vez mais a actuação de Macau enquanto plataforma de ligação”, refere o documento.

O Secretariado prestou apoio na participação e na organização do Fórum para o Estudo e Desenvolvimento de Intercâmbio de Biocombustíveis e Energias Renováveis e em iniciativas do governo como a 14ª Feira Internacional de Macau e a Conferência dos Governadores dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa.

Ao nível da cooperação, até Novembro do ano passado 276 quadros técnicos dos países lusófonos receberam formação em Macau e na China.

A cooperação abrange ainda os projectos do Instituto das Relações Exteriores em Angola, Estádios Nacionais em Cabo Verde e em Moçambique, Hospital Geral do Exército Militar e Complexo Administrativo na Guiné-Bissau, Centro-Piloto de Técnicas Agrícolas em Moçambique, Residência Militar em Timor-Leste, entre outros.

Internamente, o ano 2009 ficou marcado para o Secretariado Permanente pelo início de funções do novo Secretário-Geral, Chang Hexi. (macauhub)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Instituto Internacional de Macau marca primeira década da RAEM com livro sobre relações económicas

Lisboa, Portugal, 18 janeiro 2010 – O Instituto Internacional de Macau (IIM) assinalou o 10º aniversário da Região Administrativa Especial de Macau com a edição de um livro dedicado ao papel do território no fomento das relações económicas entre os países de língua portuguesa e a China.

“Macau e as Relações Económicas China/Países de Língua Portuguesa: 1999-2009 – Dez Anos de Crescimento” foi lançado em Lisboa no passado dia 14 de Janeiro, no Palácio da Independência, num evento que contou com a presença de Jorge Rangel, presidente do IIM, de Francisco Mantero, presidente da Comissão Executiva da ELO e secretário-geral do Conselho Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e ainda de um representante da Embaixada da China em Lisboa.

“A China assumiu-se como o primeiro parceiro comercial do Brasil e tornou-se o primeiro investidor mundial no conjunto dos oito Estados” lusófonos, sublinhou Mantero na sua intervenção.

O investimento, afirmou, tem vindo a aumentar, mas “há ainda muito para fazer no comércio”, com apoio de Macau e da nova Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

“O Conselho Empresarial da CPLP, ao ser transformado em Confederação Empresarial, tem agora maior capacidade de intervenção não só nos países de língua portuguesa mas a nível internacional”, afirmou Francisco Mantero.

“Macau tem um sistema tributário simples com carga fiscal reduzida, é uma zona aduaneira independente e pode desempenhar um papel de plataforma de negócios. Os investidores lusófonos podem aproveitar as vantagens para se instalarem na China, reforçando parcerias com empresas chinesas”, adiantou.

O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa tem, segundo Francisco Mantero, dinamizado esse enquadramento, e pode também assumir um papel ainda maior na formação de técnicos dos países lusófonos.

“Macau é o ponto de ligação das relações da China não só em África mas também no Brasil. Tem um activo empresarial muito importante e tem a língua portuguesa, cujo valor económico foi promovido pelo Instituto Camões”.

Também o desenvolvimento da região do Delta do Rio das Pérolas foi apontado como central no futuro das relações económicas.

“Será uma das regiões mais dinâmicas na China daqui a uns anos. É um mercado consumidor muito bom”, explica Francisco Mantero.

Publicada no último trimestre de 2009, a obra “Macau e as Relações Económicas China/Países de Língua Portuguesa: 1999-2009 – Dez Anos de Crescimento” foi elaborada por uma equipa de jornalistas do grupo de media Macaulink associado à Delta Edições.

“A informação poderá ser aproveitada por empresários e será publicada em inglês e chinês”, disse Jorge Rangel.

“A publicação assinala a comemoração da primeira década da RAEM e o 10º aniversário do IIM, criado em 1999. Esperam-se novas iniciativas do Instituto nos próximos anos”, adiantou.

Jorge Rangel lembrou o objectivo de tornar Macau num centro educativo e defendeu a necessidade de que o modelo chinês seja “olhado” por países ocidentais como Portugal.

“Por um lado, temos a China com um dinamismo grande e, por outro, uma Europa envelhecida. O desenvolvimento dependerá de parcerias entre o Estado e entidades empresariais privadas. É preciso atrair investimento”.

“Enquanto que o Governo português quer ganhar o máximo de imposto na venda de um carro, por exemplo, Macau quer ganhar o mínimo, pois assim venderá mais”, explica. “Portugal não deve virar costas ao seu percurso original. Precisa de olhar para o modelo chinês para conseguir ter sucesso”.

As intervenções geraram debate sobre a exportabilidade do modelo chinês, levantada pelo economista Jorge Braga de Macedo.

Fernanda Ilhéu, ex-secretária geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa evocou a necessidade de investimento, “sem o qual não há negócio”.

O Instituto Internacional de Macau prepara o lançamento de uma edição do livro em inglês e chinês. (macauhub)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Portugal/Dívidas dos PALOP a Portugal aumentaram 18 por cento para 1,78 mil milhões de dólares

Lisboa, Portugal, 3 julho 2008 - As dívidas oficiais dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) a Portugal aumentaram 18 por cento em 2007, face ao ano anterior, para 1,78 mil milhões de dólares (1,12 mil milhões de euros), revelam dados do Ministério das Finanças.

O montante total inclui créditos directos do Estado português (1.334 milhões de dólares, 841 milhões de euros) e créditos garantidos pelo país (450 milhões de dólares, 283,6 milhões de euros).

O último relatório do Banco de Portugal sobre as relações comerciais e económicas entre o país e os PALOP indicava que no final de 2006, a dívida dos cinco países africanos ascendia a 1.517 milhões de dólares, mais 18 por cento do que os dados mais recentes.

A tendência de escalada acentuou-se em relação ao registado de 2005 para 2006, quando a subida foi de 12,3 por cento.

A dívida de Moçambique (393 milhões de dólares, 248 milhões de euros), que será cancelada progressivamente até 2025, na sequência de um acordo bilateral assinado terça-feira, representa mais de um quinto (22 por cento) do "stock" da dívida oficial dos PALOP a Portugal, de acordo com os dados citados pela agencia noticiosa portuguesa Lusa.

A dívida de Bissau a Lisboa está avaliada em 131 milhões de dólares (82 milhões de euros), enquanto que a de Cabo Verde ascende a 152 milhões de dólares (96 milhões de euros), repartidos de forma quase igual entre dívida directa e garantida.

A maior fatia da dívida dos PALOP a Portugal é a de Angola - 698 milhões de dólares (440 milhões de euros), que no âmbito de acordo bilateral assinado em 2004 serão pagos a partir de 2009 (cinco anos de carência), ao longo de 30 anos, com uma taxa de juro de um por cento.

À dívida directa ascendem 375 milhões de dólares (236 milhões de euros) em garantias do Estado português a operações de exportação de bens e serviços para Angola, através da COSEC, pelo que o total da dívida angolana supera 1.073 milhões de dólares (676 milhões de euros).
(macauhub)