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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Moçambique/40 Anos de independência: Alegria e cor na festa da independência

26 Junho, Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Maputo)


Cor, luz, música e dança marcaram ontem as cerimónias centrais do quadragésimo aniversário da independência nacional.

O Estádio da Machava, recinto que há 40 anos foi palco da declaração da independência, foi ontem “pequeno” para acolher a moldura humana que acorreu àquele recinto para, num acto simbólico e carregado de muita emoção, celebrar a liberdade, a identidade nacional, a paz e o desenvolvimento.

Mas comecemos do fim. Com o mítico Estádio da Machava esgotado, quatro paraquedistas rasgaram os céus, para o delírio dos milhares de cidadãos que se encontravam ali. Os paraquedistas, dois saltando em paraquedas com as cores da bandeira nacional, foram

sábado, 3 de maio de 2014

SOMOS TODOS MACACOS

28 abril 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


por Emir Sader, Blog do Emir

Depois da enésima vez que jogaram bananas contra jogadores negros na Europa, Daniel Alves resolveu comer a banana e Neymar declarou: Somos todos macacos.


Depois da enésima vez que jogaram bananas contra jogadores negros na Europa, Daniel Alves resolveu comer a banana e Neymar declarou: “Somos todos macacos”. É o começo da reação, que os próprios europeus parecem incapazes de fazer, contra a discriminação nos campos de futebol, que é apenas a extensão da vida cotidiana em países que se consideram  “brancos e civilizados”.

 A Europa “civilizada” se enriqueceu às custas da escravidão e do seu corolário – a discriminação e a redução dos negros a “bárbaros”. Vieram com a cruz e a espada a “civilizar-nos”,  isto é, destruir as populações nativas e submete-las ao jugo da dominação colonial. Tiraram milhões de  africanos do seu mundo para trazê-los como animais a trabalhar como escravos para explorar as riquezas daqui e enviá-las para enriquecer a Europa  “civilizada”.

Todo o movimento histórico da “liberdade, igualdade, fraternidade”, foi feito em função da libertação dos servos da gleba europeus, desconhecendo a escravidão que essa mesma Europa praticava. Ninguém – salvo o solitário Hegel – tomou conhecimento da Revolução Haitiana contra a dominação da França