10 junho 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
Hoje, a maior influência das agências de risco é exercida através da grande mídia, sobretudo no plano ideológico, para forçar mudanças na política econômica. No caso atual, elas exigem juros altos, câmbio valorizado e superávit primário elevado, em nome de uma suposta austeridade na gestão econômica. Por J. Carlos de Assis
J. Carlos de
Assis*
Uma agência de risco diz que pode rebaixar a nota brasileira. A
grande mídia faz disso o maior estardalhaço. É como se fôssemos alunos de
escola primária ameaçados de reprovação. Algumas autoridades do próprio
governo, por sua vez, intimidadas, passam a dar justificativas no sentido de
atenuar a previsão -- o que resulta,
em última análise, num procedimento de legitimação de espúria intervenção de
uma entidade privada internacional na condução da política econômica do país.
As agências de classificação de risco não conseguiram prever a maior crise da história do capitalismo iniciada em 2008.
As agências de classificação de risco não conseguiram prever a maior crise da história do capitalismo iniciada em 2008.